Wednesday, May 12, 2010
Sunday, April 18, 2010
no mais ou menos
Eu não ponho selos em minhas fotos. Não me acho importante e não valorizo o que eu faço, se no final alguém elogia, ganho meu dia, mas não faço desse o sucesso profissional que não tenho. Não tenho uma logo com meu nome para parecer mais séria. Não acredito em auto promoção e na maioria das vezes não acredito nas coisas que faço.
Ando pelas mesmas ruas desde sempre, não se se procuro ou me escondo dos rostos feios que encontro no caminho. Gosto quando ignoro-os e estou entre os que me fazem rir alto e esquecer todas essas baboseiras. Gosto quando parece que pode ser tão fácil.
Faço concursos desnecessários para, desnecessariamente agradar meu pai. Naqueles nos quais ainda me deixo uma esperancinha de que estarei sendo razoável se seguir por esse caminho, vou muito bem, mas nunca o bastante para conseguir tentar.
Consigo bicos para sustentar meus vícios entorpecentes inúteis e gastar com coisas que realmente não me interessam. Deixo sempre para aquele futuro que só me espera, as grandes viagens e os grandes sonhos que quero fazer por mim mesma. Patrocínio de papai e mamãe não é confronto, não é "beat" e não me faria morar sozinha de verdade. Seus pais não vão te comprar a liberdade como compraram a maior parte da sua vida.
Então espero só mais um pouco, porque, como ser humano, ainda acredito ser possível alcançar aquilo tudo que disse anteontem a noite bêbada para ele, esperando o apoio e a empolgação que não veio como eu queria. Queria não precisar dele tanto assim. E não no sentido figurado e sentimental, esse não tem solução, ele faz parte de mim assim como cada fio de cabelo que não sei qual cor tem naturalmente. Mas queria que ele só me complementasse, mas que não fosse necessário para minha racionalidade, sustentabilidade, vivacidade, liberdade ou qualquer dade que você pensar.
Mas aceito meus apegos e, normalmente, os entendo. Já falei que um dia provo pra mim que tou caminhando, ao invés de estar presa no círculo intermitente de uma vida daqueles que nunca são o personagem principal, que andam como coadjuvantes no meio dessas bocas tortas e desses pés desproporcionais.
Ainda espero minha vez, mas pelo menos tenho a decência de aceitar que ela ainda não chegou. Não passo meus dias tentando provar para mim mesma que alcancei aquela solidão do mundo adulto, que parece tão poética de longe. Espero quietinha vivendo como a criança que ainda está aqui dentro, doida pra ir embora.
Ando pelas mesmas ruas desde sempre, não se se procuro ou me escondo dos rostos feios que encontro no caminho. Gosto quando ignoro-os e estou entre os que me fazem rir alto e esquecer todas essas baboseiras. Gosto quando parece que pode ser tão fácil.
Faço concursos desnecessários para, desnecessariamente agradar meu pai. Naqueles nos quais ainda me deixo uma esperancinha de que estarei sendo razoável se seguir por esse caminho, vou muito bem, mas nunca o bastante para conseguir tentar.
Consigo bicos para sustentar meus vícios entorpecentes inúteis e gastar com coisas que realmente não me interessam. Deixo sempre para aquele futuro que só me espera, as grandes viagens e os grandes sonhos que quero fazer por mim mesma. Patrocínio de papai e mamãe não é confronto, não é "beat" e não me faria morar sozinha de verdade. Seus pais não vão te comprar a liberdade como compraram a maior parte da sua vida.
Então espero só mais um pouco, porque, como ser humano, ainda acredito ser possível alcançar aquilo tudo que disse anteontem a noite bêbada para ele, esperando o apoio e a empolgação que não veio como eu queria. Queria não precisar dele tanto assim. E não no sentido figurado e sentimental, esse não tem solução, ele faz parte de mim assim como cada fio de cabelo que não sei qual cor tem naturalmente. Mas queria que ele só me complementasse, mas que não fosse necessário para minha racionalidade, sustentabilidade, vivacidade, liberdade ou qualquer dade que você pensar.
Mas aceito meus apegos e, normalmente, os entendo. Já falei que um dia provo pra mim que tou caminhando, ao invés de estar presa no círculo intermitente de uma vida daqueles que nunca são o personagem principal, que andam como coadjuvantes no meio dessas bocas tortas e desses pés desproporcionais.
Ainda espero minha vez, mas pelo menos tenho a decência de aceitar que ela ainda não chegou. Não passo meus dias tentando provar para mim mesma que alcancei aquela solidão do mundo adulto, que parece tão poética de longe. Espero quietinha vivendo como a criança que ainda está aqui dentro, doida pra ir embora.
Monday, April 12, 2010
por uma vida menos ordinária
Como fazer? Quando já as dúvidas começam a mostrar respostas e o sentido parece não ser tanto quanto a própria vontade de fazer sentido. E quando tudo parece ir pelo caminho certo, eu volto para aquelas correntes que sempre foram as que me prenderam, sempre foi o que me fez ser assim.
E como podem me cobrar diferença, se minha essência não pode se manifestar? Se eternamente estarei nesse círculo sem sentido e a única pessoa que me tira daqui é meu príncipe encantado? Como posso acreditar na realidade se o real pra mim sempre vai se distanciar e se parecer muito mais com um conto de fadas mal contado? Sempre com final infeliz ou incerto, porque certeza, meu bem, não é por aqui que se encontra.
Eu tento, com minha forças fracas e minha vontade de dormir eternamente, eu tento. Tento mudar, fazer a mudança brusca que minha personalidade pede, mas sou sempre segurada para trás, através do único argumento que nunca irei contra-argumentar. Esse sentimentalismo que sempre me fode por trás, sempre faz minhas decisões se atrasarem por alguém que está na minha frente na vida, no coração.
E no final eu vejo que não sei brigar. Não sei brigar por mim, não tenho estômago pra fazer de mim a primeira pessoa na minha vida. E fico pra trás, como em todos os casos simples da minha história. Fico me adiando, até que verei que a vida passou e eu passei a vida esperando para viver.
me ensina a fugir?
E como podem me cobrar diferença, se minha essência não pode se manifestar? Se eternamente estarei nesse círculo sem sentido e a única pessoa que me tira daqui é meu príncipe encantado? Como posso acreditar na realidade se o real pra mim sempre vai se distanciar e se parecer muito mais com um conto de fadas mal contado? Sempre com final infeliz ou incerto, porque certeza, meu bem, não é por aqui que se encontra.
Eu tento, com minha forças fracas e minha vontade de dormir eternamente, eu tento. Tento mudar, fazer a mudança brusca que minha personalidade pede, mas sou sempre segurada para trás, através do único argumento que nunca irei contra-argumentar. Esse sentimentalismo que sempre me fode por trás, sempre faz minhas decisões se atrasarem por alguém que está na minha frente na vida, no coração.
E no final eu vejo que não sei brigar. Não sei brigar por mim, não tenho estômago pra fazer de mim a primeira pessoa na minha vida. E fico pra trás, como em todos os casos simples da minha história. Fico me adiando, até que verei que a vida passou e eu passei a vida esperando para viver.
me ensina a fugir?
Monday, February 01, 2010
eu merma.
After years of expensive education
A car full of books and anticipation
I'm an expert on Shakespeare and that's a hell of a lot
But the world don't need scholars as much as I thought
Maybe I'll go traveling for a year
Finding myself, or start a career
I could work for the poor, though I'm hungry for fame
We all seem so different but we're just the same
Maybe I'll go to the gym, so I don't get fat
Aren't things more easy, with a tight six pack
Who knows the answers, who do you trust
I can't even separate love from lust
Maybe I'll move back home and pay off my loans
Working nine to five, answering phones
But don't make me live for my Friday nights
Drinking eight pints and getting in fights
Don't wanna get up, just have a lie in
Leave me alone, I'm a twentysomething
Maybe I'll just fall in love
That could solve it all
Philosophers say that that's enough
There surely must be more
Love ain't the answer, nor is work
The truth eludes me so much it hurts
But I'm still having fun and I guess that's the key
I'm a twentysomething and I'll keep being me
A car full of books and anticipation
I'm an expert on Shakespeare and that's a hell of a lot
But the world don't need scholars as much as I thought
Maybe I'll go traveling for a year
Finding myself, or start a career
I could work for the poor, though I'm hungry for fame
We all seem so different but we're just the same
Maybe I'll go to the gym, so I don't get fat
Aren't things more easy, with a tight six pack
Who knows the answers, who do you trust
I can't even separate love from lust
Maybe I'll move back home and pay off my loans
Working nine to five, answering phones
But don't make me live for my Friday nights
Drinking eight pints and getting in fights
Don't wanna get up, just have a lie in
Leave me alone, I'm a twentysomething
Maybe I'll just fall in love
That could solve it all
Philosophers say that that's enough
There surely must be more
Love ain't the answer, nor is work
The truth eludes me so much it hurts
But I'm still having fun and I guess that's the key
I'm a twentysomething and I'll keep being me
Thursday, January 28, 2010
manhãs na hora do almoço
Gelo e limão na cerveja. Culpa e dúvidas na certeza. O desejo que me consome e não posso alcançar. O sonho que me persegue mesmo quando eu acho que não é mais meu. O futuro que se mistifica e se enubria. A noite que se arrasta devagar e tão depressa. A solidão e abandono no meio de tanta boa compania. As duas escolhas que no final se reduzem ao desconhecido.
a verdade é: nunca tive controle sobre meu futuro.
Tuesday, January 26, 2010
just free
Nunca sabemos qual o verdadeiro problema com a gente mesmo. Às vezes eu imagino que meu problema é essa coisa de falta de sentido que sempre me atormenta, de me apegar no sentido simples de tudo e não poder continuar com esse tipo de visão. Afinal, qual o sentido da vida? Ninguém descobriu até hoje e a única coisa que soa plausível para mim é estar bem, alegre, em paz, me divertindo, o que seja. "Ser feliz", por mais clichê que isso sempre soe.
Mas se é tão simples, porque esse estigma de perdida não me deixa em paz? Às vezes acho que o grande problema é essa pressão e cobrança exterior que se exprime em minha indecisão. É complicado demais ser simples. Querer simplicidade é difícil demais quando todo mundo quer o impossível. Fica soando como se o impossível fosse o tão fácil que eu sempre quis. Todas as pessoas querem conquistar o mundo e tudo que eu quero é conhecer o mundo todo que pra mim, já está conquistado, já está todo aí, simplesmente para ser observado, respirado, sentido.
Acho que um dia eu sumo e vou experimentar o que todo mundo acha que vai encontrar e parece que eu já sei muito bem onde está. Pode parecer arrogância, mas eu juro que é justamente o contrário. Só não quero passar pela frialdade de coisificar a vida, quando a última coisa com a qual eu me importo são coisas.
Bom, eu disse antes. É complicado demais ser simples.
Monday, November 23, 2009
greys quotes <3
Everyday we get to give the gift of life, it can be painful, it can be terrifying, but in the end it's worth it. Every time. We all have the opportunity to give. Maybe the gifts are not as dramatic as what happens in the operating room, maybe the gift is to try and make a simple apology, maybe it's to understand another person's point of view, maybe it's to hold a secret for a friend.
The joy supposedly is in the giving, so when the joy is gone, when the giving starts to feel more like a burden, that's when you stop. But if you're like most people I know, you give till it hurts, and then you give some more.
The joy supposedly is in the giving, so when the joy is gone, when the giving starts to feel more like a burden, that's when you stop. But if you're like most people I know, you give till it hurts, and then you give some more.
Thursday, October 08, 2009
soon i´ll be gone
Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise.
Blackbird singing in the dead of night
Take these sunken eyes and learn to see
All your life
You were only waiting for this moment to be free.
Blackbird fly blackbird fly
Into the light of the dark black night.
Blackbird fly blackbird fly
Into the light of the dark black night.
Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise
You were only waiting for this moment to arise
You were only waiting for this moment to arise.
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise.
Blackbird singing in the dead of night
Take these sunken eyes and learn to see
All your life
You were only waiting for this moment to be free.
Blackbird fly blackbird fly
Into the light of the dark black night.
Blackbird fly blackbird fly
Into the light of the dark black night.
Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise
You were only waiting for this moment to arise
You were only waiting for this moment to arise.
Friday, August 21, 2009
so...
Então. Difícil escrever, não tenho lido, tenho tentado nem pensar. Mas outro dia eu parei um pouco e botei minha memória emocional e racional para funcionar mais um vez. E foi bom, encontrei mudanças, um pouquinho mais de força, menos dependência. Tem uma hora na vida que a gente tem que aprender a ser sozinho, a gostar da própria compania, acreditar um pouco em si mesmo.
Passei pelas turbulências toda do pior ano da minha vida, distância, morte, doença, desespero, abandono, pânico. Aprendi a dizer, adeus. Mas se a gente cai para se levantar, eu tive que chegar no fundo do posso para enxergar o quanto que eu posso subir ainda. Para ver o quanto eu era imatura e idiota. E mais ainda, para finalmente ver que tudo passa, é tudo fase, tudo aprendizado. Aprendi a ficar bem, a ser mais leve e me preocupar menos com tudo que rodeia a minha vida. Agora sou mais solitária que nunca, mas isso não me faz sentir destruída.
Encontrei meus sonhos que andavam adormecidos, na verdade abandonei os sonhos que não eram mais meus para encontrar aqueles que finalmente me dariam um sentido. Abandonei meu mundo criado nos sonhos, mas continuo sonhando para criar meu mundo. Por enquanto ainda estou no meio daquilo que vai ser a linha que separa minha vida estática daquela que eu sempre quis e precisei, mas nunca soube. Ainda tenho tempo a esperar, algum tempo. Mas já não me apresso, aceito os momentos e abracei esse em que me encontro com forma de me encontrar.
Não ligo mais se sou julgada, o único juiz de mim mesma, sou eu. Se não concordo, eu mudo, se estou em paz, o resto que me aceite, ou me deixe. Sempre me preocupei muito com todo mundo, e não estou falando só da opinião dos outros, eu agarrava cada problema para me desviar dos meus próprios e isso fazia tudo ser tão fácil, eu era tão sábia... Mas na hora que me vi de frente à minha propria vida, vi que toda aquela esperteza me faltava. E então aprendi de verdade. Aprendi que cada tem seus problemas e ninguém tem que sofrer com eles, além de você mesmo. Esperei muito das pessoas, que elas sem empatizassem como se minha vida fosse um filme, mas esse só é assistido de verdade por mim e isso é normal. Não preciso ser mais do amiga,irmã,filha, parente, namorada e muito menos não preciso que ninguém seja mais que isso.
Nunca menti, mas aprendi a ser sincera.
pra pequena ;*
Passei pelas turbulências toda do pior ano da minha vida, distância, morte, doença, desespero, abandono, pânico. Aprendi a dizer, adeus. Mas se a gente cai para se levantar, eu tive que chegar no fundo do posso para enxergar o quanto que eu posso subir ainda. Para ver o quanto eu era imatura e idiota. E mais ainda, para finalmente ver que tudo passa, é tudo fase, tudo aprendizado. Aprendi a ficar bem, a ser mais leve e me preocupar menos com tudo que rodeia a minha vida. Agora sou mais solitária que nunca, mas isso não me faz sentir destruída.
Encontrei meus sonhos que andavam adormecidos, na verdade abandonei os sonhos que não eram mais meus para encontrar aqueles que finalmente me dariam um sentido. Abandonei meu mundo criado nos sonhos, mas continuo sonhando para criar meu mundo. Por enquanto ainda estou no meio daquilo que vai ser a linha que separa minha vida estática daquela que eu sempre quis e precisei, mas nunca soube. Ainda tenho tempo a esperar, algum tempo. Mas já não me apresso, aceito os momentos e abracei esse em que me encontro com forma de me encontrar.
Não ligo mais se sou julgada, o único juiz de mim mesma, sou eu. Se não concordo, eu mudo, se estou em paz, o resto que me aceite, ou me deixe. Sempre me preocupei muito com todo mundo, e não estou falando só da opinião dos outros, eu agarrava cada problema para me desviar dos meus próprios e isso fazia tudo ser tão fácil, eu era tão sábia... Mas na hora que me vi de frente à minha propria vida, vi que toda aquela esperteza me faltava. E então aprendi de verdade. Aprendi que cada tem seus problemas e ninguém tem que sofrer com eles, além de você mesmo. Esperei muito das pessoas, que elas sem empatizassem como se minha vida fosse um filme, mas esse só é assistido de verdade por mim e isso é normal. Não preciso ser mais do amiga,irmã,filha, parente, namorada e muito menos não preciso que ninguém seja mais que isso.
Nunca menti, mas aprendi a ser sincera.
pra pequena ;*
Tuesday, June 23, 2009
Guess I´m doing fine
Eu passei muito tempo me perguntando porque sempre chovia em mim, passei anos da minha vida tentando entender o que não tem que fazer sentido nenhum. Sempre me atentei demais aos detalhes e perdi muito contexto por aí; escutei músicas repetidamente ao invés de experimentar o disco completo, fiquei dias na mesma página dos meus livros favoritos, relendo parágrafos e não terminei de ler a maioria, tive meus momentos bons, alguns maravilhosos, mas nunca me abri o bastante para ter ainda mais.
Parei de pensar demais, ou melhor, venho tentando fazer isso. Não vou mais perder um segundo me arrependendo de coisa alguma, não vai mudar nada mesmo, não é? E de tudo errado que posso ter feito, com certeza já me arrependi o bastante por cada ato (provavelmente logo depois que os cometi) e já aprendi o que deveria aprender com cada um deles para não haver repetição. Cansei de me reprimir, infelizmente eu não sou qualquer outra pessoa do mundo e está mais que na hora de aceitar isso com um sorriso no rosto. Ou, pelo menos, parar de me vitimizar por isso e aproveitar o que quer que tenha de bom em ser quem eu sou.
Sempre soube que o melhor de mim eu só conseguia ver no reflexo, não no reflexo do espelho, óbvio, mas no reflexo daqueles que me rodeiam. Todas as pessoas absurdamente fantásticas e interessantes que tenho por perto me fazem acreditar que o meu charme me escapa: se elas estão lá, é porque tenho algum, só nunca o entenderei. E como larguei de mão o entendimento, vou me contentar em saber que alguma coisa tem ali. Vou deixar minha curiosidade morrer seca, antes que ela me deixe seca, morta.
E parei de pensar, ou ao menos venho tentando. Me virei para o banal, e nego um pouco a profundidade. Não pelo resto dos dias, mas por alguns belos, onde escolho a benção da ignorância forjada. Por não acreditar na minha racionalidade, na capacidade de saber, eu neguei tudo e arrastei minhas horas; hoje parei e percebi que foi bem mais fácil, mesmo que perca a poesia, ela que nunca me alimentou de nada, agora fica na inanição dos esquecidos.
Então vou seguindo nas pequenas bobagens do dia-a-dia, em nenhum compromisso maior com minhas idéias ou crenças. Nunca encontrei meu próprosito e chegou a me fazer mal por tanto procurar; meu destino eu não vou me esforçar para fazê-lo perfeitamente, como em tudo, vou deixar seguindo e se construindo pouco a pouco com a minha inércia. E vou seguindo, sendo eu, como sendo apenas mais um, já que nunca fui nada mais que isso.
Theres a blue bird at my window
I cant hear the songs he sings
All the jewels in heaven
They dont look the same to me
I just wade the tides that turned
Till I learn to leave the past behind
Its only lies that Im living
Its only tears that Im crying
Its only you that Im losing
Guess Im doing fine
All the battlements are empty
And the moon is laying low
Yellow roses in the graveyard
Got no time to watch them grow
Now I bade a friend farewell
I can do whatever pleases me
Its only lies that Im living
Its only tears that Im crying
Its only you that Im losing
Guess Im doing fine
Press my face up to the window
To see how warm it is inside
See the things that Ive been missing
Missing all this time
Its only lies that Im living
Its only tears that Im crying
Its only you that Im losing
Guess Im doing fine
[uma das tantas que eu ouvia repetidamente e só hoje vejo o recado que eu tentava me entregar, é duro quando não se deixa escutar]
Parei de pensar demais, ou melhor, venho tentando fazer isso. Não vou mais perder um segundo me arrependendo de coisa alguma, não vai mudar nada mesmo, não é? E de tudo errado que posso ter feito, com certeza já me arrependi o bastante por cada ato (provavelmente logo depois que os cometi) e já aprendi o que deveria aprender com cada um deles para não haver repetição. Cansei de me reprimir, infelizmente eu não sou qualquer outra pessoa do mundo e está mais que na hora de aceitar isso com um sorriso no rosto. Ou, pelo menos, parar de me vitimizar por isso e aproveitar o que quer que tenha de bom em ser quem eu sou.
Sempre soube que o melhor de mim eu só conseguia ver no reflexo, não no reflexo do espelho, óbvio, mas no reflexo daqueles que me rodeiam. Todas as pessoas absurdamente fantásticas e interessantes que tenho por perto me fazem acreditar que o meu charme me escapa: se elas estão lá, é porque tenho algum, só nunca o entenderei. E como larguei de mão o entendimento, vou me contentar em saber que alguma coisa tem ali. Vou deixar minha curiosidade morrer seca, antes que ela me deixe seca, morta.
E parei de pensar, ou ao menos venho tentando. Me virei para o banal, e nego um pouco a profundidade. Não pelo resto dos dias, mas por alguns belos, onde escolho a benção da ignorância forjada. Por não acreditar na minha racionalidade, na capacidade de saber, eu neguei tudo e arrastei minhas horas; hoje parei e percebi que foi bem mais fácil, mesmo que perca a poesia, ela que nunca me alimentou de nada, agora fica na inanição dos esquecidos.
Então vou seguindo nas pequenas bobagens do dia-a-dia, em nenhum compromisso maior com minhas idéias ou crenças. Nunca encontrei meu próprosito e chegou a me fazer mal por tanto procurar; meu destino eu não vou me esforçar para fazê-lo perfeitamente, como em tudo, vou deixar seguindo e se construindo pouco a pouco com a minha inércia. E vou seguindo, sendo eu, como sendo apenas mais um, já que nunca fui nada mais que isso.
Theres a blue bird at my window
I cant hear the songs he sings
All the jewels in heaven
They dont look the same to me
I just wade the tides that turned
Till I learn to leave the past behind
Its only lies that Im living
Its only tears that Im crying
Its only you that Im losing
Guess Im doing fine
All the battlements are empty
And the moon is laying low
Yellow roses in the graveyard
Got no time to watch them grow
Now I bade a friend farewell
I can do whatever pleases me
Its only lies that Im living
Its only tears that Im crying
Its only you that Im losing
Guess Im doing fine
Press my face up to the window
To see how warm it is inside
See the things that Ive been missing
Missing all this time
Its only lies that Im living
Its only tears that Im crying
Its only you that Im losing
Guess Im doing fine
[uma das tantas que eu ouvia repetidamente e só hoje vejo o recado que eu tentava me entregar, é duro quando não se deixa escutar]
Sunday, May 31, 2009
nada de sempre
à tempos que não digo nada. Com muito custo aprendi a me calar. Aprendi a simplesmente aprender e nunca mais achar que estou aqui para ensinar. Vou vivendo a vida aproveitando as essências, cheirando os sentimentos, sentindo o tempo passar por entre mim, escorrendo por meus olhos tímidos. Distribuo sorrisos simpáticos, gargalhadas sinceras e até esboços mascarados, às vezes.
Cada dia é uma luta contra a desconfiança, contra a pessão que eu mesma joguei sobre minha cabeça, achando que ia ser bonito ter o soil falling over my head. Em um momento ele veio pesado e todos os sentidos possiveis vieram com ele... e quando não se tem um único caminho por onde se espelhar e caminhar, todos os que existem perdem o sentido, vagam no infinito, enquanto você está lá tentando de tudo para entender. De vez em quando faz sentido, provando que vai ficar bem.
Meu futuro é uma promessa. Cansei de pensar demais no que vai acontecer, tentar desvendar o que vem por aí para mim ou para qualquer um. Cansei de falar sobre isso e sobre todo o resto. Fico silenciosa reparando em tudo ao meu redor, sem analisar. Não analiso mais. Me viro para o hoje, esperando que assim ele passe mais depressa. Me distraio com banalidades, construo e costuro eventos importantes sem perceber. Abro minha cabeça para acreditar, mesmo com todas as provas mentais contrárias, não levo mais minha cabeça em consideração. Penso no impulso, mas controlando a impulsividade deixo o pensamento só para mim. E escrevo bobagens sem sentido pra liberar a ferrugem da minha alma. Esperando que o mundo não entenda, já que nunca entendeu nada mesmo.
paro de ter pena de mim e volto a sentir pena dos outros. E então paro de sentir pena.
e espero pelo único que vai me salvar, me botar crente e esperançosa da vida.
Cada dia é uma luta contra a desconfiança, contra a pessão que eu mesma joguei sobre minha cabeça, achando que ia ser bonito ter o soil falling over my head. Em um momento ele veio pesado e todos os sentidos possiveis vieram com ele... e quando não se tem um único caminho por onde se espelhar e caminhar, todos os que existem perdem o sentido, vagam no infinito, enquanto você está lá tentando de tudo para entender. De vez em quando faz sentido, provando que vai ficar bem.
Meu futuro é uma promessa. Cansei de pensar demais no que vai acontecer, tentar desvendar o que vem por aí para mim ou para qualquer um. Cansei de falar sobre isso e sobre todo o resto. Fico silenciosa reparando em tudo ao meu redor, sem analisar. Não analiso mais. Me viro para o hoje, esperando que assim ele passe mais depressa. Me distraio com banalidades, construo e costuro eventos importantes sem perceber. Abro minha cabeça para acreditar, mesmo com todas as provas mentais contrárias, não levo mais minha cabeça em consideração. Penso no impulso, mas controlando a impulsividade deixo o pensamento só para mim. E escrevo bobagens sem sentido pra liberar a ferrugem da minha alma. Esperando que o mundo não entenda, já que nunca entendeu nada mesmo.
paro de ter pena de mim e volto a sentir pena dos outros. E então paro de sentir pena.
e espero pelo único que vai me salvar, me botar crente e esperançosa da vida.
Friday, April 03, 2009
11/06/04
"De qualquer forma, penso que devo fechar meus olhos, porque não se sente bem sendo vigiada por mim, essa menina. Não entendo o desconforto e parece que me vigia também. Começo a me desconfortar também. Por direito. Pretenciosa me parece. Cheia das verdades que não acredita. Não tem olhar imponente, mas impõem-se por medo de si própria. Acho que ela é muda, coitada. Se bem que acho que já a ouvi falar. Talvez seja só para mim que ela se cala.
Acho também que ela tem muito mais de mim do que eu imaginaria se a visse passando por aí, num canto, perdida. Mas só a vejo no espelho, quando estou a procurar por mim e não me vejo. Acho que tenho medo dela, ela de mim, eu de mim e ela dela. Acho que no fundo somos pessoas medrosas com medo de olhos investigativos. Medo de perguntas que se calam. Medo de pensamentos que se podem ouvir. Medo de criança que somos. Medo do reflexo. Medo denós [mim] mesmas."
Rio de minhas infantilidades... De como eu via o fim do mundo no simples começo da minha vida. Em como o medo do que era crescer me fazia tremer e temer frente à vida, tão longa que se seguiria e a qual eu nunca imaginaria da forma correta. Eu não cresci grandes proporções, minha cabeça expandiu um pouco, a força. Mais ainda sou boba, silly, silly girl. Tanto para se ver, tanto para sentir! E eu ainda estou aqui, me preocupando com a mesma coisa que essa menininha de desessete se preocupa.
Faz cinco anos. Caçando pelo passado eu sempre encontro surpresas. Na época a conotação disso tudo estava incluída nos meus grandes problemas de adolescente, que não ultrapassavam a linha de dores de cotovelo e meninos maus. Mas veja só que é o medo, nele que tenho pensado tanto, que era o assunto que afligia. Hoje esse textinho besta faz muito mais sentido que antes. Meu medo sempre foi de mim mesma, nunca além, nunca atrás. Hoje a loucura me dá medo, ou melhor, o medo me enlouquece. Estou encaixando meus pensamentos em cada lugar onde eles deveriam ficar, e tenho calma. Por incrível que pareça, em dois dias, perdi o o medo. Lógico que ele pode voltar, mas cabe à mim, e só a mim, ter força. E agora que sei que a felicidade não é para onde eu vou, é por onde eu vou, caminharei com ela para o proximo destino; à coragem.
Acho também que ela tem muito mais de mim do que eu imaginaria se a visse passando por aí, num canto, perdida. Mas só a vejo no espelho, quando estou a procurar por mim e não me vejo. Acho que tenho medo dela, ela de mim, eu de mim e ela dela. Acho que no fundo somos pessoas medrosas com medo de olhos investigativos. Medo de perguntas que se calam. Medo de pensamentos que se podem ouvir. Medo de criança que somos. Medo do reflexo. Medo de
Rio de minhas infantilidades... De como eu via o fim do mundo no simples começo da minha vida. Em como o medo do que era crescer me fazia tremer e temer frente à vida, tão longa que se seguiria e a qual eu nunca imaginaria da forma correta. Eu não cresci grandes proporções, minha cabeça expandiu um pouco, a força. Mais ainda sou boba, silly, silly girl. Tanto para se ver, tanto para sentir! E eu ainda estou aqui, me preocupando com a mesma coisa que essa menininha de desessete se preocupa.
Faz cinco anos. Caçando pelo passado eu sempre encontro surpresas. Na época a conotação disso tudo estava incluída nos meus grandes problemas de adolescente, que não ultrapassavam a linha de dores de cotovelo e meninos maus. Mas veja só que é o medo, nele que tenho pensado tanto, que era o assunto que afligia. Hoje esse textinho besta faz muito mais sentido que antes. Meu medo sempre foi de mim mesma, nunca além, nunca atrás. Hoje a loucura me dá medo, ou melhor, o medo me enlouquece. Estou encaixando meus pensamentos em cada lugar onde eles deveriam ficar, e tenho calma. Por incrível que pareça, em dois dias, perdi o o medo. Lógico que ele pode voltar, mas cabe à mim, e só a mim, ter força. E agora que sei que a felicidade não é para onde eu vou, é por onde eu vou, caminharei com ela para o proximo destino; à coragem.
Thursday, March 12, 2009
distorções
Bom, todos voltamos ao início. E livre-associação com um fundo de verdade sempre me fez bem. Quais palavras frias saem quando palavra nenhuma quer sair. Não sei, perdi o dom de escrever há tempo. Não tenho dom e não consigo finalizar as mudanças que gostaria. Vou seguindo das banalidades do dia-a-dia que vêm me ocupando nos espaços vazios da minha vida. Não existe mais vontade de fazer nada, mas ao mesmo tempo, essa falta de necessidade me força a fazer algo qualquer. E vou fazendo e vou vivendo nessa espera dos dias seguintes e na promessas de meses ahead.
Filmes, livros e idéias novas que talvez sempre estiveram ali, mas agora encontram espaço para sair para fora do dentro que não existe. As horas se arrastam e vou ficando para trás. Sem me importar ao menos. Nada faz muito sentido agora, melhor que o sentido distorcido que fazia há alguns dias atrás. Ainda penso nas palavras erradas que pairavam nos meus pensamentos, mas à cada dia que passa elas me parecem menos. Menos significativas, menos reais. O que sempre foi real se mostra mais real do que sempre, porém distante como nunca.
As portas abertas se fecharam e as fechadas ainda não sei se vão abrir. Mas nunca foi grande problema, todos sabem. As luzes estão acesas além do que de costume, na espera, sempre ela. Que agora me acompanha, de uma forma diferente, antes nunca esperada. Me acostumo com ela há cada dia mais e vai fazendo sentido, ou deixando de fazer os sentido do resto, quando só me resta ela mesmo. Fria e cruel, é nela que me aqueço. Vou esperando por mudanças banais, que as grandes eu esqueci. Desisti de mudar de verdade, pelo menos por um tempo, não estava tendo tempo de me acostumar com as que já aconteciam. E está bom assim, mas nunca está totalmente. Não por enquanto. Ainda tenho a espera para me fazer esperar para ser feliz.
Talvez uma hora tudo isso passe, e o que eu espero. Mas fui tomada por esse sentimento de que estou presa nesse momento e por mais que a cada dia, eu tenho a prova de que a espera está passando, ainda sim ela está lá e promete ficar. Ficar até que enlouqueço ou coloque minha cabeça no lugar. Sempre estive esperando por isso. Mais ainda sim não aconteceu, só juntou na espera da felicidade. Essa que antes eu buscava, agora espero que ela venha me alcançar novamente.
Os pensamentos vão se misturando, parecendo fazer menos sentido, ou parecendo bobagens, dramaticidades de um tempo efêmero que não me parece tão efêmero quanto deveria, ou gostaria. As palavras escritas já foram esquecidas e uma leitura rápida não fará com que elas façam mais sentido ou que ao menos tragam um pouco de calma. A calma se foi e me encontro mais agitada que antes. Na pressa de apressar o que não vai passar nada mais rápido do que o tempo que lhe foi determinado. Tempo longo, que se alonga com o passar dele mesmo. E me leva, me empurra, na espera do fim. E então, do começo que eu espero.
Filmes, livros e idéias novas que talvez sempre estiveram ali, mas agora encontram espaço para sair para fora do dentro que não existe. As horas se arrastam e vou ficando para trás. Sem me importar ao menos. Nada faz muito sentido agora, melhor que o sentido distorcido que fazia há alguns dias atrás. Ainda penso nas palavras erradas que pairavam nos meus pensamentos, mas à cada dia que passa elas me parecem menos. Menos significativas, menos reais. O que sempre foi real se mostra mais real do que sempre, porém distante como nunca.
As portas abertas se fecharam e as fechadas ainda não sei se vão abrir. Mas nunca foi grande problema, todos sabem. As luzes estão acesas além do que de costume, na espera, sempre ela. Que agora me acompanha, de uma forma diferente, antes nunca esperada. Me acostumo com ela há cada dia mais e vai fazendo sentido, ou deixando de fazer os sentido do resto, quando só me resta ela mesmo. Fria e cruel, é nela que me aqueço. Vou esperando por mudanças banais, que as grandes eu esqueci. Desisti de mudar de verdade, pelo menos por um tempo, não estava tendo tempo de me acostumar com as que já aconteciam. E está bom assim, mas nunca está totalmente. Não por enquanto. Ainda tenho a espera para me fazer esperar para ser feliz.
Talvez uma hora tudo isso passe, e o que eu espero. Mas fui tomada por esse sentimento de que estou presa nesse momento e por mais que a cada dia, eu tenho a prova de que a espera está passando, ainda sim ela está lá e promete ficar. Ficar até que enlouqueço ou coloque minha cabeça no lugar. Sempre estive esperando por isso. Mais ainda sim não aconteceu, só juntou na espera da felicidade. Essa que antes eu buscava, agora espero que ela venha me alcançar novamente.
Os pensamentos vão se misturando, parecendo fazer menos sentido, ou parecendo bobagens, dramaticidades de um tempo efêmero que não me parece tão efêmero quanto deveria, ou gostaria. As palavras escritas já foram esquecidas e uma leitura rápida não fará com que elas façam mais sentido ou que ao menos tragam um pouco de calma. A calma se foi e me encontro mais agitada que antes. Na pressa de apressar o que não vai passar nada mais rápido do que o tempo que lhe foi determinado. Tempo longo, que se alonga com o passar dele mesmo. E me leva, me empurra, na espera do fim. E então, do começo que eu espero.
Tuesday, February 17, 2009
time is ticking
Acordei abraçadinha com ele.
Hoje de manhã não fui trabalhar, o cara da jet veio instalar aqui em casa e pude ficar dormindo mais um pouco que o normal.
Acordei feliz com ele do meu lado sem eu ter que sair correndo sem dar tempo nem de dizer adeus. Mas então veio um aperto, quando ele me pediu para que não deixasse-o sentir saudades de mim. Como faço isso? Como aguento isso? Sempre soube que esse momento ia chegar, mas eu sempre atraso a ficha que vai cair.
Seis meses sozinha, sem o meu amor. Ele pelo mundo, no mar. E eu aqui, nesse bosta de lugar.
I can´t get ready to that.
meus amigos, vou precisar de vocês.
Hoje de manhã não fui trabalhar, o cara da jet veio instalar aqui em casa e pude ficar dormindo mais um pouco que o normal.
Acordei feliz com ele do meu lado sem eu ter que sair correndo sem dar tempo nem de dizer adeus. Mas então veio um aperto, quando ele me pediu para que não deixasse-o sentir saudades de mim. Como faço isso? Como aguento isso? Sempre soube que esse momento ia chegar, mas eu sempre atraso a ficha que vai cair.
Seis meses sozinha, sem o meu amor. Ele pelo mundo, no mar. E eu aqui, nesse bosta de lugar.
I can´t get ready to that.
meus amigos, vou precisar de vocês.
Wednesday, February 04, 2009
who cares?
Eu não acredito em mais nada. Não tenho mais anseios nem medos. Não quero coisa nenhuma da vida, quero minha vida e já está bom. Às vezes quero ser atropelada por um carro de manhã quando estou indo ao trabalho, só para poder dormir mais um tanto.
Talvez queira um pouco de revolução e muita subversão. Desprezo o mundo como ele se encontra (leia-se mundo como sendo a humanidade). Amo o planeta terra como ele era no princípio e principalmente o que sobra dele e agora dou valor como nunca dei antes.
Não gosto mais de gente, antes eu era ridiculamente ingênua e gostava. Eu ainda amo as MINHAS pessoas e sou menos possessiva do que jamais fui.
Não tenho destino e nem quero ser alguém na vida, não alguém como se está sendo por agora.
Quero a calma e que a maioria dos demais se fodam. Infelizmente é disso que eles precisam (e eu não estou falando de uma boa foda).
Thursday, January 29, 2009
Flobots!!!
Somewhere between prayer and revolution
Between Jesus and Huey P. Newton
That's where you find Johnny Five Shoot shootin
Water guns at the audience while you’re scootin'
Your gluteus max due to the fact that I'm tootin'
On the horn gonna warn you that I'm rootin'
For the other team in the culture wars
So I stab the beast belly as the vulture snores
YO JOE!
Let it blow with convulsive force
‘Til walls fall off their false supports
‘Til Jericho's aircraft carriers alter course
And all brave young Americans are called ashore
Cause we've already lost the war they keep wagin’
Splattering the streets in battles that keep ragin’
Bloodyin’ each page of the story that we're studyin’
Each day the same just the names keep changin’
Hook: Saying the same things over again
Repeatin’ the same slogans we don't know where we've been
We've been all over the globe on our government's funds
Leavin’ man, woman, and child dead bloody and numb
Saying the same things over again
Repeatin’ the same slogans we don't know where we've been
We've been overthrowing leaders with legitimate views
Democratically elected but we didn't approve....
How many times can the line divide
How many wars to uphold your pride
These fears uncontrolled just swoll the tide
Of blood in the streets while the people die
I'ma keep on tryin’Longs as suffering's multiplyin’
And why not
These souls get tossed and left out to rot
My backs broad enough to help left your cross
As long as you help with mine
The process of healing will take some time
To see the pain in your face is the same as mine
It's not a game or a race but the stake is high
We maintain our mistakes for the sake of sides
As long as it takes I’ll say it one more time
As long as it takes I'll say it one more time
As long as it takes I'll say it one more time
Same thing
U.S. is not us
Same thing
And us is not we
Same thing
And we are not satisfied
Same thing
We’re tired of the same thing
Same thing
And we’re ready to make change
Same thing
Are we ready to make change?
We need money for healthcare and public welfare
Free Mumia and Leonard Peltier
Human needs, not corporate greed
Drop the debt and legalize weed
We say 'yes' to grassroots organization
'No' to neoliberal globalization
Bring the troops back to the USA
And shut down Guantanamo Bay
Who let ‘em overthrow Jacobo Arbenz
Who let ‘em overthrow Mohammad Mosaddeq
Who let ‘em assassinate Salvador Allende
I didn't let ‘em but they did it anyway
Who let ‘em overthrow Kwame Nkrumah
Who let ‘em overthrow Aristide
Who let ‘em assassinate Oscar Romero
I didn't let ‘em but they did indeed!
Don't let them assassinate Hugo Chavez
Don't let them assassinate Evo Morales
And bring back Martin, Malcolm, Medgar, Hampton, Schwerner, Goodman, Chaney
Sayin’ the same things over again
Between Jesus and Huey P. Newton
That's where you find Johnny Five Shoot shootin
Water guns at the audience while you’re scootin'
Your gluteus max due to the fact that I'm tootin'
On the horn gonna warn you that I'm rootin'
For the other team in the culture wars
So I stab the beast belly as the vulture snores
YO JOE!
Let it blow with convulsive force
‘Til walls fall off their false supports
‘Til Jericho's aircraft carriers alter course
And all brave young Americans are called ashore
Cause we've already lost the war they keep wagin’
Splattering the streets in battles that keep ragin’
Bloodyin’ each page of the story that we're studyin’
Each day the same just the names keep changin’
Hook: Saying the same things over again
Repeatin’ the same slogans we don't know where we've been
We've been all over the globe on our government's funds
Leavin’ man, woman, and child dead bloody and numb
Saying the same things over again
Repeatin’ the same slogans we don't know where we've been
We've been overthrowing leaders with legitimate views
Democratically elected but we didn't approve....
How many times can the line divide
How many wars to uphold your pride
These fears uncontrolled just swoll the tide
Of blood in the streets while the people die
I'ma keep on tryin’Longs as suffering's multiplyin’
And why not
These souls get tossed and left out to rot
My backs broad enough to help left your cross
As long as you help with mine
The process of healing will take some time
To see the pain in your face is the same as mine
It's not a game or a race but the stake is high
We maintain our mistakes for the sake of sides
As long as it takes I’ll say it one more time
As long as it takes I'll say it one more time
As long as it takes I'll say it one more time
Same thing
U.S. is not us
Same thing
And us is not we
Same thing
And we are not satisfied
Same thing
We’re tired of the same thing
Same thing
And we’re ready to make change
Same thing
Are we ready to make change?
We need money for healthcare and public welfare
Free Mumia and Leonard Peltier
Human needs, not corporate greed
Drop the debt and legalize weed
We say 'yes' to grassroots organization
'No' to neoliberal globalization
Bring the troops back to the USA
And shut down Guantanamo Bay
Who let ‘em overthrow Jacobo Arbenz
Who let ‘em overthrow Mohammad Mosaddeq
Who let ‘em assassinate Salvador Allende
I didn't let ‘em but they did it anyway
Who let ‘em overthrow Kwame Nkrumah
Who let ‘em overthrow Aristide
Who let ‘em assassinate Oscar Romero
I didn't let ‘em but they did indeed!
Don't let them assassinate Hugo Chavez
Don't let them assassinate Evo Morales
And bring back Martin, Malcolm, Medgar, Hampton, Schwerner, Goodman, Chaney
Sayin’ the same things over again
Monday, December 01, 2008
Just a child with nothing to loose but her mind
Venho tentando mudar. Não, não estou procurando um estado de espírito ou modelo pré-definido para me estabelecer, this wouldn´t be me at all. Mas ultimamente acredito que só se evolui mudando, que não é possível ser alguém melhor se continuarmos estáticos. Que deve-se ir experimentando o mundo e a nós mesmo para sempre, sempre à procura do melhor (do mundo e de nós mesmos).
Minha ânsia pelo diferente me fez sentir que Juiz de Fora diminuiu de tamanho, vem me sufocando. Pensei muito em você e lendo suas linhas pensei nisso ainda mais, sempre. Você - que pensa em amarras e asas, mas que sabe que nada disso vai conseguir te impedir de voar.
Eu sei, e me irrito com isso, é que eu tenho medo. Eu que sempre tagarelo no ouvido dos outros para não ter medo de nada, eu é que sou uma menininha apavorada. Não sei explicar, não é um temor certo e descritivo; na verdade, às vezes me parece meio subconsciente, porque procuro e não acho esse medinho dentro de mim para entendê-lo e arrancá-lo de lá. Ele vai só me atrasando, me fazendo ser ainda mais enrolada do que eu já sou. Minha monografia é um exemplo patético disso. Tudo bem, eu posso dizer sempre que não foi culpa minha, que as órbitas se alinharam e que a armação do território para finalizar minhas fotos só aconteceram poucos dias antes da data marcada para entrega. Mas se eu realmente quisesse, é claro que teria como eu dar jeito (como sempre fiz) de deixar pronto de última hora (e ainda ficar bom).
Eu vejo/acho que foi propositalmente deixado para o semestre que vem para eu ganhar (ou seria perder?) mais um semestre da minha vida do jeito que está. Nunca tinha pensado nisso antes e, talvez se tivesse, teria feito alguma coisa para mudar. Mas não deu, não fiz e já era. Só ano que vem. Meu próprio trabalho às vezes me faz pensar que é outra forma de enrolar um pouco para pular de vez na vida. Tudo bem que gosto de lá, meus chefes gostam de mim, eu estou trabalhando com fotografia, mas even so... It is a temporary job e se eu não colocar isso na cabeça, posso me deixar enraizar e ficar por isso mesmo. Além da dúvida óbvia e revoltante: "por que não arranjei isso antes, quando não tinha escapatória e ficaria por aqui de qualquer maneira?"; eu, sempre enrolando. Me formar semestre que vem me deixa mais um tempo para continuar no que já está ali, fácil e em minhas mãos. Mas, pensa bem, eu que sempre achei melhor dois pássaros voando...
Parei dois segundos para pensar e olha só... meus medos. Sempre deles que falo aqui, medo de mudar, medo de enloquecer, medo de perder. Eu que prego o desapego e tento isso todos os dias! Quando poderei me desapegar de vez, se me sinto tão dependente do resto do mundo? Difícil. (Cabe aí mais um conselho para você de novo: como te disse o desapego lhe foi ensinado e foi o melhor presente que alguém poderia lhe dar. Não negue-o e nem tente aprender a se apegar, "já estão acontecendo...").
Eu com tantos conselhos para dar, preciso aprender a me ouvir. Acho que se escrevo é para isso. Já que não ouço o que me digo, que ao menos eu leia minhas próprias cartas.
[pensamentos cortados, ainda não organizei minha cabeça, espero que um dia ajude a fazer sentido, senão não teria motivo]
[e para você: obrigada sempre por contar comigo e escutar a voz da razão de alguém que não a tem, por conjecturar comigo e me fazer pensar]
Minha ânsia pelo diferente me fez sentir que Juiz de Fora diminuiu de tamanho, vem me sufocando. Pensei muito em você e lendo suas linhas pensei nisso ainda mais, sempre. Você - que pensa em amarras e asas, mas que sabe que nada disso vai conseguir te impedir de voar.
Eu sei, e me irrito com isso, é que eu tenho medo. Eu que sempre tagarelo no ouvido dos outros para não ter medo de nada, eu é que sou uma menininha apavorada. Não sei explicar, não é um temor certo e descritivo; na verdade, às vezes me parece meio subconsciente, porque procuro e não acho esse medinho dentro de mim para entendê-lo e arrancá-lo de lá. Ele vai só me atrasando, me fazendo ser ainda mais enrolada do que eu já sou. Minha monografia é um exemplo patético disso. Tudo bem, eu posso dizer sempre que não foi culpa minha, que as órbitas se alinharam e que a armação do território para finalizar minhas fotos só aconteceram poucos dias antes da data marcada para entrega. Mas se eu realmente quisesse, é claro que teria como eu dar jeito (como sempre fiz) de deixar pronto de última hora (e ainda ficar bom).
Eu vejo/acho que foi propositalmente deixado para o semestre que vem para eu ganhar (ou seria perder?) mais um semestre da minha vida do jeito que está. Nunca tinha pensado nisso antes e, talvez se tivesse, teria feito alguma coisa para mudar. Mas não deu, não fiz e já era. Só ano que vem. Meu próprio trabalho às vezes me faz pensar que é outra forma de enrolar um pouco para pular de vez na vida. Tudo bem que gosto de lá, meus chefes gostam de mim, eu estou trabalhando com fotografia, mas even so... It is a temporary job e se eu não colocar isso na cabeça, posso me deixar enraizar e ficar por isso mesmo. Além da dúvida óbvia e revoltante: "por que não arranjei isso antes, quando não tinha escapatória e ficaria por aqui de qualquer maneira?"; eu, sempre enrolando. Me formar semestre que vem me deixa mais um tempo para continuar no que já está ali, fácil e em minhas mãos. Mas, pensa bem, eu que sempre achei melhor dois pássaros voando...
Parei dois segundos para pensar e olha só... meus medos. Sempre deles que falo aqui, medo de mudar, medo de enloquecer, medo de perder. Eu que prego o desapego e tento isso todos os dias! Quando poderei me desapegar de vez, se me sinto tão dependente do resto do mundo? Difícil. (Cabe aí mais um conselho para você de novo: como te disse o desapego lhe foi ensinado e foi o melhor presente que alguém poderia lhe dar. Não negue-o e nem tente aprender a se apegar, "já estão acontecendo...").
Eu com tantos conselhos para dar, preciso aprender a me ouvir. Acho que se escrevo é para isso. Já que não ouço o que me digo, que ao menos eu leia minhas próprias cartas.
[pensamentos cortados, ainda não organizei minha cabeça, espero que um dia ajude a fazer sentido, senão não teria motivo]
[e para você: obrigada sempre por contar comigo e escutar a voz da razão de alguém que não a tem, por conjecturar comigo e me fazer pensar]
Wednesday, November 12, 2008
amazing journey
Eu sempre brinco que eu sou meio doida, às vezes completamente. Esses dias entrei numa paranóia meio doida de que eu já tinha pirado de vez. E havia toda uma conspiração do bem entre as pessoas que gostam de mim; meio que para eu não sacar minha loucura e viver bem e um pouco para tentar me ajudar a acordar.
É lógico que eu ainda não pirei de vez, e provavelmente fiquei nessa meia loucura pro resto da minha vida. Já entendi que foi uma bad trip e que ninguém tem tanta paciência assim. Mas é bizarro pensar em como a nossa cabeça pode nos fazer chegar à conclusões assim e ter dúvidas sobre a relidade.
Na hora é logico que foi desagradável e bolante pensar isso, mas olhando para trás me fez rever algumas coisas e mais que isso me fez ter vontade de fazer mais sentido. De me encaixar um pouco, porque nessa ânsia de me deslocar da sociedade/realidade que eu vivo, eu não tinha parado para pensar que se jogar para fora é um pouco perigoso e que são dos passos pequenos que eu preciso. Eu preciso mais do que qualquer coisa da calma que eu tenho canalizada um pouco em mim; já que eu gasto tudo que tenho no mundo de fora. Para suportar o que eu não aceito, eu uso a minha calma, mas para entender a mim mesma por dentro, para compreender de que afinal eu sou feita é que eu deveria usar melhor esse atributo.
Preciso começar a me organizar, não das coisas, mas dos pensamentos, dos planos, desejos, etc. Preciso entender que para se achar, não basta estar perdida antes. É melhor que eu tenha para onde caminhar. Que nada é fácil, como eu já sabia, mas que podem ser ainda mais difícil.
Sickness will surely take the mind where minds can´t usually go come on the amazing journey and learn all you should know...
É lógico que eu ainda não pirei de vez, e provavelmente fiquei nessa meia loucura pro resto da minha vida. Já entendi que foi uma bad trip e que ninguém tem tanta paciência assim. Mas é bizarro pensar em como a nossa cabeça pode nos fazer chegar à conclusões assim e ter dúvidas sobre a relidade.
Na hora é logico que foi desagradável e bolante pensar isso, mas olhando para trás me fez rever algumas coisas e mais que isso me fez ter vontade de fazer mais sentido. De me encaixar um pouco, porque nessa ânsia de me deslocar da sociedade/realidade que eu vivo, eu não tinha parado para pensar que se jogar para fora é um pouco perigoso e que são dos passos pequenos que eu preciso. Eu preciso mais do que qualquer coisa da calma que eu tenho canalizada um pouco em mim; já que eu gasto tudo que tenho no mundo de fora. Para suportar o que eu não aceito, eu uso a minha calma, mas para entender a mim mesma por dentro, para compreender de que afinal eu sou feita é que eu deveria usar melhor esse atributo.
Preciso começar a me organizar, não das coisas, mas dos pensamentos, dos planos, desejos, etc. Preciso entender que para se achar, não basta estar perdida antes. É melhor que eu tenha para onde caminhar. Que nada é fácil, como eu já sabia, mas que podem ser ainda mais difícil.
Sickness will surely take the mind where minds can´t usually go come on the amazing journey and learn all you should know...
Monday, October 13, 2008
I never mean to make sense, anyway
Então, desde a última vez que estive por aqui para falar de mim, bastante coisa mudou. Eu estava meio sem chão, tentando me afirmar sem medo do futuro, num momento de ócio absoluto, quando não fazia nada da minha vida.
Como sempre acontece comigo, de um instante para outro minha vida virou de cabeça para baixo e meus medos mudaram. Arranjei um emprego, carteira assinada, alguma coisa de futuro (eu acho). Estou trabalhando como fotógrafa em um estúdio, coisa que já há muito tempo achava que nunca faria. A maioria de meus modelos são crianças, o que é sempre uma diversão para mim. Fico de 9 às 19 e já não tenho mais meu tempo livre de antes. Meus dias não são mais tão divertidos, mas não vou negar que estou achando piece of cake trabalhar, sendo com uma coisa que eu gosto...
Hoje dei uma encaminhada em minha monografia, o que já me dá mais vários dias para não pensar no assunto e tira uma pendência de minhas costas. Ainda não sei o que vai ser de mim e parece que passei em um concurso, mas o resultado mesmo só sai ano que vem, então nunca se sabe.
Só sei que não me sinto mais em débito com o mundo, mas me amedronto diante da possibilidade de ser isso mesmo. De a minha vida tomar um rumo e acabar sendo como sempre afirmei que não seria. Posso estar fazendo tempestade em um copo d´água, mas se não fizesse, não seria eu, não é mesmo?
Meus amigos ainda são os mesmos, que ficarão, eu bem sei. Às vezes tenho medo que me esqueçam, que se cansem ou que se mudem. Não tem muito que eu possa fazer senão deixar ao tempo a resposta. Meu amor me acompanha e me faz bem, mas isso não impede que eu ainda tenha milhares de anseios sobre o que será de nós dois. Parece que o futuro tá chegando e tenho medo de momentos decisivos. Jajá ele vai embora e, tanto eu como ele, não podemos ter certeza de que ele volta. Pelo menos não para mim. Sou insegura mesmo e não tem cura, só posso é esconder um pouco isso como sempre fiz, para poder me mostrar um pouco da força que não tenho.
Os livros que eu lia estão parados, esperando por um pouco mais de tempo, ou pelo menos que eu me acostume com a idéia de não ter mais minha vida inteira com cada minuto para viver. Estou voltando a me cuidar um pouco, uma vez que tinha me largado um pouco de lado, nessa história de fazer os outros ficarem bonitos em fotos.
Não sei também se tenho mais o que falar, mas "não tenho" mais tempo para ficar perdendo pensando em o que posso falar, em quais palavras ficariam melhor em cada frase que estou escrevendo. Esse tempinho que me sobrou eu vou usar para dormir, terminar meus livros, mimar meu namorado, ser feliz com meus amigos, passar mais tempo com minha família, ver heroes, pintar minhas unhas, whatever.
Como sempre acontece comigo, de um instante para outro minha vida virou de cabeça para baixo e meus medos mudaram. Arranjei um emprego, carteira assinada, alguma coisa de futuro (eu acho). Estou trabalhando como fotógrafa em um estúdio, coisa que já há muito tempo achava que nunca faria. A maioria de meus modelos são crianças, o que é sempre uma diversão para mim. Fico de 9 às 19 e já não tenho mais meu tempo livre de antes. Meus dias não são mais tão divertidos, mas não vou negar que estou achando piece of cake trabalhar, sendo com uma coisa que eu gosto...
Hoje dei uma encaminhada em minha monografia, o que já me dá mais vários dias para não pensar no assunto e tira uma pendência de minhas costas. Ainda não sei o que vai ser de mim e parece que passei em um concurso, mas o resultado mesmo só sai ano que vem, então nunca se sabe.
Só sei que não me sinto mais em débito com o mundo, mas me amedronto diante da possibilidade de ser isso mesmo. De a minha vida tomar um rumo e acabar sendo como sempre afirmei que não seria. Posso estar fazendo tempestade em um copo d´água, mas se não fizesse, não seria eu, não é mesmo?
Meus amigos ainda são os mesmos, que ficarão, eu bem sei. Às vezes tenho medo que me esqueçam, que se cansem ou que se mudem. Não tem muito que eu possa fazer senão deixar ao tempo a resposta. Meu amor me acompanha e me faz bem, mas isso não impede que eu ainda tenha milhares de anseios sobre o que será de nós dois. Parece que o futuro tá chegando e tenho medo de momentos decisivos. Jajá ele vai embora e, tanto eu como ele, não podemos ter certeza de que ele volta. Pelo menos não para mim. Sou insegura mesmo e não tem cura, só posso é esconder um pouco isso como sempre fiz, para poder me mostrar um pouco da força que não tenho.
Os livros que eu lia estão parados, esperando por um pouco mais de tempo, ou pelo menos que eu me acostume com a idéia de não ter mais minha vida inteira com cada minuto para viver. Estou voltando a me cuidar um pouco, uma vez que tinha me largado um pouco de lado, nessa história de fazer os outros ficarem bonitos em fotos.
Não sei também se tenho mais o que falar, mas "não tenho" mais tempo para ficar perdendo pensando em o que posso falar, em quais palavras ficariam melhor em cada frase que estou escrevendo. Esse tempinho que me sobrou eu vou usar para dormir, terminar meus livros, mimar meu namorado, ser feliz com meus amigos, passar mais tempo com minha família, ver heroes, pintar minhas unhas, whatever.
Tuesday, September 23, 2008
society

It's a mistery to me
we have a greed
with which we have agreed
You think you have to want
more than you need
until you have it all you won't be free
society, you're a crazy breed
I hope you're not lonely without me
When you want more than you have
you think you need
and when you think more than you want
your thoughts begin to bleed
I think I need to find a bigger place
'cos when you have more than you think
you need more space
society, you're a crazy breed
I hope you're not lonely without me
society, crazy and deep
I hope you're not lonely without me
there's those thinking more or less less is more
but if less is more how you're keeping score?
Means for every point you make
your level drops
kinda like its starting from the top
you can't do that...
society, you're a crazy breed
I hope you're not lonely without me
society, crazy and deep
I hope you're not lonely without me
society, have mercy on me
I hope you're not angry if I disagree
society, crazy and deep
I hope you're not lonely without me
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