Thursday, March 12, 2009

distorções

Bom, todos voltamos ao início. E livre-associação com um fundo de verdade sempre me fez bem. Quais palavras frias saem quando palavra nenhuma quer sair. Não sei, perdi o dom de escrever há tempo. Não tenho dom e não consigo finalizar as mudanças que gostaria. Vou seguindo das banalidades do dia-a-dia que vêm me ocupando nos espaços vazios da minha vida. Não existe mais vontade de fazer nada, mas ao mesmo tempo, essa falta de necessidade me força a fazer algo qualquer. E vou fazendo e vou vivendo nessa espera dos dias seguintes e na promessas de meses ahead.
Filmes, livros e idéias novas que talvez sempre estiveram ali, mas agora encontram espaço para sair para fora do dentro que não existe. As horas se arrastam e vou ficando para trás. Sem me importar ao menos. Nada faz muito sentido agora, melhor que o sentido distorcido que fazia há alguns dias atrás. Ainda penso nas palavras erradas que pairavam nos meus pensamentos, mas à cada dia que passa elas me parecem menos. Menos significativas, menos reais. O que sempre foi real se mostra mais real do que sempre, porém distante como nunca.
As portas abertas se fecharam e as fechadas ainda não sei se vão abrir. Mas nunca foi grande problema, todos sabem. As luzes estão acesas além do que de costume, na espera, sempre ela. Que agora me acompanha, de uma forma diferente, antes nunca esperada. Me acostumo com ela há cada dia mais e vai fazendo sentido, ou deixando de fazer os sentido do resto, quando só me resta ela mesmo. Fria e cruel, é nela que me aqueço. Vou esperando por mudanças banais, que as grandes eu esqueci. Desisti de mudar de verdade, pelo menos por um tempo, não estava tendo tempo de me acostumar com as que já aconteciam. E está bom assim, mas nunca está totalmente. Não por enquanto. Ainda tenho a espera para me fazer esperar para ser feliz.
Talvez uma hora tudo isso passe, e o que eu espero. Mas fui tomada por esse sentimento de que estou presa nesse momento e por mais que a cada dia, eu tenho a prova de que a espera está passando, ainda sim ela está lá e promete ficar. Ficar até que enlouqueço ou coloque minha cabeça no lugar. Sempre estive esperando por isso. Mais ainda sim não aconteceu, só juntou na espera da felicidade. Essa que antes eu buscava, agora espero que ela venha me alcançar novamente.
Os pensamentos vão se misturando, parecendo fazer menos sentido, ou parecendo bobagens, dramaticidades de um tempo efêmero que não me parece tão efêmero quanto deveria, ou gostaria. As palavras escritas já foram esquecidas e uma leitura rápida não fará com que elas façam mais sentido ou que ao menos tragam um pouco de calma. A calma se foi e me encontro mais agitada que antes. Na pressa de apressar o que não vai passar nada mais rápido do que o tempo que lhe foi determinado. Tempo longo, que se alonga com o passar dele mesmo. E me leva, me empurra, na espera do fim. E então, do começo que eu espero.

3 comments:

Mel said...

We accept you, one of us!!!

huahauhauhauahua

amiga linda, se você acha que você está stuck in a moment and you can't get out of it, lembre-se de que eu sempre vou estar aqui, pra arrancar você dele e te levar pra passear. =D
que eu estou do seu lado pra beber, chorar, catar piolho e lavar seus pés.

e mesmo que em algum momento, eu, ele, ou qualquer outra pessoa que te ame não esteja por perto, saiba que tudo o que a gente mais quer é voltar correndo pra você!

te amo muito, minha militante.

Anna Duzzi said...

poxa, chorei. quero falar mil coisas.. mas volto depois.

:~~~~~~~~~~~~~~

Diego Navarro said...

Você é a luz que de qualquer espera boba renasce. Você sempre foi minha amiga certa, principalmente na horas incertas, e quando tudo foi incerteza você iluminou os dias de engano que vivi. Minha grande camarada, sorriso brilhante nos dias de noite infinita... sempre aquela q disse me defender, e hoje me defende do desconhecido com seu horizonte (que você alega não ter)... minha amiga de tantos anos que passaram como dias, nunca saberia de dizer o quanto con versar com uma pessoa como você levanta a moral de um soldado humilhado. Você que questiona seu valor, sua glória, é a mesma que despeja fortaleza sobre nós, que tão fracos recorremos a sua caridade para nos dar momentos de paz. Valfenda, escondido recanto dos contos... você seria mentira se não fosse uma fábula colorida... tão divertida. Se me convenço que devo jogar totó, tenho você e meu parceiro para me livrar dos desencantos desse mundo que de injustiças me fizeram perceber q o amor que brota nas ausências daqueles que sempre foram meu escudo e broquel. Meus refúgios, meus amados. Nunca te conveçam do contrário, minha camarada eterna, sempre brilharás com teu sorriso nos invernos mais covardes que a vida reservar para aqueles que prezam pela tua presença.

Te amo minha amiga,
obrigado para sempre.

Navarro