Eu fiz minhas escolhas e fui levada a fazer várias outras. Na vida a gente tem várias opções de como vai passar a vida. People can be so mean. Você pode ignorar isso, mandar pro foda-se e ser o serzinho mais inofensivo do mundo, I´ve been there. Carregando a culpa do mundo nas suas costas. Então te fodem por trás, te magoam e você se perde. A próxima escolha possível é ser um desses babacas que vivem para dizer coisas inúteis, se achar muita coisa e no fundo não ser porra nenhuma. São aqueles que fazem a gente perder a fé na humanidade, "the dark side of the force" sabe? Acho que são os mais fracos, já que passam boa parte do tempo odiando alguém e citando defeitos dos outros para esconder os seus próprios. E por último, você pode ser normal. Não estou falando de ser bunda, ser mais um no mundo sem mais nada de mais. É simplesmente questão de não ser nem o mr. nice guy, nem, menos ainda, o escrotinho da cidade. Terá suas desavenças, mas porque tem coisa que parece que não tem como acontecer, mas não vai perder tempo com nenhuma delas. Liga o fuck-off e tá tudo muito bom, porque sempre vai ter alguém que goste de você, e os que não gostam, bom, cada um faz as suas escolhas, pelo menos na sua, você tem a consciência limpa.
Sunday, June 24, 2007
Friday, June 01, 2007
Sobre o tal do ciclo
Odeio os recalcados. Neuróticos por escolhas e babacas por nascimento. Salve salve os de boa vontade. Aceitando as idas e vindas dessa complexa rede de compreensão que é a humanidade. Eu aprendi a viver no artificial que é a mente humana. Se é daí que surge a arte não nego, aceito e solto um sorriso sincero para as reviravoltas que a vida e minha consciencia me proporciona.
Amor e ódio caminham lado a lado, separado pela indiferença, pela desilusão. Comemoro minha capacidade de transfigurar tudo isso rápido o bastante para manter a situação de felicidade que o amor me traz. Se é com os erros que a gente aprende, é aceitando a natureza ruim que cai no seu colo que a gente é feliz de verdade.
Como sempre, estava pensando na música, em como meu gosto foi volúvel durante muito tempo, até que se firmou onde teve seu início. Milhares de voltas para cair no mesmo lugar sem perceber e continuar por ali, com orgulho. Meu pai sempre gostou das coisas boas dos anos 60, tive o rock vindo dos meus primos e entrando por meus ouvidos até me acostumar. Minha infância foi rodeada de música boa, mas passei para a maldita adolescência me perdendo no tal do indie que não encontrava ninguém que gostava na época que os core da vida permeavam meu meio social. Encontrei meus amigos com gostos similares, me achei no estilo de vida que o tal estilo de música pregava e achava tudo cool demais.
Mas a vida da voltas, e minhas raízes depressivas que influenciaram no estilo indie que me satisfazia reclamaram muito quanto os the alguma coisa se enquadravam naquele tom musical que antes me parecia depressivo e nostálgico como eu sempre gostei. Então perdi o tesão. Me vi perdida meio a um batalhão de nomes e influências que não me faziam mais sentido, que não me explicavam mais como antes.
Então fui procurar em alguma coisa algo que fizesse sentido. Achei nos carinhas bucólicos e nos texanos uma poesia para me explicar. E fez sentido e me trouxe sentido mais uma vez. Mas não parou aí, os anos foram passando e a psicodelia da vida adulta que ainda não se encaixa foi procurando algo para não perder o toque de lirismo do artificialismo artístico. Veio o show do flaming lips. E depois roger waters. Cores e viagens lisérgicas trazidas por vídeos coloridos e fantasia surreais. Meu conflito interno se sentiu menos conflitante e minha busca se acalmou.
Estou nessa, por enquanto, encontrando paz com nomes como Bob Dylan, Iron and Wine, Flaming Lips, Roger Waters ou Pink Floyd, Johnny Cash, James Taylor, Donnovan, Belle and Sebastian, Led, Beatles, Mammas and the Papas e coisas desse tipo. Anos 60, 70 e suas influencias e uma vontade tremenda de sair dessa década absurda e voltar em um tempo que eu não cheguei nem perto de assistir. Nostalgia do desconhecido, Daniella em outras palavras.
Daqui a pouco o revirão (esse é o tal ciclo) da a revirada de novo e isso muda, por mais incoerente que isso me parece nesse momento exato, eu tenho a consciencia do que vai acontecer e seja eu forte para não me desiludir e desencantar, pelo menos não tão cedo. Não vou me maquiar de recalcada e forçar a barra para continuar em porra nenhuma. Mas o momento é bom, e queira seja-lá-quem que os tempos de ressaca não venham tão rápido.
Amor e ódio caminham lado a lado, separado pela indiferença, pela desilusão. Comemoro minha capacidade de transfigurar tudo isso rápido o bastante para manter a situação de felicidade que o amor me traz. Se é com os erros que a gente aprende, é aceitando a natureza ruim que cai no seu colo que a gente é feliz de verdade.
Como sempre, estava pensando na música, em como meu gosto foi volúvel durante muito tempo, até que se firmou onde teve seu início. Milhares de voltas para cair no mesmo lugar sem perceber e continuar por ali, com orgulho. Meu pai sempre gostou das coisas boas dos anos 60, tive o rock vindo dos meus primos e entrando por meus ouvidos até me acostumar. Minha infância foi rodeada de música boa, mas passei para a maldita adolescência me perdendo no tal do indie que não encontrava ninguém que gostava na época que os core da vida permeavam meu meio social. Encontrei meus amigos com gostos similares, me achei no estilo de vida que o tal estilo de música pregava e achava tudo cool demais.
Mas a vida da voltas, e minhas raízes depressivas que influenciaram no estilo indie que me satisfazia reclamaram muito quanto os the alguma coisa se enquadravam naquele tom musical que antes me parecia depressivo e nostálgico como eu sempre gostei. Então perdi o tesão. Me vi perdida meio a um batalhão de nomes e influências que não me faziam mais sentido, que não me explicavam mais como antes.
Então fui procurar em alguma coisa algo que fizesse sentido. Achei nos carinhas bucólicos e nos texanos uma poesia para me explicar. E fez sentido e me trouxe sentido mais uma vez. Mas não parou aí, os anos foram passando e a psicodelia da vida adulta que ainda não se encaixa foi procurando algo para não perder o toque de lirismo do artificialismo artístico. Veio o show do flaming lips. E depois roger waters. Cores e viagens lisérgicas trazidas por vídeos coloridos e fantasia surreais. Meu conflito interno se sentiu menos conflitante e minha busca se acalmou.
Estou nessa, por enquanto, encontrando paz com nomes como Bob Dylan, Iron and Wine, Flaming Lips, Roger Waters ou Pink Floyd, Johnny Cash, James Taylor, Donnovan, Belle and Sebastian, Led, Beatles, Mammas and the Papas e coisas desse tipo. Anos 60, 70 e suas influencias e uma vontade tremenda de sair dessa década absurda e voltar em um tempo que eu não cheguei nem perto de assistir. Nostalgia do desconhecido, Daniella em outras palavras.
Daqui a pouco o revirão (esse é o tal ciclo) da a revirada de novo e isso muda, por mais incoerente que isso me parece nesse momento exato, eu tenho a consciencia do que vai acontecer e seja eu forte para não me desiludir e desencantar, pelo menos não tão cedo. Não vou me maquiar de recalcada e forçar a barra para continuar em porra nenhuma. Mas o momento é bom, e queira seja-lá-quem que os tempos de ressaca não venham tão rápido.
Tuesday, April 24, 2007
For the friends I don´t have anymore:
"Stayed in bed all mornin'
Just to pass the time.
There's somethin' wrong here.
There can be no denying.
One of us is changin'
Or maybe we just stopped trying
And it's too late, baby,
Now it's too late,
Though we really did try to make it.
Somethin' inside has died
And I can't hide and I just can't fake it.
Oh, no, no, no, no, no, no..
It used to be so easy
Livin' here with you.
You were light and breezy
And I knew just what to do.
Now you look so unhappy
And I feel like a fool
And it's too late, baby,
Now it's too late,
Though we really did try to make it.
Somethin' inside has died
And I can't hide and I just can't fake it.
Oh, no, no..
There'll be good times again
For me and you,
But we just can't stay together.
Don't you feel it too?
Still I'm glad for what we had
And how I once loved you,
But it's too late, baby,
Now it's too late,
Though we really did try to make it.
Somethin' inside has died
And I can't hide and I just can't fake it.
Oh, no, no, no, no, no, no..
It's too late, baby.
It's too late, now, darlin'.
It's too late."
Goodbye, maybe for now, maybe forever.
Wednesday, April 18, 2007
I got that blues spirit
Eu odeio me fazer de vítima, mas eu sempre soube que era o bagaço do bagaço quando era mais nova. Eu sei o quanto e me fodi e o quanto eu aprendi em 20 e poucos anos de vida. Só eu sei. Mas eu não espero do mundo, eu não espero de você, que tenha pena de mim. Não espero uma solução perfeita, nem uma terra prometida vindo dos EUA para pedir perdão pelo que a humanidade fez comigo.
Eu não sou tão tolinha assim.
Eu sei que tudo tem um pouco de mim nisso. Eu sei da minha culpa, eu sinto que no fundo fui eu quem escolheu cada caminho que eu segui. Eu sei o quanto eu errei achando que estava fazendo o certo e o quanto eu acertei achando que estava errando. Eu sei o quanto disso tudo é mea culpa.
Eu passei muito tempo esperando uma salvação. achando realmente que eu merecia tudo de bom que o mundo poderia me oferecer, imaginando que o que eu sofri era o bastante para o céu na terra me ser ofertado. E eu tive isso por um tempo, e achei muito justo. Um dia, como em qualquer outro no mundo, esse castelinho de areia desmoronou e com ele tudo que eu pensava de tudo. Me fiz vítima de novo e aceitei o fargo pesado de sofrer as dores do mundo. E fiquei por um tempo assim, até ser feliz de novo. Acreditei que dessa vez era pra valer. O mundo então fazia sentido, as peças todas se encaixaram, tudo que eu aprendi na força eu usei, bem usado e fui feliz.
Meus dias eram claros e tudo era tão lindo e ninguém no mundo poderia sentir o que eu sentia. E isso durou. O bastante para eu me iludir e me encher de esperanças. Esperanças o bastante para que quando caísse, eu não tivesse chão para chegar. A queda livre te dá o tempo bastante para pensar em tudo. E sem mais o que fazer, isso foi a única coisa que eu fiz.
E quando o fundo do poço me olhava e me chamava, para que eu me enterrasse ali dentro cheia de máguas e pena de mim mesma, eu decidi olhar para cima. E exatamente tudo aquilo que me empurrou na hora de tropeçar, era o que estava ali para tentar me puxar de volta. E eu vi a realidade. E entendi um pouco do tanto que eu achava que ja sabia. O mundo da voltas. Nada acontece por acaso.
Não tenho mais pena de mim. Nem quero de ninguém isso. Por favor. Enxerguei minhas falhas e resolvi fazer de mim algo melhor do que uma lamúria poética numa tarde fria. Resolvi correr atrás do que eu queria, do que me fazia bem, mandar o resto pro quinto dos infernos e aceitar o que fosse que viesse. Amar meus amigos que estavam comigo, sem lamentar a falta de outros. Aprendi a fazer o amor da minha vida se reapaixonar por mim e aprendi a conviver com tudo.
Já não tenho mais um brilho no olhar. Já não acho que tudo pode ser perfeito. Mas tão pouco acho que tudo pode se acabar em um mar de lamas. Vejo a realidade como uma folha de papel cheia de letrinhas, que é o que está ali e não adianta procurar mais a fundo. Aprendi a ver tudo com mais placidez do que paixão. Aprendi a ser um pouco racional. Aprendi a ter razão.
Não procuro mais o tesouro escondido no final do arco-íris, mas aprendi a aproveitar as moedinhas que caem do céu no meu colo. Sempre quis uma vida profunda, mas aprendi a viver no meio-termo. Me satizfaço com a felicidade absurda dos meus amigos (nada mais me faz mais feliz) e com a chance de ter um pouquinho dessa felicidade de novo um dia desses, qualquer.
Eu não sou tão tolinha assim.
Eu sei que tudo tem um pouco de mim nisso. Eu sei da minha culpa, eu sinto que no fundo fui eu quem escolheu cada caminho que eu segui. Eu sei o quanto eu errei achando que estava fazendo o certo e o quanto eu acertei achando que estava errando. Eu sei o quanto disso tudo é mea culpa.
Eu passei muito tempo esperando uma salvação. achando realmente que eu merecia tudo de bom que o mundo poderia me oferecer, imaginando que o que eu sofri era o bastante para o céu na terra me ser ofertado. E eu tive isso por um tempo, e achei muito justo. Um dia, como em qualquer outro no mundo, esse castelinho de areia desmoronou e com ele tudo que eu pensava de tudo. Me fiz vítima de novo e aceitei o fargo pesado de sofrer as dores do mundo. E fiquei por um tempo assim, até ser feliz de novo. Acreditei que dessa vez era pra valer. O mundo então fazia sentido, as peças todas se encaixaram, tudo que eu aprendi na força eu usei, bem usado e fui feliz.
Meus dias eram claros e tudo era tão lindo e ninguém no mundo poderia sentir o que eu sentia. E isso durou. O bastante para eu me iludir e me encher de esperanças. Esperanças o bastante para que quando caísse, eu não tivesse chão para chegar. A queda livre te dá o tempo bastante para pensar em tudo. E sem mais o que fazer, isso foi a única coisa que eu fiz.
E quando o fundo do poço me olhava e me chamava, para que eu me enterrasse ali dentro cheia de máguas e pena de mim mesma, eu decidi olhar para cima. E exatamente tudo aquilo que me empurrou na hora de tropeçar, era o que estava ali para tentar me puxar de volta. E eu vi a realidade. E entendi um pouco do tanto que eu achava que ja sabia. O mundo da voltas. Nada acontece por acaso.
Não tenho mais pena de mim. Nem quero de ninguém isso. Por favor. Enxerguei minhas falhas e resolvi fazer de mim algo melhor do que uma lamúria poética numa tarde fria. Resolvi correr atrás do que eu queria, do que me fazia bem, mandar o resto pro quinto dos infernos e aceitar o que fosse que viesse. Amar meus amigos que estavam comigo, sem lamentar a falta de outros. Aprendi a fazer o amor da minha vida se reapaixonar por mim e aprendi a conviver com tudo.
Já não tenho mais um brilho no olhar. Já não acho que tudo pode ser perfeito. Mas tão pouco acho que tudo pode se acabar em um mar de lamas. Vejo a realidade como uma folha de papel cheia de letrinhas, que é o que está ali e não adianta procurar mais a fundo. Aprendi a ver tudo com mais placidez do que paixão. Aprendi a ser um pouco racional. Aprendi a ter razão.
Não procuro mais o tesouro escondido no final do arco-íris, mas aprendi a aproveitar as moedinhas que caem do céu no meu colo. Sempre quis uma vida profunda, mas aprendi a viver no meio-termo. Me satizfaço com a felicidade absurda dos meus amigos (nada mais me faz mais feliz) e com a chance de ter um pouquinho dessa felicidade de novo um dia desses, qualquer.
Thursday, March 01, 2007
É impressionante o que a sétima arte consegue fazer comigo.
Sabe aquilo tudo que você pensa da vida? Sobre perder, ganhar, pessoas os concursos de beleza que você precisa passar em cada fase da sua vida? Sabe aquilo que você pensa de você ser um perdedor?Então. Eu penso tudo isso. Ontem eu fui no cinema, para ver Borat e Pequena Miss sunshine. Borat é foda. Um filme engraçado, com piadas anti-semitas e mais outras tantas racistas mas inteligentes(??). Sai de lá com uma gargalhada no rosto e uma vontade de fazer esse tipo de jornalismo. Logo depois fui ver esse outro, um filme de uma menininha gordinha de olhos azuis, filme que eu já estava doida para assistir desde que havia escutado o nome.
Me falaram que era divertido. Que era lindo. Que era, psicologicamente, um filme muito bem construído. Mas é muito mais do que isso. É simplesmente o filme mais lindo que eu já vi. Uma história cinematográfica conseguiu sintetizar tudo que eu penso sobre o mundo, sobre as pessoas (que eu gosto ou não gosto). Tudo que eu penso sobre o olhar de uma criança. Tudo que eu sempre pensei que num sorriso infantil é muito mais fácil dizer do que com mil palavras. Um filme sobre inocência e maturidade. Sobre perdedores, ganhadores e quem são realmente eles. Um filme de gente grande. Para gargalhar e chorar de soluçar.
Saí do cinema com um sorrisinho completo no rosto e uma vontade imensa de chorar mais, encostada no ombro do meu amor, esperando o momento para desabar. Voltei para casa com a certeza de que havia acabado de ver o filme da minha vida. E que era hora de mudar.
Me falaram que era divertido. Que era lindo. Que era, psicologicamente, um filme muito bem construído. Mas é muito mais do que isso. É simplesmente o filme mais lindo que eu já vi. Uma história cinematográfica conseguiu sintetizar tudo que eu penso sobre o mundo, sobre as pessoas (que eu gosto ou não gosto). Tudo que eu penso sobre o olhar de uma criança. Tudo que eu sempre pensei que num sorriso infantil é muito mais fácil dizer do que com mil palavras. Um filme sobre inocência e maturidade. Sobre perdedores, ganhadores e quem são realmente eles. Um filme de gente grande. Para gargalhar e chorar de soluçar.
Saí do cinema com um sorrisinho completo no rosto e uma vontade imensa de chorar mais, encostada no ombro do meu amor, esperando o momento para desabar. Voltei para casa com a certeza de que havia acabado de ver o filme da minha vida. E que era hora de mudar.
Thursday, February 08, 2007
quem diria
A mel chegou para mim outro dia, falando de um tal de concurso de poesias que rolava num site que eu nunca tinha ouvido falar. Fui ver qual era a dos caras e não dei muita coisa quando vi que nem rolava prêmio, só publicações no site. Coisa que acho que dá para fazer sempre.
Mas resolvi participar, nunca ganhei nada, meus textos não são motivos de condecorações e coisas do tipo. Fui arriscar por curiosidade mesmo, sem motivos.
Nem lembrava mais desse concurso quando me chega a mel de novo falando que lembrou do nada do site e foi espiar os vencedores do concurso. E não é que meu nome bem estava lá? Não fico achando que meus textos são melhores, agora. Nem qualquer coisa do tipo, mas é sempre bom quando alguém gosta daquilo que a gente sente, expressado em forma de qualquer tipo de arte...
bom, post a toa, taí as poesias que eu mandei e o link do site, é legal para ajudar a divulgar o projeto dos caras.
Carta Suicida
Adeus minha mãe, quebra-se o laço
Por favor, depois de tudo, me perdoe
Por mais ingrato que isso lhe soe
Estou indo sem um último abraço
Adeus meu pai, não tem explicação
Por favor, não se entristeça,
Por mais triste que isso pareça
Estou partindo sem criar objeção
Adeus minha irmã, estarei contigo,
Por favor, feche os olhos e se lembre
Somente dos bons momentos que, para sempre
Onde quer que eu esteja, estarão comigo
Adeus minhas amigas, estejam sempre unidas
Para que, junto comigo, não se interre
A nossa amizade. E que se encerre
nos olhos de cada uma, nossas vidas
Adeus meu grande amor, não se culpe, não por isso
Se te amar me fez tão infeliz
A única coisa que eu sempre quis
Era ser a grande razão de seu sorriso
Adeus para esse mundo, Adeus agora!
Lágrimas amargas me envenenam tanto,
Que no veneno desse pranto
É que me entorpeço e que me vou embora...
(Sem título) ou Prólogo
Por tanto tempo procurando um sentido
Perdi os motivos que me iniciaram
Se perco as razões que me motivaram
Perco de novo o entendimento que posso ter tido
Se isso lhe parece confuso
É compreensível pela vida que tive,
Agora, se você entende os momentos em que estive
É porque você cruza os mesmos caminhos que eu cruzo
Caminhos esses que ainda não me levaram a respostas,
E, várias vezes, me machucaram, deixando feridas expostas
E dúvida se uma razão de fato existe
Mas, ainda que à vida me falte a essência,
Á tristeza ainda busco resistência:
Posso não ser feliz, mas tão pouco sou triste
(dramática ao extremo, I know)
http://www.prosaemverso.xpg.com.br/antologiavirtual.htm
Mas resolvi participar, nunca ganhei nada, meus textos não são motivos de condecorações e coisas do tipo. Fui arriscar por curiosidade mesmo, sem motivos.
Nem lembrava mais desse concurso quando me chega a mel de novo falando que lembrou do nada do site e foi espiar os vencedores do concurso. E não é que meu nome bem estava lá? Não fico achando que meus textos são melhores, agora. Nem qualquer coisa do tipo, mas é sempre bom quando alguém gosta daquilo que a gente sente, expressado em forma de qualquer tipo de arte...
bom, post a toa, taí as poesias que eu mandei e o link do site, é legal para ajudar a divulgar o projeto dos caras.
Carta Suicida
Adeus minha mãe, quebra-se o laço
Por favor, depois de tudo, me perdoe
Por mais ingrato que isso lhe soe
Estou indo sem um último abraço
Adeus meu pai, não tem explicação
Por favor, não se entristeça,
Por mais triste que isso pareça
Estou partindo sem criar objeção
Adeus minha irmã, estarei contigo,
Por favor, feche os olhos e se lembre
Somente dos bons momentos que, para sempre
Onde quer que eu esteja, estarão comigo
Adeus minhas amigas, estejam sempre unidas
Para que, junto comigo, não se interre
A nossa amizade. E que se encerre
nos olhos de cada uma, nossas vidas
Adeus meu grande amor, não se culpe, não por isso
Se te amar me fez tão infeliz
A única coisa que eu sempre quis
Era ser a grande razão de seu sorriso
Adeus para esse mundo, Adeus agora!
Lágrimas amargas me envenenam tanto,
Que no veneno desse pranto
É que me entorpeço e que me vou embora...
(Sem título) ou Prólogo
Por tanto tempo procurando um sentido
Perdi os motivos que me iniciaram
Se perco as razões que me motivaram
Perco de novo o entendimento que posso ter tido
Se isso lhe parece confuso
É compreensível pela vida que tive,
Agora, se você entende os momentos em que estive
É porque você cruza os mesmos caminhos que eu cruzo
Caminhos esses que ainda não me levaram a respostas,
E, várias vezes, me machucaram, deixando feridas expostas
E dúvida se uma razão de fato existe
Mas, ainda que à vida me falte a essência,
Á tristeza ainda busco resistência:
Posso não ser feliz, mas tão pouco sou triste
(dramática ao extremo, I know)
http://www.prosaemverso.xpg.com.br/antologiavirtual.htm
Tuesday, January 30, 2007
Mimada
Não tenho muito o que falar. Estou em fim de período, fora de tempo. É como se estivesse em novembro ainda. Minha cabeça está cheia de problemas para solucionar e trabalhos para terminar. Uma revista, um vídeo, um planejamento.
Quero mais férias, queria poder fazer faculdade de produção audiovisual. Mas meus horários são incompatíveis. Apesar do tempo ser relativamente perfeito para isso. Quero o meu sax e quero quinta feira logo, para tocar. Quero dinheiro para uma câmera, uma tatuagem e um sax. Mas minhas economias estão guardadas à sete chaves para uma câmera que vem de longe em algum dia que não sei qual.
Quero transferir para a UFF e fazer produção cultural. Queria parar de reclamar um pouco também. Tou indo para o Rio em fevereiro, vou para a praia ver o pôr do sol. Jogar PS2 até enjoar e esperar pelo meu amor. Queria poder ir com ele no show do Deftones, mas tem Placebo de novo e devo acabar indo mais uma vez ao Claro Hall (dessa vez sem entrada de graça, poxa). Quero que meus amigos animem de ir para São João Del Rey no carnaval comigo.
A minha vida tá tranquila, não tenho anseios e desesperos para relatar. Não tenho tristezas profundas e frases complexas para construir um texto bonito. Tenho desejos de infante que sou. Tenho milhares de livros para ler. Terminar a "Idade da Razão" para concluir que Camus realmente é melhor que Sartre para mim. Tenho que conversar com algumas pessoas.
Eu comecei o ano me despedindo. Meu amor foi embora e agora, só nos fins de semana, mais uma vez. Eu quero um marido rico, mas não sou forte o bastante para aguentar a distância. Quero o carinho do seu colo quente e o sorriso brilhando para mim.
Mas eu preciso trabalhar, arranjar um emprego, parar de ser sustentada pelos meus pais de novo. Queria que o tempo passasse bem rápido e chegasse logo o futuro para saber o que afinal vai acontecer. Eu queria sossegar com o presente. Se não estou remoendo o passado estou roendo as unhas esperando o futuro. Queria a calma das pessoas normais.
Quero mais férias, queria poder fazer faculdade de produção audiovisual. Mas meus horários são incompatíveis. Apesar do tempo ser relativamente perfeito para isso. Quero o meu sax e quero quinta feira logo, para tocar. Quero dinheiro para uma câmera, uma tatuagem e um sax. Mas minhas economias estão guardadas à sete chaves para uma câmera que vem de longe em algum dia que não sei qual.
Quero transferir para a UFF e fazer produção cultural. Queria parar de reclamar um pouco também. Tou indo para o Rio em fevereiro, vou para a praia ver o pôr do sol. Jogar PS2 até enjoar e esperar pelo meu amor. Queria poder ir com ele no show do Deftones, mas tem Placebo de novo e devo acabar indo mais uma vez ao Claro Hall (dessa vez sem entrada de graça, poxa). Quero que meus amigos animem de ir para São João Del Rey no carnaval comigo.
A minha vida tá tranquila, não tenho anseios e desesperos para relatar. Não tenho tristezas profundas e frases complexas para construir um texto bonito. Tenho desejos de infante que sou. Tenho milhares de livros para ler. Terminar a "Idade da Razão" para concluir que Camus realmente é melhor que Sartre para mim. Tenho que conversar com algumas pessoas.
Eu comecei o ano me despedindo. Meu amor foi embora e agora, só nos fins de semana, mais uma vez. Eu quero um marido rico, mas não sou forte o bastante para aguentar a distância. Quero o carinho do seu colo quente e o sorriso brilhando para mim.
Mas eu preciso trabalhar, arranjar um emprego, parar de ser sustentada pelos meus pais de novo. Queria que o tempo passasse bem rápido e chegasse logo o futuro para saber o que afinal vai acontecer. Eu queria sossegar com o presente. Se não estou remoendo o passado estou roendo as unhas esperando o futuro. Queria a calma das pessoas normais.
Monday, January 22, 2007
Caralho.
It began when they come took me from my home
And put me in Dead Row,
Of which I am nearly wholly innocent, you know.
And I'll say it again
I..am..not..afraid..to..die.
I began to warm and chill
To objects and their fields,
A ragged cup, a twisted mop
The face of Jesus in my soup
Those sinister dinner meals
The meal trolley's wicked wheels
A hooked bone rising from my food
All things either good or ungood.
And the mercy seat is waiting
And I think my head is burning
And in a way I'm yearning
To be done with all this measuring of truth.
An eye for an eye
A tooth for a tooth
And anyway I told the truth
And I'm not afraid to die.
Interpret signs and catalogue
A blackened tooth, a scarlet fog.
The walls are bad. Black. Bottom kind.
They are sick breath at my hind
They are sick breath at my hind
They are sick breath at my hind
They are sick breath gathering at my hind
I hear stories from the chamber
How Christ was born into a manger
And like some ragged stranger
Died upon the cross
And might I say it seems so fitting in its way
He was a carpenter by trade
Or at least that's what I'm told
Like my good hand I
tatooed E.V.I.L. across it's brother's fist
That filthy five! They did nothing to challenge or resist.
In Heaven His throne is made of gold
The ark of his Testament is stowed
A throne from which I'm told
All history does unfold.
Down here it's made of wood and wire
And my body is on fire
And God is never far away.
Into the mercy seat I climb
My head is shaved, my head is wired
And like a moth that tries
To enter the bright eye
I go shuffling out of life
Just to hide in death awhile
And anyway I never lied.
My kill-hand is called E.V.I.L.
Wears a wedding band that's G.O.O.D.
`Tis a long-suffering shackle
Collaring all that rebel blood.
And the mercy seat is waiting
And I think my head is burning
And in a way I'm yearning
To be done with all this measuring of truth.
An eye for an eye
And a tooth for a tooth
And anyway I told the truth
And I'm not afraid to die.
And the mercy seat is burning
And I think my head is glowing
And in a way I'm hoping
To be done with all this weighing up of truth.
An eye for an eye
And a tooth for a tooth
And I've got nothing left to lose
And I'm not afraid to die.
And the mercy seat is glowing
And I think my head is smoking
And in a way I'm hoping
To be done with all this looks of disbelief.
An eye for an eye
And a tooth for a tooth
And anyway there was no proof
Nor a motive why.
And the mercy seat is smoking
And I think my head is melting
And in a way I'm helping
To be done with all this twisted of the truth.
A lie for a lie
And a truth for a truth
And I've got nothing left to lose
And I'm not afraid to die.
And the mercy seat is melting
And I think my blood is boiling
And in a way I'm spoiling
All the fun with all this truth and consequence.
An eye for an eye
And a truth for a truth
And anyway I told the truth
And I'm not afraid to die.
And the mercy seat is waiting
And I think my head is burning
And in a way I'm yearning
To be done with all this measuring of proof.
A life for a life
And a truth for a truth
And anyway there was no proof
But I'm not afraid to tell a lie.
And the mercy seat is waiting
And I think my head is burning
And in a way I'm yearning
To be done with all this measuring of truth.
An eye for an eye
And a truth for a truth
And anyway I told the truth
But I'm afraid I told a lie.
the mercy seat is waiting.
And put me in Dead Row,
Of which I am nearly wholly innocent, you know.
And I'll say it again
I..am..not..afraid..to..die.
I began to warm and chill
To objects and their fields,
A ragged cup, a twisted mop
The face of Jesus in my soup
Those sinister dinner meals
The meal trolley's wicked wheels
A hooked bone rising from my food
All things either good or ungood.
And the mercy seat is waiting
And I think my head is burning
And in a way I'm yearning
To be done with all this measuring of truth.
An eye for an eye
A tooth for a tooth
And anyway I told the truth
And I'm not afraid to die.
Interpret signs and catalogue
A blackened tooth, a scarlet fog.
The walls are bad. Black. Bottom kind.
They are sick breath at my hind
They are sick breath at my hind
They are sick breath at my hind
They are sick breath gathering at my hind
I hear stories from the chamber
How Christ was born into a manger
And like some ragged stranger
Died upon the cross
And might I say it seems so fitting in its way
He was a carpenter by trade
Or at least that's what I'm told
Like my good hand I
tatooed E.V.I.L. across it's brother's fist
That filthy five! They did nothing to challenge or resist.
In Heaven His throne is made of gold
The ark of his Testament is stowed
A throne from which I'm told
All history does unfold.
Down here it's made of wood and wire
And my body is on fire
And God is never far away.
Into the mercy seat I climb
My head is shaved, my head is wired
And like a moth that tries
To enter the bright eye
I go shuffling out of life
Just to hide in death awhile
And anyway I never lied.
My kill-hand is called E.V.I.L.
Wears a wedding band that's G.O.O.D.
`Tis a long-suffering shackle
Collaring all that rebel blood.
And the mercy seat is waiting
And I think my head is burning
And in a way I'm yearning
To be done with all this measuring of truth.
An eye for an eye
And a tooth for a tooth
And anyway I told the truth
And I'm not afraid to die.
And the mercy seat is burning
And I think my head is glowing
And in a way I'm hoping
To be done with all this weighing up of truth.
An eye for an eye
And a tooth for a tooth
And I've got nothing left to lose
And I'm not afraid to die.
And the mercy seat is glowing
And I think my head is smoking
And in a way I'm hoping
To be done with all this looks of disbelief.
An eye for an eye
And a tooth for a tooth
And anyway there was no proof
Nor a motive why.
And the mercy seat is smoking
And I think my head is melting
And in a way I'm helping
To be done with all this twisted of the truth.
A lie for a lie
And a truth for a truth
And I've got nothing left to lose
And I'm not afraid to die.
And the mercy seat is melting
And I think my blood is boiling
And in a way I'm spoiling
All the fun with all this truth and consequence.
An eye for an eye
And a truth for a truth
And anyway I told the truth
And I'm not afraid to die.
And the mercy seat is waiting
And I think my head is burning
And in a way I'm yearning
To be done with all this measuring of proof.
A life for a life
And a truth for a truth
And anyway there was no proof
But I'm not afraid to tell a lie.
And the mercy seat is waiting
And I think my head is burning
And in a way I'm yearning
To be done with all this measuring of truth.
An eye for an eye
And a truth for a truth
And anyway I told the truth
But I'm afraid I told a lie.
the mercy seat is waiting.
Wednesday, January 17, 2007
Poeta
Iron & Wine - Passing Afternoon
There are times that walk from you
like some passing afternoon
Summer warmed the open window of her honeymoon
And she chose a yard to burn
but the ground remembers her
Wooden spoons, her children stir
her Bougainvillea blooms
There are things that drift away
like our endless, numbered days
Autumn blew the quilt right off
the perfect bed she made
And she's chosen to believe
in the hymns her mother sings
Sunday pulls its children
from their piles of fallen leaves
There are sailing ships that
pass all our bodies in the grass
Springtime calls her children
until she lets them go at last
And she's chosen where to be,
though she's lost her wedding ring
Somewhere near her misplaced
jar of Bougainvillea seeds
There are things we can't recall,
Blind as night that finds us all
Winter tucks her children in,
her fragile china dolls
But my hands remember hers,
rolling around the shaded ferns
Naked arms, her secrets still
like songs I'd never learned
There are names across the sea,
only now I do believe
Sometimes, with the window closed,
she'll sit and think of me
But she'll mend his tattered clothes
and they'll kiss as if they know
A baby sleeps in all our bones,
so scared to be alone
Vai ser sensível assim na pqp. AMO
Sunday, January 07, 2007
Resoluções
Todo mundo que tem um blog no final acaba fazendo um post de resoluções para o ano novo. E eu não sou tão diferente como as vezes acho que pareço ser. Todo ano a gente vai dormir um dia e acorda no outro e atua como se fosse um segundo ato. É o "ano novo" que de um dia para o outro (literalmente) chegou. De dois mil e seis, agora estamos em dois mil e sete. grande mudança nesse numerozinho da direita.
- Então eu vou acreditar que tudo no mundo é a esperança, essa que nunca que morre. Como já disse antes, eu devo morrer antes. Então continuo esperando pelo melhor e que o melhor que ja existe continue, sem esperar que mude.
- Eu preciso concluir meu processo de emagrecimento, que começou há uns dois meses atrás e já surtiu efeito de uns 10 quilos na minha existência. Parece fútil, mas ser gorda é um grande saco de merda. E eu já sofri por 21 anos com isso, quero arrancar esse problema da minha vida raza.
- Escutar muita música boa, atender minhas raízes country´s que resurgem quando eu escuto coisas com Burl Ives ou Johnny Cash. Muito Bob Dylan para fazer de mim alguém melhor. e um pouco de rock para divertir a vida. Mas rock de verdade, anos 50, Chuck Berry para me fazer feliz.
- Parar com hábitos e vícios que prejudicam minha saúde, mas animam minha vida. Ou talvez não parar com eles. Aprofundar talvez (nota mental, decidir afinal o que é bom para mim).
- Nunca deixar de perder a compostura, linha, carretel, seja lá o que for. Isso é ponto final e sem três pontinhos pro resto da vida.
- Dar valor maior aos meus amigos sempre e sempre. Porque no final eles sempre merecem e são eles que me fazem sorrir fundo e de verdade. Sentir saudade do que estão longe, mas torcendo para o até logo, seja um logo bem breve, porque a falta que algumas pessoas fazem doem fundo no coração da gente.
- Amar o meu amor, como eu sempre amei e vou amando mais e tentar brigar menos, implicar menos e ter mais paciência com o mau humor e o rabugentismo dele. Afinal foi isso que me conquistou. Construir nossa vida aos poucos para o futuro.
- Aproveitar minha família, a loucura que ela tem e me proporciona. Mimar meus pais e ser mimada por eles. Cuidar das minhas avós e aceitar que uma delas é a pessoa mais doida que eu conheço e foi quem me fez ser assim.
- Eu juro que eu vou tentar estudar. Tentar manter um caderno. Saber das provas. Essas coisas que só servem pra desencargo de consciência porque no fundo eu sei que não vou fazer porra nenhuma. Vou à faculdade e, te falo, isso ja é muito para mim.
- Se possível arranjar um emprego, porque a grana tá curta e eu tenho uma gata para criar e um video game pra pagar em 6 parcelas.
- Manter meus amigos próximos e me aproximar dos meus inimigos ao máximo para minha própria proteção.
O resto é resto e a gente vai levando e tendo no coração seja lá o que for.
Monday, December 25, 2006
Post velho, sem criatividade, calor, rio de janeiro e mau humor
Eu não espero de você, mais do que educação. Esse é um bom começo para qualquer texto. Mas a verdade é que a gente sempre espera mais do que isso. De todo mundo. Eu só queria gritar (não, eu não queria gritar porque falas baixas escutadas por todos são mais significativas), só queria dizer isso para o mundo. educação e polimento são atos informais de se mostrar desprezo. Fale um "palavrão" e depois peça desculpas dizendo que ama, é bem maior do que se imagina.
Por uma vida sem graça não daremos uma moeda. Então que ao menos use o resto do dinheiro para alguma coisa. Ou então que faça por onde para não ter vontade de gastar em mais nada. São as coisas que exageramos que ficarão para sempre, às vezes como arrependimentos, às vezes como lembranças boas. Mas ficarão. Estou cansada de perder para o futuro, atropelando o presente na cegueira em relação ao passado. Vamos viver tudo ao mesmo tempo agora, mas cada coisa de cada vez para sempre. E isso é confuso, mas quem disse que não seria?
Ando querendo que as pessoas vivam mais, não sei o que tem dado em mim. Acho que me cansei de coisas insignificantes. Se for para ser, que seja muito, que seja grande, que de coisas pequenas, bastam os beagles.
Por uma vida sem graça não daremos uma moeda. Então que ao menos use o resto do dinheiro para alguma coisa. Ou então que faça por onde para não ter vontade de gastar em mais nada. São as coisas que exageramos que ficarão para sempre, às vezes como arrependimentos, às vezes como lembranças boas. Mas ficarão. Estou cansada de perder para o futuro, atropelando o presente na cegueira em relação ao passado. Vamos viver tudo ao mesmo tempo agora, mas cada coisa de cada vez para sempre. E isso é confuso, mas quem disse que não seria?
Ando querendo que as pessoas vivam mais, não sei o que tem dado em mim. Acho que me cansei de coisas insignificantes. Se for para ser, que seja muito, que seja grande, que de coisas pequenas, bastam os beagles.
Friday, December 15, 2006
no future at all
E você sente uma imensa vontade de viver, mas não vive, porque ainda tem um mínimo de orgulho. E enquanto a vida lhe espera, você perde tempo pensando, calculando e chorando. E você não liga se não tem asas, isso é coisa de criança. Você só queria ter os pés no chão, porque você sabe que pode voar.
Assumo que nunca estou completamente bem. Sempre alguma coisa me faz pensar que minha vida não é completamente como eu sempre quis que fosse. Talvez seja coisa que me veio de minha infância. Acho que eu era meio infeliz, nunca completamente, porque as coisas completas nunca aconteceram para mim, para ser mais exata.
Hoje eu pensei muito sobre como eu ando extremizando meus problemas, mas isso tudo deve ser porque eu passei a minha pouca vida inteira colocando os problemas dos outros na frente dos meus, sempre como maiores. Não que eles não fossem, alguns realmente eram, mas acho que isso me fez ser muito insegura. Eu sempre espero que alguém se importe comigo, assim como eu importo com as pessoas. Mas nem sempre é assim, até porque, o erro está comigo em ser dependente. Mas não é coisa fácil de resolver.
Eu ainda acho que não tenho futuro, não tenho talento, não tenho iniciativa. "yo soy um perdedor, i´m looser baby, so why won´t you kill me?"
Assumo que nunca estou completamente bem. Sempre alguma coisa me faz pensar que minha vida não é completamente como eu sempre quis que fosse. Talvez seja coisa que me veio de minha infância. Acho que eu era meio infeliz, nunca completamente, porque as coisas completas nunca aconteceram para mim, para ser mais exata.
Hoje eu pensei muito sobre como eu ando extremizando meus problemas, mas isso tudo deve ser porque eu passei a minha pouca vida inteira colocando os problemas dos outros na frente dos meus, sempre como maiores. Não que eles não fossem, alguns realmente eram, mas acho que isso me fez ser muito insegura. Eu sempre espero que alguém se importe comigo, assim como eu importo com as pessoas. Mas nem sempre é assim, até porque, o erro está comigo em ser dependente. Mas não é coisa fácil de resolver.
Eu ainda acho que não tenho futuro, não tenho talento, não tenho iniciativa. "yo soy um perdedor, i´m looser baby, so why won´t you kill me?"
Tuesday, December 12, 2006
"Polly Jean, minha favorita"
Quando eu ouvi PJ Harvey pela primeira vez, foi com a pessoa errada. Eu não sou rancorosa, mas gosto de ter só lembranças boas, de coisas boas. A PJ é uma porra-louca com uma voz do caralho. Às vezes eu lembro de coisas ruins quando ouço ela. Ou melhor, lembrava.
Eu lembro quando a minha paquera com o amor da minha vida era uma coisa meramente virtual, eu havia comentado algo sobre estar escutando PJ Harvey, não sei porque motivo e só me lembro da frase, escrita nessa linguagem de internet da qual às vezes não conseguimos fugir: "polly jean. minha favorita :D~). Eu juro que bem abri um sorriso e aquela frase ficou na minha memória por bastante tempo.
Voltando aos dias atuais, nao tem muito tempo, arranjei uma gatinha aqui para casa. Na hora de nomeá-la, eu passei um aperto danado com falta de idéias para nomes. Se fosse macho, seria Johnny Cash, não haveria dúvidas. Mas uma fêmea....
Eu pensei em Cat Power, mas ia ficar uma coisa muito clichê. E a Cat Power é muito sensivelzinha parar dar nome para minha arranhadora de braços e mordedora de dedos. Eu pensei em Polly Jean Harvey, então. Para ser sempre A minha favorita. Polly combina com ela e PJ mais ainda, quem conhece sabe. E então ficou. Um dia eu me lembrei de Yoshimi, e me arrependi com vergonha de não ter lembrado do meu grande amor, que é o Coyne. Mas anyway, ela não tem cara de gata japonesa de qualquer forma mesmo!
A Polly é um amor, é minha favorita, com certeza, na questão de gatos.
Eu lembro quando a minha paquera com o amor da minha vida era uma coisa meramente virtual, eu havia comentado algo sobre estar escutando PJ Harvey, não sei porque motivo e só me lembro da frase, escrita nessa linguagem de internet da qual às vezes não conseguimos fugir: "polly jean. minha favorita :D~). Eu juro que bem abri um sorriso e aquela frase ficou na minha memória por bastante tempo.
Voltando aos dias atuais, nao tem muito tempo, arranjei uma gatinha aqui para casa. Na hora de nomeá-la, eu passei um aperto danado com falta de idéias para nomes. Se fosse macho, seria Johnny Cash, não haveria dúvidas. Mas uma fêmea....
Eu pensei em Cat Power, mas ia ficar uma coisa muito clichê. E a Cat Power é muito sensivelzinha parar dar nome para minha arranhadora de braços e mordedora de dedos. Eu pensei em Polly Jean Harvey, então. Para ser sempre A minha favorita. Polly combina com ela e PJ mais ainda, quem conhece sabe. E então ficou. Um dia eu me lembrei de Yoshimi, e me arrependi com vergonha de não ter lembrado do meu grande amor, que é o Coyne. Mas anyway, ela não tem cara de gata japonesa de qualquer forma mesmo!
A Polly é um amor, é minha favorita, com certeza, na questão de gatos.
Wednesday, December 06, 2006
Existe mesmo
Eu sempre gostei de reler meus textos do blog antigo, às vezes eu acho algumas coisas legais. Sei lá, algo reaproveitável, sentimentos iguais, palavras que ficam para sempre. Significados que não mudam. Mas o melhor de tudo é encontrar o contrário. Ver que as desesperanças, os apelos, as vezes são respondidos mesmo. Que as coisas não caem do céu, que a gente se fode muito antes de ser feliz. Mas que um dia a felicidade chega, chega sim.
O Victor me deu um sentido, me completou com todos seus defeitos e qualidades opostas de mim. Me fez sorrir e chorar, é meu despertadorzinho que controla meus abusos, que me faz uma pessoa melhor. Mas acima de tudo, que me faz feliz. Eu nunca soube direito o que afinal era se apaixonar. Gostei por anos de meninos que nunca cheguei realmente a conhecer, "se eu sofria por eles, devia ser algo intenso", eu sempre pensava. Mas com ele eu percebi que não é bem assim, a gente ama quando faz parte, quando conhece, quando os olhos nos olhos estão fixos e o sorriso logo ali em baixo.
"17/07/2004 15:20
Muita coisa mudou nesse espaço de tempo. Tive momentos para pensar sobre tudo que eu sempre pensei. Tentei entender muita coisa que ainda não entendo e, para ser sincera,continuo sem tempo para isso. Gostaria que você me dissesse que foi tudo uma brincadeira da vida. Que eu vou sorrir agora, que eu tenho motivos além dos normais para isso. E não vou te pedir isso. Vou só esperar que por algum motivo divino um dia você resolva me dar o que vai me fazer feliz. Mesmo que até eu mesma não saiba o que é. Quero só seu sorriso sincero pedindo pelo meu. Quero só sua mão quentinha a esquentando meu rosto frio, molhado pelas lágrimas. Eu quero só suas palavras de conforto, quando as minhas são espinhos para a alma. Eu quero só você, mesmo que você não pareça existir no meu mundo ainda. Será que você pode fazer o favor de chegar logo na minha vida? A gente tem muita coisa para fazer para se fazer feliz ainda. Não dá mais para perder tempo nessa distância do desconhecimento.
Então vem. E vem bem rápido, que é para você me alcançar, antes que eu pegue o último trem de partida para a falta de esperança. Vem logo, enquanto eu ainda acredito que você existe. Vem vem vem. Que eu tou me cansando de te esperar. Vem logo, e se não tiver encontrando o caminho, pede informação para os passantes, algum deles já teve ter se esbarrado em mim em algum desses caminhos tortuosos que eu sigo. Porque eu tou cansada de muita gente. Quero alguém para me encher de vontade de novo. Quero bem rápido, que é para aproveitar tudo e ser feliz e te mostrar meu mundo e te fazer sorrir. E ser nós dois no mundo inteiro fazendo tudo ser mais colorido. Que é para ver se existe mesmo combinação de alma. Que é para ver se existe mesmo paz. Que é para ver se existe mesmo sorriso profundo. Que é para ver se existe mesmo a falta de motivos para chorar. Que é para ver se existe mesmo você. "
Te amo Victor. Obrigada por vir tão rápido, obrigada por demorar o tempo necessário para eu aprender o que eu já aprendi. Obrigada por vir. Obrigada por me fazer feliz e me amar. Obrigada pelo seu colo quentinho.
O Victor me deu um sentido, me completou com todos seus defeitos e qualidades opostas de mim. Me fez sorrir e chorar, é meu despertadorzinho que controla meus abusos, que me faz uma pessoa melhor. Mas acima de tudo, que me faz feliz. Eu nunca soube direito o que afinal era se apaixonar. Gostei por anos de meninos que nunca cheguei realmente a conhecer, "se eu sofria por eles, devia ser algo intenso", eu sempre pensava. Mas com ele eu percebi que não é bem assim, a gente ama quando faz parte, quando conhece, quando os olhos nos olhos estão fixos e o sorriso logo ali em baixo.
"17/07/2004 15:20
Muita coisa mudou nesse espaço de tempo. Tive momentos para pensar sobre tudo que eu sempre pensei. Tentei entender muita coisa que ainda não entendo e, para ser sincera,continuo sem tempo para isso. Gostaria que você me dissesse que foi tudo uma brincadeira da vida. Que eu vou sorrir agora, que eu tenho motivos além dos normais para isso. E não vou te pedir isso. Vou só esperar que por algum motivo divino um dia você resolva me dar o que vai me fazer feliz. Mesmo que até eu mesma não saiba o que é. Quero só seu sorriso sincero pedindo pelo meu. Quero só sua mão quentinha a esquentando meu rosto frio, molhado pelas lágrimas. Eu quero só suas palavras de conforto, quando as minhas são espinhos para a alma. Eu quero só você, mesmo que você não pareça existir no meu mundo ainda. Será que você pode fazer o favor de chegar logo na minha vida? A gente tem muita coisa para fazer para se fazer feliz ainda. Não dá mais para perder tempo nessa distância do desconhecimento.
Então vem. E vem bem rápido, que é para você me alcançar, antes que eu pegue o último trem de partida para a falta de esperança. Vem logo, enquanto eu ainda acredito que você existe. Vem vem vem. Que eu tou me cansando de te esperar. Vem logo, e se não tiver encontrando o caminho, pede informação para os passantes, algum deles já teve ter se esbarrado em mim em algum desses caminhos tortuosos que eu sigo. Porque eu tou cansada de muita gente. Quero alguém para me encher de vontade de novo. Quero bem rápido, que é para aproveitar tudo e ser feliz e te mostrar meu mundo e te fazer sorrir. E ser nós dois no mundo inteiro fazendo tudo ser mais colorido. Que é para ver se existe mesmo combinação de alma. Que é para ver se existe mesmo paz. Que é para ver se existe mesmo sorriso profundo. Que é para ver se existe mesmo a falta de motivos para chorar. Que é para ver se existe mesmo você. "
Te amo Victor. Obrigada por vir tão rápido, obrigada por demorar o tempo necessário para eu aprender o que eu já aprendi. Obrigada por vir. Obrigada por me fazer feliz e me amar. Obrigada pelo seu colo quentinho.
Sunday, November 26, 2006
anyway... (eu nunca fui boa com títulos)
Eu sempre tive inspirações maiores do que iniciativas. Desde pequena pensava em ser escritora e fazer faculdade disso, que na minha cabeça existia. Os anos foram passando, eu era uma pessoa como qualquer outra, não era bonita, não tinha uma banda. Tive meus problemas e não reclamo deles até hoje.
Um dia a gente acorda e vê que está mais velho do que aquela mocinha que era mocinha quando você ainda era uma criança. E tem que pensar em trabalhar, em se divertir, em ter amigos e alguém para amar. Eu decidi ser jornalista. Não pela curiosidade que eu sempre tive, mas para poder estar perto das palavras, elas que sempre são tão impactantes. Estou fazendo faculdade de Comunicação Social na UFJF, cidade em que me criei, porém em que não nasci. Nasci no Rio, para onde devo voltar um dia que não está longe. Comecei muita coisa na vida que deixei sem terminar, por pensar que no fundo aquilo não era eu. Eu não sou uma jornalista.mas não penso em deixar minha faculdade.
Não me encaixo perfeitamente lá, mas me encaixo da forma que não me encaixaria em mais lugar algum. Minha alma é de artista, mas eu não faço arte. Talvez eu viva na sombra de algum grande talento, no backstage, tentando fazer dele algo maior do que eu sempre quis ser. Eu nasci para estar atrás dos spots. Eu descobri isso e fiquei atrás dele por todo o tempo. Escrevo por que me faz bem, melhor que terapias. Ainda tenho meus medos, anseios e inspirações. Mas agora tenho um pouco mais de iniciativa.
Não tenho pretensões grandiosas, nem nunca tive. Não sei se tenho motivos, como nunca soube compreender na minha vida. Tenho meus sonhos e não corro atrás deles. Não ainda. Porque primeiro preciso descobrir quais são.
Um dia a gente acorda e vê que está mais velho do que aquela mocinha que era mocinha quando você ainda era uma criança. E tem que pensar em trabalhar, em se divertir, em ter amigos e alguém para amar. Eu decidi ser jornalista. Não pela curiosidade que eu sempre tive, mas para poder estar perto das palavras, elas que sempre são tão impactantes. Estou fazendo faculdade de Comunicação Social na UFJF, cidade em que me criei, porém em que não nasci. Nasci no Rio, para onde devo voltar um dia que não está longe. Comecei muita coisa na vida que deixei sem terminar, por pensar que no fundo aquilo não era eu. Eu não sou uma jornalista.mas não penso em deixar minha faculdade.
Não me encaixo perfeitamente lá, mas me encaixo da forma que não me encaixaria em mais lugar algum. Minha alma é de artista, mas eu não faço arte. Talvez eu viva na sombra de algum grande talento, no backstage, tentando fazer dele algo maior do que eu sempre quis ser. Eu nasci para estar atrás dos spots. Eu descobri isso e fiquei atrás dele por todo o tempo. Escrevo por que me faz bem, melhor que terapias. Ainda tenho meus medos, anseios e inspirações. Mas agora tenho um pouco mais de iniciativa.
Não tenho pretensões grandiosas, nem nunca tive. Não sei se tenho motivos, como nunca soube compreender na minha vida. Tenho meus sonhos e não corro atrás deles. Não ainda. Porque primeiro preciso descobrir quais são.
Tuesday, October 10, 2006
I guess it´s my turn
Eu só quero gastar algumas palavras. Só para limpar minhas gavetas e jogar fora as canetas sem tinta. O tempo cura ressaca, e a dor de estômago que o alcool ruim traz. O tempo cria oportunidades de alcool pra rir ao invés daquele para não chorar. O tempo cura as feridas e deixa o passado tão longe, que a gente esquece. Eu não tenho mais costume de me lembrar, não me fico remoendo, não preciso mais. O que é bom do passado, nunca vai embora, o que não é, não dura mais que o tempo que tem que durar. Para aprender. Para ter sido.
Eu nunca imaginei que era tão bom a vida simples. As gargalhadas fortes, os sorrisos largos mesmo. Eu sempre fiquei resmungando a falta de tudo e me veio de presente, até que enfim. Tenho uma coisa completa nessa história. Não me vem na cabeça uma falta doída, como antes.
Agora tenho uma vidinha comum, com meus amigos e minhas aventuras engraçadas. Tenho um amor, como agora sei amar, tenho um amor. Tenho o mundo e ele me escapa, mas eu vou atrás dele todos os dias enquanto eu vivo e não espero ele abraçar. Tenho meus momentos de dizer adeus, mas sempre acompanhados de um até logo. Não preciso de mais dor para dizer que SOU. Tenho meus sorrisos para sentir que sinto e nada mais.
Eu nunca imaginei que era tão bom a vida simples. As gargalhadas fortes, os sorrisos largos mesmo. Eu sempre fiquei resmungando a falta de tudo e me veio de presente, até que enfim. Tenho uma coisa completa nessa história. Não me vem na cabeça uma falta doída, como antes.
Agora tenho uma vidinha comum, com meus amigos e minhas aventuras engraçadas. Tenho um amor, como agora sei amar, tenho um amor. Tenho o mundo e ele me escapa, mas eu vou atrás dele todos os dias enquanto eu vivo e não espero ele abraçar. Tenho meus momentos de dizer adeus, mas sempre acompanhados de um até logo. Não preciso de mais dor para dizer que SOU. Tenho meus sorrisos para sentir que sinto e nada mais.
Thursday, September 21, 2006
isso pode explicar muita coisa
Eu sempre fui insegura. Sempre tive crises idiotas puramente infantis e dependentes. Esses dias meu coração está aflito. Está pedindo por um sossego que não sou eu que posso dar. Fico achando que o mundo me odeia, que as pessoas me suportam pelo que eu signifiquei para elas durante algum tempo.
Tenho esse tipo de neurose desde que me conheço por gente, às vezes eu até estou certa. Eu não sei gritar aos quatro céus que sou livre, que sei ser feliz sozinha, que as pessoas são todas umas idiotas. Eu não sou assim.
Eu nasci com o próposito de viver pelos outros e me odeio por causa disso. Já me dei muito mal por causa disso e não foram poucas as vezes. Não vou dizer que não existem os momentos bons, porque eles existem. Há pessoas que merecem cada pedacinho desse esforço, que faz o mundo ser bom de estar. Mas aqueles poucos, que aparecem na nossa vida para dizer umas palavrinhas bonitas e depois escarrarem na nossa cara, esses nos deixam acuados.
Na mesma proporção que eu preciso das pessoas, eu tenho medo delas. Eu não preciso de muita coisa para ser feliz. Mas eu preciso de todo mundo que me rodeia e minhas expectativas são grandes. E minha insegurança maior ainda.
Tenho esse tipo de neurose desde que me conheço por gente, às vezes eu até estou certa. Eu não sei gritar aos quatro céus que sou livre, que sei ser feliz sozinha, que as pessoas são todas umas idiotas. Eu não sou assim.
Eu nasci com o próposito de viver pelos outros e me odeio por causa disso. Já me dei muito mal por causa disso e não foram poucas as vezes. Não vou dizer que não existem os momentos bons, porque eles existem. Há pessoas que merecem cada pedacinho desse esforço, que faz o mundo ser bom de estar. Mas aqueles poucos, que aparecem na nossa vida para dizer umas palavrinhas bonitas e depois escarrarem na nossa cara, esses nos deixam acuados.
Na mesma proporção que eu preciso das pessoas, eu tenho medo delas. Eu não preciso de muita coisa para ser feliz. Mas eu preciso de todo mundo que me rodeia e minhas expectativas são grandes. E minha insegurança maior ainda.
Tuesday, September 19, 2006
TPM
Acordei de mau humor, triste e desanimada.
No fim de semana o victor me gritou que eu estava de tpm.
acho que ele estava certo.
No fim de semana o victor me gritou que eu estava de tpm.
acho que ele estava certo.
Friday, September 01, 2006
Cópias não, por favor
Tudo bem. Eu não posso me apropriar das palavras, elas estão soltas, viajando o mundo e a gente caça todas elas tentando formar a frase que transmite melhor a idéia que queremos que o mundo entenda.
Mas a gente sua. É dificil chamar a madame inspiração para ajudar nessa procura por letrinhas. Eu leio, releio, jogo fora, tá sempre uma merda. Mas a gente se apega. Demora tanto tempo para formar aquelas palavrinhas miúdas, que te contém no meio delas, que quando você termina o último ponto, aquele texto é um pouco de você. Você sente um carinho, como filhos que você teve que cuidar.
Mas a gente sua. É dificil chamar a madame inspiração para ajudar nessa procura por letrinhas. Eu leio, releio, jogo fora, tá sempre uma merda. Mas a gente se apega. Demora tanto tempo para formar aquelas palavrinhas miúdas, que te contém no meio delas, que quando você termina o último ponto, aquele texto é um pouco de você. Você sente um carinho, como filhos que você teve que cuidar.
Tuesday, August 29, 2006
miss it all
Eu tenho saudade de pessoas que eu ainda não conheço. Sinto falta da presença que nunca tive. Me sinto bem ao pensar nos sorrisos que eu não conheço, é tant gente extraordinária que me dói pela falta. Fui obrigada a engolir muita gente que não vale o centavo que caiu no ônibus, por isso penso ainda nas pessoas que quero conhecer. Eu tenho saudade das pessoas que não conheço.
Eu tenho saudade daqueles que agora adormecem longe. Saudade que dói mesmo. Ver a vida que levam e agora, essa que não cruza mais com a minha. Distância curta, mas longe demais. Tantos sorrisos trocados, abraços apertados, que agora não são mais. Saudade disso tudo e de mais tudo aquilo que poderia ter sido além. Eu tenho saudade daqueles que agora adormecem longe.
Eu tenho saudade de quem está do meu lado. Talvez por medo de perder. Talvez por apego exacerbado que existe em mim. Talvez por amor. Talvez. Mas dói se não está segurando minhas mãos, seguindo meus sorrisos e aceitando meus conselhos. Guardaria todos em meu armário, escondido, perto o bastante para o longe não existir. Eu tenho saudade de quem está do meu lado.
Eu tenho saudade daqueles que agora adormecem longe. Saudade que dói mesmo. Ver a vida que levam e agora, essa que não cruza mais com a minha. Distância curta, mas longe demais. Tantos sorrisos trocados, abraços apertados, que agora não são mais. Saudade disso tudo e de mais tudo aquilo que poderia ter sido além. Eu tenho saudade daqueles que agora adormecem longe.
Eu tenho saudade de quem está do meu lado. Talvez por medo de perder. Talvez por apego exacerbado que existe em mim. Talvez por amor. Talvez. Mas dói se não está segurando minhas mãos, seguindo meus sorrisos e aceitando meus conselhos. Guardaria todos em meu armário, escondido, perto o bastante para o longe não existir. Eu tenho saudade de quem está do meu lado.
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