Tuesday, April 15, 2008

Se eu fosse você, eu leria

"...
O FALSO CENTRO

O primeiro ponto a ser compreendido é o ego.

Uma criança nasce sem qualquer conhecimento, sem qualquer consciência de seu próprio eu. E quando uma criança nasce, a primeira coisa da qual ela se torna consciente não é ela mesma; a primeira coisa da qual ela se torna consciente é o outro. Isso é natural, porque os olhos se abrem para fora, as mãos tocam os outros, os ouvidos escutam os outros, a língua saboreia a comida e o nariz cheira o exterior. Todos esses sentidos abrem-se para fora. O nascimento é isso.
Nascimento significa vir a este mundo, o mundo exterior. Assim, quando uma criança nasce, ela nasce neste mundo. Ela abre seus olhos, vê aos outros. O "outro" significa o tu. Ela primeiro se torna consciente da mãe. Então, pouco a pouco, ela se torna consciente de seu próprio corpo. Este também é o outro, também pertence ao mundo. Ela está com fome e passa a sentir o corpo; quando sua necessidade é satisfeita, ela esquece o corpo. É desta maneira que a criança cresce.
Primeiro ela se torna consciente do você, do tu, do outro, e então, pouco a pouco, contrastando com você, tu, ela se torna consciente de si mesma. Essa consciência é uma consciência refletida. Ela não está consciente de quem ela é. Ela está simplesmente consciente da mãe e do que esta pensa a seu respeito. Se a mãe sorri, se ela aprecia a criança, se diz: "Você é bonita", se ela a abraça e a beija, a criança sente-se bem a respeito de si mesma. Agora um ego está nascendo. Através da apreciação, do amor, do cuidado, ela sente que é boa, ela sente que tem valor, ela sente que tem importância. Um centro está nascendo. Mas esse centro é um centro refletido. Ela não é o ser verdadeiro. A criança não sabe quem ela é; ela simplesmente sabe o que os outros pensam a seu respeito.
E esse é o ego: o reflexo, aquilo que os outros pensam. Se ninguém pensa que ela tem alguma utilidade, se ninguém a aprecia, se ninguém lhe sorri, então, também, um ego nasce - um ego doente, triste, rejeitado, como uma ferida; sentindo-se inferior, sem valor. Isso também é o ego. Isso também é um reflexo.
Primeiro a mãe - e mãe, no início, significa o mundo. Depois os outros se juntarão à mãe, e o mundo irá crescendo. E quanto mais o mundo cresce, mais complexo o ego se torna, porque muitas opiniões dos outros são refletidas. O ego é um fenômeno acumulativo, um subproduto do viver com os outros. Se uma criança vive totalmente sozinha, ela nunca chegará a desenvolver um ego. Mas isso não vai ajudar. Ela permanecerá como um animal. Isso não significa que ela virá a conhecer o seu verdadeiro eu, não. O verdadeiro pode ser conhecido somente através do falso, portanto, o ego é uma necessidade. Temos que passar por ele. Ela é uma disciplina. O verdadeiro pode ser conhecido somente através da ilusão. Você não pode conhecer a verdade diretamente. Primeiro você tem que conhecer aquilo que não é verdadeiro. Primeiro você tem que encontrar o falso. Através desse encontro, você se torna capaz de conhecer a verdade. Se você conhece o falso como falso, a verdade nascerá em você.
O ego é uma necessidade; é uma necessidade social, é um subproduto social. A sociedade significa tudo o que está ao seu redor, não você, mas tudo aquilo que o rodeia. Tudo, menos você, é a sociedade. E todos refletem. Você irá para a escola e o professor refletirá quem você é. Você fará amizade com outras crianças e elas refletirão quem você é. Pouco a pouco, todos estão adicionando algo ao seu ego, e todos estão tentando modificá-lo, de tal forma que você não se torne um problema para a sociedade. Eles não estão interessados em você. Eles estão interessados na sociedade.
A sociedade está interessada nela mesma, e é assim que deveria ser. Ela não está interessada no fato de que você deveria se tornar um conhecedor de si mesmo. Interessa-lhe que você se torne uma peça eficiente no mecanismo da sociedade. Você deveria ajustar-se ao padrão. Assim, estão tentando dar-lhe um ego que se ajuste à sociedade. Ensinam-lhe a moralidade. Moralidade significa dar-lhe um ego que se ajustará à sociedade. Se você for imoral, você será sempre um desajustado em um lugar ou outro.
É por isso que colocamos os criminosos nas prisões - não que eles tenham feito alguma coisa errada, não que ao colocá-los nas prisões iremos melhorá-los, não. Eles simplesmente não se ajustam. Eles criam problemas. Eles têm certos tipos de egos que a sociedade não aprova. Se a sociedade aprova, tudo está bem.
Um homem mata alguém - ele é um assassino. E o mesmo homem, durante a guerra, mata milhares - e torna-se um grande herói. A sociedade não está preocupada com o homicídio, mas o homicídio deveria ser praticado para a sociedade - então tudo está bem. A sociedade não se preocupa com moralidade. Moralidade significa simplesmente que você deve se ajustar à sociedade.
Se a sociedade estiver em guerra, a moralidade muda. Se a sociedade estiver em paz, existe uma moralidade diferente. A moralidade é uma política social. É diplomacia. E toda criança deve ser educada de tal forma que ela se ajuste à sociedade; e isso é tudo, porque a sociedade está interessada em membros eficientes. A sociedade não está interessada no fato de que você deveria chegar ao autoconhecimento. A sociedade cria um ego porque o ego pode ser controlado e manipulado. O eu nunca pode ser controlado e manipulado. Nunca se ouviu dizer que a sociedade estivesse controlando o eu - não é possível. E a criança necessita de um centro; a criança está absolutamente inconsciente de seu próprio centro. A sociedade lhe dá um centro e a criança pouco a pouco fica convencida de que este é o seu centro, o ego dado pela sociedade.
Uma criança volta para casa - se ela foi o primeiro aluno de sua classe, a família inteira fica feliz. Você a abraça e a beija, e você coloca a criança no colo e começa a dançar e diz: "Que linda criança! Você é um motivo de orgulho para nós." Você está dando um ego a ela. Um ego sutil. E se a criança chega em casa abatida, fracassada, um fiasco - ela não pode passar, ou ela tirou o último lugar - então ninguém a aprecia e a criança sente-se rejeitada. Ela tentará com mais afinco na próxima vez, porque o centro se sente abalado. O ego está sempre abalado, sempre à procura de alimento, de alguém que o aprecie. É por isso que você está continuamente pedindo atenção.
EGO, Esse centro é falso, porque você contém o seu centro verdadeiro. Este não é da conta de ninguém. Ninguém o modela, você vem com ele. Você nasce com ele. Assim, você tem dois centros. Um centro com o qual você vem, que lhe é dado pela própria existência. Este é o eu. E o outro centro, que lhe é dado pela sociedade - o ego. Ele é algo falso - e é um grande truque. Através do ego a sociedade está controlando você. Você tem que se comportar de uma certa maneira, porque somente então a sociedade o aprecia. Você tem que caminhar de uma certa maneira: você tem que rir de uma certa maneira; você tem que seguir determinadas condutas, uma moralidade, um código. Somente então a sociedade o apreciará, e se ela não o fizer, o seu ego ficará abalado. E quando o ego fica abalado, você já não sabe onde está, quem você é. Os outros lhe deram a idéia. Essa idéia é o ego.
Tente entendê-lo o mais profundamente possível, porque ele tem que ser jogado fora. E a menos que você o jogue fora, nunca será capaz de alcançar o eu. Por estar viciado no centro, você não pode se mover, e você não pode olhar para o eu. E lembre-se, vai haver um período intermediário, um intervalo, quando o ego estará despedaçado, quando você não saberá quem você é, quando você não saberá para onde está indo, quando todos os limites se dissolverão. Você estará simplesmente confuso, um caos.
Devido a esse caos, você tem medo de perder o ego. Mas tem que ser assim. Temos que passar através do caos antes de atingir o centro verdadeiro. E se você for ousado, o período será curto. Se você for medroso e novamente cair no ego, e novamente começar a ajeitá-lo, então, o período pode ser muito, muito longo; muitas vidas podem ser desperdiçadas.
Até mesmo o ser infeliz lhe dá uma sensação de "eu sou". Afastando-se disso, o medo toma conta; você começa a sentir medo da escuridão desconhecida e do caos - porque a sociedade conseguiu clarear uma pequena parte do seu ser... É o mesmo que penetrar em uma floresta. Você faz uma pequena clareira, você limpa um pedaço de terra, você faz um cercado, você faz uma pequena cabana; você faz um pequeno jardim, um gramado, e você sente-se bem. Além de sua cerca - a floresta, a selva. Aqui tudo está bem; você planejou tudo. Foi assim que aconteceu. A sociedade abriu uma pequena clareira em sua consciência. Ela limpou apenas uma pequena parte completamente e cercou-a. Tudo está bem ali. Todas as suas universidades estão fazendo isso. Toda a cultura e todo o condicionamento visam apenas limpar uma parte, para que você possa se sentir em casa ali.
E então você passa a sentir medo. Além da cerca existe perigo. Além da cerca você é, tal como dentro da cerca você é - e sua mente consciente é apenas uma parte, um décimo de todo o seu ser. Nove décimos estão aguardando no escuro. E dentro desses nove décimos, em algum lugar, o seu centro verdadeiro está oculto.
Precisamos ser ousados, corajosos. Precisamos dar um passo para o desconhecido. Por um certo tempo, todos os limites ficarão perdidos. Por um certo tempo, você vai sentir-se atordoado. Por um certo tempo, você vai sentir-se muito amedrontado e abalado, como se tivesse havido um terremoto.Mas se você for corajoso e não voltar para trás, se você não voltar a cair no ego, mas for sempre em frente, existe um centro oculto dentro de você, um centro que você tem carregado por muitas vidas. Esta é a sua alma, o eu.
Uma vez que você se aproxime dele, tudo muda, tudo volta a se assentar novamente. Mas agora esse assentamento não é feito pela sociedade. Agora, tudo se torna um cosmos e não um caos; nasce uma nova ordem. Mas esta não é a ordem da sociedade - é a própria ordem da existência. É o que Buda chama de Dharma, Lao Tsé chama de Tao, Heráclito chama de Logos. Não é feita pelo homem. É a própria ordem da existência.
Então, de repente tudo volta a ficar belo, e pela primeira vez, realmente belo, porque as coisas feitas pelo homem não podem ser belas. No máximo você pode esconder a feiúra delas, isso é tudo. Você pode enfeitá-las, mas elas nunca podem ser belas. A diferença é a mesma que existe entre uma flor verdadeira e uma flor de plástico ou de papel. O ego é uma flor de plástico, morta. Não é uma flor, apenas parece com uma flor. Até mesmo lingüisticamente, chamá-la de flor está errado, porque uma flor é algo que floresce. E essa coisa de plástico é apenas uma coisa e não um florescer. Ela está morta. Não há vida nela. Você tem um centro que floresce dentro de você. Por isso os hindus o chamam de lótus - é um florescer. Chamam-no de o lótus das mil pétalas. Mil significa infinitas pétalas. O centro floresce continuamente, nunca para, nunca morre. Mas você está satisfeito com um ego de plástico. Existem algumas razões para que você esteja satisfeito. Com uma coisa morta, existem muitas vantagens. Uma é que a coisa morta nunca morre. Não pode - nunca esteve viva. Assim você pode ter flores de plástico, e de certa forma elas são boas. Elas são permanentes; não são eternas, mas são permanentes. A flor verdadeira, a flor que está lá fora no jardim, é eterna, mas não é permanente. E o eterno tem uma maneira própria de ser eterno. A maneira do eterno é nascer muitas e muitas vezes... e morrer. Através da morte, o eterno se renova, rejuvenesce.
Para nós, parece que a flor morreu - ela nunca morre. Ela simplesmente troca de corpo, assim está sempre fresca. Ela deixa o velho corpo e entra em um novo corpo. Ela floresce em algum outro lugar, nunca deixa de estar florescendo. Mas não podemos ver a continuidade porque a continuidade é invisível. Vemos somente uma flor, outra flor; nunca vemos a continuidade. Trata-se da mesma flor que floresceu ontem. Trata-se do mesmo sol, mas em um traje diferente.
O ego tem uma certa qualidade - ele está morto. É de plástico. E é muito fácil obtê-lo, porque os outros o dão a você. Você não o precisa procurar; a busca não é necessária para ele. Por isso, a menos que você se torne um buscador à procura do desconhecido, você ainda não terá se tornado um indivíduo. Você é simplesmente uma parte da multidão. Você é apenas uma turba. Quando você não tem um centro autêntico, como você pode ser um indivíduo? O ego não é individual. O ego é um fenômeno social - ele é a sociedade, não é você. Mas ele lhe dá um papel na sociedade, uma posição na sociedade. E se você ficar satisfeito com ele, você perderá toda a oportunidade de encontrar o eu.
E por isso você é tão infeliz.
Com uma vida de plástico, como você pode ser feliz? Com uma vida falsa, como você pode ser extático e bem-aventurado? E esse ego cria muitos tormentos, milhões deles. Você não pode ver, porque se trata da sua escuridão. Você está em harmonia com ela. Você nunca reparou que todos os tipos de tormentos acontecem através do ego? Ele não o pode tornar abençoado; ele pode somente torná-lo infeliz.

O ego é o inferno."

OSHO - Extraído do livro "Além das Fronteiras da Mente"

Friday, April 11, 2008

uma aprendizagem

"O que também salvara Lóri é que sentia que se o seu mundo particular não fosse humano, também haveria lugar para ela, e com grande beleza: ela seria uma mancha difusa de instintos, doçuras e ferocidades, uma trêmula irradiação de paz e luta, como era humanamente, mas seria de forma permanente: porque se o seu mundo não fosse humano ela seria um bicho. Por um instante então desprezava o próprio humano e experimentava a silenciosa alma da vida animal.
E era bom. "Não entender" era tão vasto que ultrapassava qualquer entender - entender era sempre limitado. Mas não-entender não tinha fronteiras e levava ao infinito, ao Deus. Não era um não-entender como um simples de espírito. O bom era ter uma inteligência e não entender. Era uma bênção estranha como a de ter loucura sem ser doida. Era um desinteresse manso em relação às coisas ditas do intelecto, uma doçura de estupidez.
Mas de vez em quando vinha a inquietação insuportável: queria entender o bastante para pelo menos ter mais consciência daquilo que ela não entendia. Embora no fundo não quisesse compreender. Sabia que aquilo era impossível e todas as vezes que pensara que se compreendera era por ter compreendido errado. Compreender era sempre um erro - preferia a largueza tão ampla e livre e sem erros do não-entender. Era ruim, mas pelo menos se sabia que estava em plena condição humana.
No entando às vezes adivinhava. eram manchas cósmicas que substituíam entender"

Clarice Lispector

(porque o que eu mais aprendo lendo o livro da aprendizagem é como ela era mulher e meu antigo preconceito contra ela se foi, porque ela diz de mim coisas que nunca me houveram palavras para expressar, e eu morro em cada frase um pouquinho)



e é tudo culpa da Nat, que é coisa linda, personificação de poesia. Lindo também, é conhecer você e poder aprender tanto com seu jeito ainda mais manso e sincero de ser. Obrigada por ser assim.

Tuesday, April 08, 2008

Babylon




I-man serve Selassie I continually. No matter what the weak heart say. And I know that I & I is like a tree, plant by the river of water, and not even the dog that piss against the wall of Babylon shall escape this judgment. For I & I know that all of the youth shall witness the day that Babylon shall fall!

Tuesday, April 01, 2008

sobre um nada que me preocupou

Ontem eu tive um acesso de ansiedade. Não sei bem o que houve. Às vezes era a falta do remédio, tanto tempo tomando, pra tirar a porra da ansiedade para não comer, que deve estar fazendo efeito na minha ansiedade original. Repensei algumas coisas, meu futuro está tranquilo, ainda acredito no que me firmei a acreditar e montar como planos, mas me vi em duvidas com algumas certezas absolutas, e tremi. Não que eu precise ter certeza de tudo, mas não tou pronta para esse tipo de auto-questionamento. Não ainda. Acho melhor me entreter e enrolar essas decisões para uma próxima temporada. SHIT.

Friday, March 14, 2008

best thing in the world

I found peace

Acho que encontrei meu pedaço de direito, ainda não o tenho, mas já sei o que é. Como sempre imaginei que fosse, eu só quero a calma. E, babe, eu vou ter! I got the masterplan.

Tuesday, March 04, 2008

primeiro livro do ano

"Será isso a liberdade? Ele agiu, agora não pode mais voltar atrás; deve parecer-lhe estranho sentir atrás de si um ato desconhecido, que ele já quase não compreende e que vai transformar-llhe a vida. Eu, tudo o que faço, faço por nada; dir-se-ia que me roubam as conseqüencias de meus atos, tudo se passa como se eu pudesse sempre voltar atrás. Não sei o que não daria para cometer um ato irremediável."
J. P. Sartre - A idade da razão

Acabei de ler hoje, agora, na verdade. O livro me irritava, sentia ódio de Sartre e não compreendia porque ele ofuscava tanto o Camus, que, para mim, era mil vezes melhor. E ainda é, diga-se de passagem. Mas eu compreendi ao final do livro. Como a vida cumpre-se de dar o tom final às necessidades. Como a liberdade me pareceu algo à que se procurar, e como os tais libertos da modernidade são presos a conceitos antigos e facetas ridículas. O pederasta soube se fazer digno, e o falso digno que tanto me irritava com suas convicções patéticas, se fudeu.





Agora não sei se vou para o Grande Gatsby ou continuo nos caminhos da liberdade e tento colocar um pouco mais ainda de existencialismo na minha vida. Whatever, a noite antes de dormir, decido.


Thursday, January 31, 2008

No more poor little miss

Hoje aproveitei para reler um pouco do que não lia a muito tempo. Coisas minhas, passado que foi passado e,às vezes, surge à lembrança, mostrando que a gente nunca esquece.
Estive tentando entender por onde eu estive. Todos os caminhos que eu escolhia e as pessoas que estavam do meu lado durante essa caminhada. Muitos se foram. Sinto falta de quase todos, mesmo dos que me fizeram sofrer, esses que não deveriam. Todos tiveram seus momentos. Sorrisos, esporádicos ou freqüentes, pelo menos algum, todos eles me trouxeram.
E o quanto aprendi. Não se pode esquecer e eu não esqueço. Falo tímida para mim mesma, para não ser má-compreendida. Mas eu agradeço a todos. Que estiveram presentes no filme que é a minha própria vida e que filme com meus olhos e coração. Todos que tiveram uma linha ligada a minha rede de vida, eu agradeço. Pela participação e pelo aprendizado.
Não existe pessoa alguma que não me tenha trago alguma coisa. Aprendi com todas, algumas através de sofrimento, outras alegria e, na maioria das vezes, através de ambos. E o quando eu tenho agradecer?! Penso bem, reflito e sorrio. Não é pouco. Eu já fui mais uma, querendo o que todo mundo quer. Pensando que o simples era o que ja estava ali e eu só não alcançava.
Aprendi que aquilo tudo não era para mim. Na verdade aquilo nada. Por tudo que a ânsia vinha em minha boca, nada daquilo hoje me importa. Eram caminhos fixos, presos nas bases da realidade fria e sem graça.
Ruminei a dor por muito tempo. Fiz dela minha grande companheira e a única que no final estaria ali, não me abandonaria. Só através dela me sentia viva e com ela juntava as palavras de forma a criar frases que nem eu acreditava serem minhas. Mas que é isso?
Hoje mal escrevo. Linhas tortas e porcas só pra expor um ponto de vista que fica preso na garganta de meus dedos. Toda aquela tristeza profunda e dor de mundo que não passava... Não importa mais nada. Me jogaram no canto sujo da tela e, desolada, pude ver o que importa. O que me importa.
Tudo agora é mais simples. O bucolismo me atraí como nunca, já odeio cidades e sociedades e tudo aquilo que era tudo há um tempo atrás. Sei que vou ser feliz, já não tenho medo do futuro, ele que se proteja de mim. O que eu quero não depende de muita coisa, e minha vida não está nas mãos de alguém, como sempre esteve. Não tenho mais rivais, deixe cada uma delas e cada um deles viver sua vida da maneira que bem achar melhor, já não me afeta.
Aprendi que solidão é uma merda, mas ter algum ser humano do lado não quer dizer estar acompanhada. Aprendi que sempre vai ter alguém que preste na sua vida, não importa a merda em que você esteja. E que os bons amigos estarão lá, venha o que vier. Aprendi que mal todo mundo faz, então já não ligo para más intenções, às vezes elas nem existem.

Por mais que ainda não tenha encontrado nem metade do que irá ser parte de mim, não estou mais perdida. Não existe mais desespero de ser encontrada, nem olhos triste, fitando o chão. Aliás, perder-se agora tem toda uma nova conotação para mim. Tudo que eu quero é me perder nesse universo de sentimentos e pensamentos e coisas que nem ao menos temos palavras para nomear para que se possa citar. Posso me sentir em casa, em qualquer lugar, e isso é ter-me encontrado perdida. Encontrei o meu lugar em mim, mas me perco nesse mundo, onde nunca mais quero ser encontrada.

Sunday, December 23, 2007

for the one I love the most

Wouldn't it be nice if we were older
Then we wouldn't have to wait so long
And wouldn't it be nice to live together
In the kind of world where we belong

You know its gonna make it that much better
When we can say goodnight and stay together

Wouldn't it be nice if we could wake up
In the morning when the day is new
And after having spent the day together
Hold each other close the whole night through

Happy times together we've been spending
I wish that every kiss was never ending
Wouldn't it be nice

Maybe if we think and wish and hope and pray it might come true
Baby then there wouldn't be a single thing we couldn't do
We could be married
And then we'd be happy

Wouldn't it be nice

You know it seems the more we talk about it
It only makes it worse to live without it
But lets talk about it
Wouldn't it be nice

Good night my baby
Sleep tight my baby












e é dificil esperar, por mais que nas férias estejamos juntos 24 horas por dia, por mais que eu possa dormir no seu ombro toda hora que me der vontade, o mundo que a gente quer, do jeito que a gente vai fazer, fugindo de todas essas coisas que nos circundam e nos revoltam, ainda vai chegar. Vamos fugir dos taxistas filhos da puta, dos babacas que tendem a deixar todo mundo mal, dos lugares mal-frequentados e de tudo que é sujo e feio. Estaremos em nosso mundo, só nosso, com aqueles que a gente permitirá frenquentar, nossos amigos e família que amamos.

Tuesday, December 11, 2007

10 de dezembro

tá. mais um ano que passou. 22 anos na minha vida que se passaram.


but who cares?!

eu tenho amigos e familia para me fazer feliz em cada um desses anos.

amo vocês, obrigada por tudo, eu não seria uma agulha sem vocês.

Tuesday, November 27, 2007

Meaningless

Eu não vou mudar o mundo. Já desisti da idéia de ter filhos. Faço uma faculdade que não me proverá de nada, a não ser um conhecimento tão útil quanto meu próprio umbigo. Não quero mais ser jonalista e tenho pavor dessa raça (sem ofensas, vocês sabem, jornalista não se ofende). Não sei sobre felicidade, não sei mais se isso existe. A calma não me segue mais, abandonou minha cabeça confusa e meus dias que andam passando mais rápido que o normal.
Várias vezes me convenci que não há sentido algum, que não seja o de viver puramente. De que somos seres insignificantes, um câncer maligno para esse tal planeta terra (ao inferno com as coorporações!). Mas o convencimento se vai, me culpo por acreditar nessa idéia mais fácil e procuro mais uma vez um porquê. Mas não acho. Não adianta vir com os significados de vocês, eu não burra. Simplesmente eles não dizem nada para mim. Na verdade, existem milhares de explicações e porquês e deveres e poderes e bla bla bla. Mas não funcionam. Acredito por um tempo, às vezes, e depois cai por terra, "it doesn´t work anymore".
E se o significado for a procura por algum significado qualquer? Aterrorizante. Não quero passar a minha vida na procura, se tudo que procuro é a calma. A procura devia atenção, não vá por esse caminho (se me permite um conselho). Um dia você pára no meio do caminho para descansar e olha para trás num impulso decorrente de se ruminar o que já se foi. E aí, meu bem, já se passaram dez anos e a correria mostrou-se lenta a ponto de ainda não ter um final. E nessa hora, pode bater um desespero, arrependimento, e ninguém quer isso, não é mesmo?
Algumas vezes eu penso em aceitar a vida ordinária, de trabalhar, casar, ter filhos e morrer velha e cansada. Escolho uma profissão que me agrada, me agarro até que consiga o título que for e alguma coisa me mostra quão babaca não é viver fazendo aquilo, ou o quanto estou me rendendo para os conceitos e fórmulas de vida que tanto nego. E me vejo mais uma vez parada no tempo. Esperando por algum tipo de mensagem ou aviso que me possa guiar "waiting for someone or something to show you the way", como ja diria o floyd rosa.
Música faria minha vida ter sentido, mas não faz. Simplesmente me questiona ainda mais sobre tudo. Letras e melodias que me fazem chorar, sempre elas. E meu sax? Eu não tenho nem tempo para ele!
Eu não estou fazendo de mim mesma uma pobre coitada. Longe de mim. Não tenho pena e nem como último sentimento do mundo, não quero isso de você. Simplesmente me questiono e me faço terapia através da minha escrita porca. Talvez esse poderia ser o sentido, mas bem não é.
Não quero mais frases feitas e pensamento pré-concebidos. Não me venha vender o seu sentido, porque só aceito um que venha de mim, porque senão nem teria sentido no final. Quem sabe o melhor não é eu passar minha vida me entorpecendo e vendo sentido em coisas que não estão ali. Ou que estão, mas simplesmente não significam nada... Eu acho que posso conviver com isso! Posso aceitar isso como impulsionador, pelo menos por um tempo. Pode me chamar de covarde ou coisa do tipo, por querer fugir da realidade, eu não ligo. Afinal, se a realidade não me cabe, eu procuro a loucura para me aconchegar. E ela me conforta e me faz ver bem mais a fundo que a frialdade dessa realidade suja e sem graça.
Quem sabe um dia, eu não vejo sentido no que todo mundo vê. Eu aceito a vida de braços abertos, bem diferente de como ela sempre me recepcionou. Um dia todo mundo cai na mesmice e se torna mais um. Se não encontrar meu sentido às vezes acabo bem assim. God save our souls. E que a loucura não me abandone, assim como a sanidade já fez há muito tempo.



Livre-associação, mais uma vez. Senti saudades suas, minha amiga.

Sunday, November 11, 2007

Bob knows it all

1. Você é homem ou mulher?
R: Just Like a Woman

2. Descreva-se.:
R: Like a Rolling Stone

3. O que as pessoas acham de você?
R: Mixed Up Confusion

4. Como descreveria seu último relacionamento amoroso?
R: Too Much of Nothing

5. Descreva sua atual relação com seu namorado ou pretendente.
R: All I Really Want to Do

6. Onde queria estar agora?
R: On the Road Again

7. O que pensa a respeito do amor?
R: Love Is Just A Four-letter Word

8. Como é sua vida?
R: Simple Twist of Fate

9. O que pediria se pudesse ter apenas um desejo?
R: One More Cup of Coffee

10. Escreva uma frase sábia.
R: Ain't No Man Righteous (No Not One)

11. Se despeça agora:
R: Most Likely You Go Your Way and I'll Go Mine

Friday, October 26, 2007

floyd is pink

e lunatic is in my head.
The lunatic is in my head
You raise the blade, you make the change
You re-arrange me 'til I'm sane.
You lock the door
And throw away the key
There's someone in my head but it's not me.

And if the cloud bursts, thunder in your ear
You shout and no one seems to hear.
And if the band you're in starts playing different tunes
















I'll see you on the dark side of the moon.

Friday, October 19, 2007

Nada pra postar, nada pra fazer

nome: Daniella Guedes Rodrigues Pereira
aniversário: todo ano. 10 de dezembro
idade: 21 UI jaja 22 AI
tatuagem? not yet, but wait, babe
piercings? três? só um na ativa
música: essencial
ama tanto alguém que seria capaz de chorar? all the time
você teve alguma fratura? nunca,sempre fui uma menininha comportada (UHUM)
pepsi ou coca-cola? cerveja!
tipos de bebidas? sucos, alcool, praianas, mexicanas, michela rules my life
nomes que você acha bonito: igor e lia
cor de roupa íntima favorita: transparente. queiscara.
numero do calçado: 37
numero favorito: números são todos iguais ¬¬
tipo de música: folk, country, blues, jazz, rock lo-fi
assunto de conversação mais detestável? qualquer conversa PODE ser válida
cor(es) favorita(s)? roxo e verde.
como te vê no futuro? nao me vejo, mas gostaria e conseguir trabalhar como fotógrafa de moda.
namorada(o)? my sailor, victor
amigos especiais? they rule my life and live in my heart and mind
comida preferida? mexicana
cantor(a) preferido(a)? BOB, bob dylan e johnny cash
qual a primeira coisa que voce pensa quando acorda? me esforço para não pensar
loiros(AS), morenos(AS) ou ruivos(AS)? who cares? nunca fez diferença
o que mais te interessa nele(A)? a rabugentisse, mal humor, manhas,inteligência, tudo!
se pudesse ser outra pessoa quem seria? seria legal experimentar ser todo mundo
filme preferido? pergunta difícil. david lynch sempre comanda, né?
esporte preferido? nem te conto ;)
tímido ou extrovertido? timidamente extrovertida
hobbie? encher a cara
frase que voce diz muito? acho digno
gostaria de ganhar o que no seu niver? férias. OPA, eu vou ganhar :D
paixões? eu não acredito em paixões
doce ou salgado? bittersweet
acredita que um amor pode durar eternamente? por que não?
condutor ou conduzido? parada ;D
ultimo lugar que voce gritou? anh? qual a importancia disso?
amigo que vive mais longe? meus primos e primas espalhados pelo Brasil
hora de ir pra cama? NUNCA
evento preferido? perder a linha com meus amigos ;)
três desejos: felicidade já basta e eu já tenho
infiel num namoro? i dont have the guts. nunca traí
qual foi o teu pior erro? deixei de dizer muita coisa pra muita gente quando tive a chance
O que é amizade pra voce? o mais importante
é viciado em algo? eu posso dizer que tenho alguns vícios, sim
qual foi o melhor dia de sua vida? tento fazer de tudo para que sejam todos os dias
e o pior? não vou forçar minha cabeça para lembrar, sorry
voce se considera ciumento(a)? exageradamente muito. dont mess with my man bitch!
qual curso no vestibular? tou fazendo comunicação já
pior sentimento do mundo: a falta de sentimento
melhor sentimento do mundo: sinestesia. sentir tudo ao mesmo tempo.
dois defeitos seus: dependencia e a minha falta de responsabilidade incurável
duas qualidades: paciente, e te digo, tenho óóótimos conselhos
romatico? não gosto dessa palavra, sorry
montanha russa, assustador ou excitante? divertida
caneta ou lápis? quem precisa deles?
qts toques antes de atender o telefone? o bastante para me acordar
amigo do telefone ou soh usa qdo necessário? gostar eu não gosto
se da bem com seus pais? muito, meus pais são dois ursinhos
quem vc tem como irmão? de sangue é minha irmã Ju
namorar ou ficar? juntar
tem mtos amigos? o suficiente
se tem, como se sente com eles? in home
oq vc mais gosta de fazer? have fun
chocolate ou baunilha? baunilha!!!
sorvete preferido: creme
torrada ou bacon? salada
do que sente saudade? de tudo e todos
medo: deixar a vida vencer
quem levaria para uma ilha deserta: no man is an island
signo: sagitário
bebida: michelada, com tequilia, por favor
uma cor pra tingir o cabelo: tou tentando um cobre meio loiro, mas tá difícil
oq tem nas paredes do seu quarto?eu não tenho quarto
oq tem em baixo da cama? sapatos
destro, canhoto ou ambidestro? canhota
noite ou dia? ambos!
um grande amor da sua vida: todo mundo que passou por ela.
está apaixonado? eu já falei que não acredito em paixão, mas eu amo.
vale a pena amar? obvio! se não valesse a pena sentir, para que viver?
oq estava ouvindo enquanto respondia o questionario? shuffle do winamp












Nome: tá ali em cima já
Idade: idem
Ocupação: estudante e editora gráfica
Horas que você começou a responder: 12:46
O que você está escutando: john coltrane & don cherry - the invisible


5 músicas

1 why does it always rain on me?
2 Like a rolling stone
3 into my arms
4 streets of baltimore
5 kick out of you

5 bandas

1 Back rebel motorcicle club
2 Pink Floyd
3 Little willies
4 Wilco
5 Flaming Lips

5 filmes

1 Monthy phynton (todos)
2 Twin Peaks (todos)
3 Little Miss Sunshine
4 The green mile
5 Casa de areia e névoa
6 Medo e delírio em Las Vegas
7 Star Wars

5 atores

1 Tom Hanks
2 Keanu Revees
3 Jonh Cusack
4 Edward Norton
5 Jessica Paré

5 cores

1 roxo
2 verde
3 amarelo
4 cobre
5 marron


5 comidas

1 salada
2 sorvete
3 chilli beans
4 peixe
5 musse de maracujá

5 sites

1 orkut
2 google (bestfriend)
3 sedentario hiperativo
4 deviantart
5 last fm

5 lugares

1 Ombro do Victor (melhor lugar do mundo)
2 Ibitipoca
3 Rio de Janeiro
4 São João Del Rey e/ou Paraguaçu Pta
5 Juiz de Fora

5 amigos

1 impossivel
2 citar
3 apenas
4 cinco
5 deles

5 sentimentos

1 amizade
2 necessidade
3 amor
4 carinho
5 felicidade


5 livros

1 O estrangeiro
2 O encontro marcado
3 Idade da razão
4 Preacher
5 Eu (augusto dos anjos)

5 nomes

1 lia
2 Igor
3 Hanna
4 Maria
5 Victor

5 coisas boas

1 amigos
2 família
3 victor
4 música
5 fotografia

5 coisas ruins

1 decepção
2 dor de ouvido
3 insegurança
4 desespero
5 televisão aberta

5 coisas que você faz quando ninguém vê.

1 choro
2 investigo
3 de resto
4 não me lembro
5 de mais nada

5 duvidas

1 fiz as escolhas certas?
2 vou conseguir o que eu quero?
3 existe final feliz?
4 why does it always rain on me?
5 Rio?


5 segredos

1 minha
2 vida
3 é um
4 livro
5 aberto

5 certezas

1 victor
2 amigos
3 família
4 bybye society
5 paz

5 medos

1 que me abandonem
2 morrer antes de tudo
3 perder bons momentos
4 de errar muito
5 do futuro

5 animais

1 P.j.Harvey, minha gata vira-lata
2 os três gatos da minha sogra
3 Brian, minha falecida tartaruga
4 Buddy, labrador do meu tio
5 Gui, gato mais lindo do mundo

Hora que você acabou
de responder: 13:19
Oque você está escutando agora: Marck Kozelek - Rock´n Roll Singer

Monday, October 08, 2007

everybody is the bad guy


Não importa. Todo mundo é filho da puta mesmo. Eu teimava em encontrar um mocinho, na história de bangue-bangue da Terra. Mas eu só me envergonho por ser humana. Não existem coitadinhos, eu costumava ter pena do Japão por causa das bombas, mas a gente vai conhecendo a história e acaba vendo que foi muito é bem feito. E todo mundo que se fudeu foi assim; no começo da peninha, depois foi merecido. Sou cética agora quanto às pessoas. Se não houve maldade ainda, é porque ainda não houve a chance.
Eu lembro quando eu discutia durante horas com meu namorado, porque ele sempre foi um anti social, que fugia de desconhecidos e desagradáveis. Tentava dizer que a relação humana é necessária, que o homem se construiu em sociedade. E de fato eu tava certa, como sempre soube, o que eu não sabia, é que ele também estava; muito mais do que eu até. Nós precisamos de pessoas, mas não de todo mundo; a gente precisa dos nossos verdadeiros amigos, dos nossos amores e de nossa família (em alguns casos nem isso). Mas eu não preciso do resto. Ninguém precisa. Vamos nos isolar desses outros que só te olham com desejo que você caia. Que só te chamam para poder fuder no fnal da história.
Eu não quero nenhum babaca de qualquer espécie dizendo o que eu devo ou não fazer, eu sempre tive problemas com hierarquias. Eu não quero ninguém julgando por mim o que é certo e o que é errado, foda-se se eu não tenho o dom da percepção, eu vou aprender é com meus próprios erros, eu tenho culhões para me arrepender.
Ainda vou morar longe de tudo, perto somente para quem eu gosto poder me visitar. Vou ter minha casa, meu canto isolado das feiúras dessa realidade condenável que tanto me enoja. Não nasci com uma tarefa no mundo (pelo menos foi o que compreendi até hoje). E já que minha falta não será falta para ninguém, eu vou viver cada segundo da minha vida como eu bem quiser, contanto que não fira quem eu amo, o resto que se dane.
Socialismo, comunismo, capitalismo, marxismo, realismo, factualismo, ismo ismo ismo... Vá tudo para a puta que te pariu. Eu vou mais inventar meu dia-a-dia, no psicodelismo e existencialismo. essar merdas inventadas para ordenar, só desgovernam o trem de nossas vidas. Eu gosto é do gasto, eu quero o estrago. Quero a liberdade perto de mim, e a justiça dos outros bem longe. Porque essa tal justiça que anda por aí não me convence, não é a minha justiça. Não diz nada para mim. Vou fazer minhas próprias leis e reiventar uma justiça que não dê mais motivos para chorar, de revolta ou de arrependimento. E não tô nem aí para quem acha errado, faço a minha parte, sei por onde, sempre soube. E vou buscar a distância do que eu condeno, porque não julgo e penalizo, quem sou eu pra tal? Só me distancio e busco um entendimento maior. E quem estiver errado, não receberá minhas pedras, eu nunca atirei elas. Eu vou é buscar abrigo longe do que eu acho errado, e se fosse você, faria o mesmo, porque não adianta esperar, ninguém nunca vai fazer o mundo melhor para você. Só você.




Alan Moore, há mais de 25 anos fazendo jovens se distanciarem do que realmente é sujo e frio.

Wednesday, September 19, 2007

for every single kiss you bring, i ask for two

22/01/2005 01:27
E o vento surge do nada e refresca meu rosto com seu sorriso. E eu olho para frente e não vejo mais nada. Nada além desse sorriso de criança que me lembra a infância que eu tive e não me lembro. No fundo eu sempre procurei alguém assim que me fizesse bem. Mas sempre foi mais fácil amar quem nem ao menos gostava de mim.
E um dia eu me vi feliz, andando, segurando as mãos de alguém que não quer largar das minhas. Beijando a boca de alguém que não procura outro sabor nos meus beijos. Eu não quero mais aquele menino complicado e subjetivo que eu tento desvendar através de suas palavras difíceis e suas frases desconexas, desde que meu coração passou a querer bater por alguém. Também não quero mais aquele ex que foi muita coisa, mas no final não foi absolutamente nada além de um ex qualquer, desses que a denominação por si só basta. Não quero mais meus amores de criança. Não lembro mais quem foi o primeiro amor e o meu primeiro beijo é só um cara qualquer que eu encontro nas férias e tento ser natural.
Não quero que você me ache piegas, como eu não achei que você fosse quando nos conhecemos. Eu quero ser feliz com você, e acima de tudo fazer você feliz. Porque o seu sorriso me completa e eu só quero isso. Falar banalidades no telefone com você, só para ouvir sua voz enquanto olho para essa tela fria e rir dos nossos comentários sem graça. Dormir no seu ombro e deixar o mundo se despedaçar e nem ver. Ver você rindo das minhas caretas e fingir que eu não gosto. Eu não quero ter uma música para me lembrar, porque eu ouço qualquer uma e me lembro.
Eu gosto de quando a gente faz planos, de quando a gente decide o nome dos nossos filhos e cachorros e quando resolvemos o que a gente vai fazer no nosso aniversário de 7 anos de namoro. Gosto de pensar e ver que você pensa também que é para sempre. Mesmo se você não pensar assim, gosto de quando você me diz que o faz. No fundo não importa se vai ser para sempre mesmo, contando que seja para sempre agora. Não queria ver você pensando, mesmo que triste, como que vai ser se não estivermos mais juntos, porque isso não importa. Por enquanto a gente vai envelhecer juntos e viver felizes para sempre na nossa casa com um são bernardo tomando conta. E é só isso que realmente importa. É só você.


Três anos agora. Escrito isso, uns 4 meses permeavam nossa relação, nada do vinha por aí, eu imaginava, nada do que vivemos era de se imaginar, faltam só quatro anos para completarmos os sete que planejávamos, ainda te amo tanto, ou mais até. Meu marinheiro, te espero o quanto for preciso, para te ter para sempre, se já não somos eternos agora.

Tuesday, September 04, 2007

Faz tempo que não escrevo nada

Hoje tentei resumir um livro inútil para a faculdade, mas acabei resolvendo esperar que uma alma caridosa me envie um pronto para que eu simplesmente mude e entregue com a cara mais limpa do mundo (mesma cara que a anta da professora faz toda vez que nos passa um trabalho idiota e inútil para alguém do oitavo período fazer). E uma vez que trabalhinhos de faculdade e textos sem opinião não conseguem manter minha atenção e minha vontade de escrever ativas, resolvi escrever sobre o nada que sempre me diverte.

Minha vida tem passado rápido demais esses últimos meses. Já estou em setembro, sabádo foi aniversário do victor e dia 18 a gente faz 3 anos. Esse ano foi bem conturbado e minha cabeça ainda não está certa nas decisões que fez.
Mas apesar disso meu lema de vida vem me trazendo cada dia mais, a certeza que saber viver é não ter passado cada diazinho desses em branco, ou esperando que ele passe rápido.
Para minha concepção, isso é um grande de um absurdo: essa vida medíocre da espera pelo fim de semana, "ah, como eu luto contra isso". Um dia resolvi ligar o grande do foda-se, no dia que minha vida estava caótica; meu namoro ia de mal a pior, não tinha emprego, não tinha dinheiro, só tinha dívidas e trabalhos escolares pelos quais nunca tive algum interesse que não fosse o de terminar logo para passar de ano. Minha mãe me via como a criatura perdida da família e tudo que eu queria era sumir e ser um pouco feliz sem preocupações. Eu não preciso de muito para ser feliz, caralho!
Pois então... Cansei da lamuriação triste e não poética das reclamações do dia-a-dia, cansei das reclamações e falta de intusiasmo com a vida. Liguei o fuck off e resolvi aproveitar o tempo com isso ligado, até o momento que a vida cairia por cima de mim, me trazendo de volta toda aquela hipocrisia que eu tava cansada de combater inutilmente.
Qual não foi minha surpresa quando poucos semanas depois, durante uma sessão de mind-free que eu revi o que tinha feito com minha vida: desde o dia que havia ligado o foda-se, eu já havia consertado o meu namoro, meu namorado, na verdade; um emprego super divertido ( o de ficar fazendo capas de livros) caiu no meu colo; consegui ganhar dinheiro tirando fotografias; minha mãe voltou a acreditar que eu poderia ter algum futuro; quanto mais eu cagava para o mergulhão de IMPRESSO, mais eu me dava bem na faculdade e, principalmente, meus dias de doidera passaram a ser contínuos e diários, eu perdendo a cabeça every single day; fazendo tudo que a sociedade tanto condena.
Poxa, que sorriso eu não abri, quando percebi que eu não preciso da felicidade que foi inventada, para aproveitar a minha com a cabeça tranquila. Não preciso mais fingir que gosto do que todo mundo procura, quando tudo que eu quero é um pouquinho mais de tranquilidade, amor e sorrisos pro resto da vida. Foda-se que eu não sou rica e não tenho medalhinhas de como fui uma boa menina durante minha vida. O que eu preciso não é o que me oferecem goela abaixo, aliás isso é o que eu mais desprezo, viver uma vida de trabalho duro, estresse, dor de cabeça e falta de tempo para mim e para minha família, assim como a workahoolic da minha mãe.
Eu quero viver das minhas fotos, de um bar, numa cidade pequena, com quem eu gosto e nada mais. eu quero ter tempo para criar laços muito mais extensos do que simplesmente sanguíneos com minha família, quero aproveitar a vida adoidado com meus amigos, aprendendo e pondo em prática o Save Ferris todos os dias; rindo na cara do universo, e dessas vontades absurdas que vivem tentando colocar nas nossas cabeças.
Isso é mais que uma vontade, é um objetivo infinito: viver. Não sobreviver, somente. Degustar cada segundo da minha vida, principalmente depois de saber que essa é minha única chance ;)

Sunday, June 24, 2007

Pensamentos à toa

Eu fiz minhas escolhas e fui levada a fazer várias outras. Na vida a gente tem várias opções de como vai passar a vida. People can be so mean. Você pode ignorar isso, mandar pro foda-se e ser o serzinho mais inofensivo do mundo, I´ve been there. Carregando a culpa do mundo nas suas costas. Então te fodem por trás, te magoam e você se perde. A próxima escolha possível é ser um desses babacas que vivem para dizer coisas inúteis, se achar muita coisa e no fundo não ser porra nenhuma. São aqueles que fazem a gente perder a fé na humanidade, "the dark side of the force" sabe? Acho que são os mais fracos, já que passam boa parte do tempo odiando alguém e citando defeitos dos outros para esconder os seus próprios. E por último, você pode ser normal. Não estou falando de ser bunda, ser mais um no mundo sem mais nada de mais. É simplesmente questão de não ser nem o mr. nice guy, nem, menos ainda, o escrotinho da cidade. Terá suas desavenças, mas porque tem coisa que parece que não tem como acontecer, mas não vai perder tempo com nenhuma delas. Liga o fuck-off e tá tudo muito bom, porque sempre vai ter alguém que goste de você, e os que não gostam, bom, cada um faz as suas escolhas, pelo menos na sua, você tem a consciência limpa.

Friday, June 01, 2007

Sobre o tal do ciclo

Odeio os recalcados. Neuróticos por escolhas e babacas por nascimento. Salve salve os de boa vontade. Aceitando as idas e vindas dessa complexa rede de compreensão que é a humanidade. Eu aprendi a viver no artificial que é a mente humana. Se é daí que surge a arte não nego, aceito e solto um sorriso sincero para as reviravoltas que a vida e minha consciencia me proporciona.
Amor e ódio caminham lado a lado, separado pela indiferença, pela desilusão. Comemoro minha capacidade de transfigurar tudo isso rápido o bastante para manter a situação de felicidade que o amor me traz. Se é com os erros que a gente aprende, é aceitando a natureza ruim que cai no seu colo que a gente é feliz de verdade.
Como sempre, estava pensando na música, em como meu gosto foi volúvel durante muito tempo, até que se firmou onde teve seu início. Milhares de voltas para cair no mesmo lugar sem perceber e continuar por ali, com orgulho. Meu pai sempre gostou das coisas boas dos anos 60, tive o rock vindo dos meus primos e entrando por meus ouvidos até me acostumar. Minha infância foi rodeada de música boa, mas passei para a maldita adolescência me perdendo no tal do indie que não encontrava ninguém que gostava na época que os core da vida permeavam meu meio social. Encontrei meus amigos com gostos similares, me achei no estilo de vida que o tal estilo de música pregava e achava tudo cool demais.
Mas a vida da voltas, e minhas raízes depressivas que influenciaram no estilo indie que me satisfazia reclamaram muito quanto os the alguma coisa se enquadravam naquele tom musical que antes me parecia depressivo e nostálgico como eu sempre gostei. Então perdi o tesão. Me vi perdida meio a um batalhão de nomes e influências que não me faziam mais sentido, que não me explicavam mais como antes.
Então fui procurar em alguma coisa algo que fizesse sentido. Achei nos carinhas bucólicos e nos texanos uma poesia para me explicar. E fez sentido e me trouxe sentido mais uma vez. Mas não parou aí, os anos foram passando e a psicodelia da vida adulta que ainda não se encaixa foi procurando algo para não perder o toque de lirismo do artificialismo artístico. Veio o show do flaming lips. E depois roger waters. Cores e viagens lisérgicas trazidas por vídeos coloridos e fantasia surreais. Meu conflito interno se sentiu menos conflitante e minha busca se acalmou.
Estou nessa, por enquanto, encontrando paz com nomes como Bob Dylan, Iron and Wine, Flaming Lips, Roger Waters ou Pink Floyd, Johnny Cash, James Taylor, Donnovan, Belle and Sebastian, Led, Beatles, Mammas and the Papas e coisas desse tipo. Anos 60, 70 e suas influencias e uma vontade tremenda de sair dessa década absurda e voltar em um tempo que eu não cheguei nem perto de assistir. Nostalgia do desconhecido, Daniella em outras palavras.
Daqui a pouco o revirão (esse é o tal ciclo) da a revirada de novo e isso muda, por mais incoerente que isso me parece nesse momento exato, eu tenho a consciencia do que vai acontecer e seja eu forte para não me desiludir e desencantar, pelo menos não tão cedo. Não vou me maquiar de recalcada e forçar a barra para continuar em porra nenhuma. Mas o momento é bom, e queira seja-lá-quem que os tempos de ressaca não venham tão rápido.

Tuesday, April 24, 2007

For the friends I don´t have anymore:

"Stayed in bed all mornin'
Just to pass the time.
There's somethin' wrong here.
There can be no denying.
One of us is changin'
Or maybe we just stopped trying

And it's too late, baby,
Now it's too late,
Though we really did try to make it.
Somethin' inside has died
And I can't hide and I just can't fake it.
Oh, no, no, no, no, no, no..

It used to be so easy
Livin' here with you.
You were light and breezy
And I knew just what to do.
Now you look so unhappy
And I feel like a fool

And it's too late, baby,
Now it's too late,
Though we really did try to make it.
Somethin' inside has died
And I can't hide and I just can't fake it.
Oh, no, no..

There'll be good times again
For me and you,
But we just can't stay together.
Don't you feel it too?
Still I'm glad for what we had
And how I once loved you,

But it's too late, baby,
Now it's too late,
Though we really did try to make it.
Somethin' inside has died
And I can't hide and I just can't fake it.
Oh, no, no, no, no, no, no..

It's too late, baby.
It's too late, now, darlin'.
It's too late."


Goodbye, maybe for now, maybe forever.

Wednesday, April 18, 2007

I got that blues spirit

Eu odeio me fazer de vítima, mas eu sempre soube que era o bagaço do bagaço quando era mais nova. Eu sei o quanto e me fodi e o quanto eu aprendi em 20 e poucos anos de vida. Só eu sei. Mas eu não espero do mundo, eu não espero de você, que tenha pena de mim. Não espero uma solução perfeita, nem uma terra prometida vindo dos EUA para pedir perdão pelo que a humanidade fez comigo.
Eu não sou tão tolinha assim.

Eu sei que tudo tem um pouco de mim nisso. Eu sei da minha culpa, eu sinto que no fundo fui eu quem escolheu cada caminho que eu segui. Eu sei o quanto eu errei achando que estava fazendo o certo e o quanto eu acertei achando que estava errando. Eu sei o quanto disso tudo é mea culpa.
Eu passei muito tempo esperando uma salvação. achando realmente que eu merecia tudo de bom que o mundo poderia me oferecer, imaginando que o que eu sofri era o bastante para o céu na terra me ser ofertado. E eu tive isso por um tempo, e achei muito justo. Um dia, como em qualquer outro no mundo, esse castelinho de areia desmoronou e com ele tudo que eu pensava de tudo. Me fiz vítima de novo e aceitei o fargo pesado de sofrer as dores do mundo. E fiquei por um tempo assim, até ser feliz de novo. Acreditei que dessa vez era pra valer. O mundo então fazia sentido, as peças todas se encaixaram, tudo que eu aprendi na força eu usei, bem usado e fui feliz.
Meus dias eram claros e tudo era tão lindo e ninguém no mundo poderia sentir o que eu sentia. E isso durou. O bastante para eu me iludir e me encher de esperanças. Esperanças o bastante para que quando caísse, eu não tivesse chão para chegar. A queda livre te dá o tempo bastante para pensar em tudo. E sem mais o que fazer, isso foi a única coisa que eu fiz.
E quando o fundo do poço me olhava e me chamava, para que eu me enterrasse ali dentro cheia de máguas e pena de mim mesma, eu decidi olhar para cima. E exatamente tudo aquilo que me empurrou na hora de tropeçar, era o que estava ali para tentar me puxar de volta. E eu vi a realidade. E entendi um pouco do tanto que eu achava que ja sabia. O mundo da voltas. Nada acontece por acaso.
Não tenho mais pena de mim. Nem quero de ninguém isso. Por favor. Enxerguei minhas falhas e resolvi fazer de mim algo melhor do que uma lamúria poética numa tarde fria. Resolvi correr atrás do que eu queria, do que me fazia bem, mandar o resto pro quinto dos infernos e aceitar o que fosse que viesse. Amar meus amigos que estavam comigo, sem lamentar a falta de outros. Aprendi a fazer o amor da minha vida se reapaixonar por mim e aprendi a conviver com tudo.
Já não tenho mais um brilho no olhar. Já não acho que tudo pode ser perfeito. Mas tão pouco acho que tudo pode se acabar em um mar de lamas. Vejo a realidade como uma folha de papel cheia de letrinhas, que é o que está ali e não adianta procurar mais a fundo. Aprendi a ver tudo com mais placidez do que paixão. Aprendi a ser um pouco racional. Aprendi a ter razão.
Não procuro mais o tesouro escondido no final do arco-íris, mas aprendi a aproveitar as moedinhas que caem do céu no meu colo. Sempre quis uma vida profunda, mas aprendi a viver no meio-termo. Me satizfaço com a felicidade absurda dos meus amigos (nada mais me faz mais feliz) e com a chance de ter um pouquinho dessa felicidade de novo um dia desses, qualquer.

Thursday, March 01, 2007

É impressionante o que a sétima arte consegue fazer comigo.

Sabe aquilo tudo que você pensa da vida? Sobre perder, ganhar, pessoas os concursos de beleza que você precisa passar em cada fase da sua vida? Sabe aquilo que você pensa de você ser um perdedor?
Então. Eu penso tudo isso. Ontem eu fui no cinema, para ver Borat e Pequena Miss sunshine. Borat é foda. Um filme engraçado, com piadas anti-semitas e mais outras tantas racistas mas inteligentes(??). Sai de lá com uma gargalhada no rosto e uma vontade de fazer esse tipo de jornalismo. Logo depois fui ver esse outro, um filme de uma menininha gordinha de olhos azuis, filme que eu já estava doida para assistir desde que havia escutado o nome.
Me falaram que era divertido. Que era lindo. Que era, psicologicamente, um filme muito bem construído. Mas é muito mais do que isso. É simplesmente o filme mais lindo que eu já vi. Uma história cinematográfica conseguiu sintetizar tudo que eu penso sobre o mundo, sobre as pessoas (que eu gosto ou não gosto). Tudo que eu penso sobre o olhar de uma criança. Tudo que eu sempre pensei que num sorriso infantil é muito mais fácil dizer do que com mil palavras. Um filme sobre inocência e maturidade. Sobre perdedores, ganhadores e quem são realmente eles. Um filme de gente grande. Para gargalhar e chorar de soluçar.
Saí do cinema com um sorrisinho completo no rosto e uma vontade imensa de chorar mais, encostada no ombro do meu amor, esperando o momento para desabar. Voltei para casa com a certeza de que havia acabado de ver o filme da minha vida. E que era hora de mudar.

Thursday, February 08, 2007

quem diria

A mel chegou para mim outro dia, falando de um tal de concurso de poesias que rolava num site que eu nunca tinha ouvido falar. Fui ver qual era a dos caras e não dei muita coisa quando vi que nem rolava prêmio, só publicações no site. Coisa que acho que dá para fazer sempre.
Mas resolvi participar, nunca ganhei nada, meus textos não são motivos de condecorações e coisas do tipo. Fui arriscar por curiosidade mesmo, sem motivos.
Nem lembrava mais desse concurso quando me chega a mel de novo falando que lembrou do nada do site e foi espiar os vencedores do concurso. E não é que meu nome bem estava lá? Não fico achando que meus textos são melhores, agora. Nem qualquer coisa do tipo, mas é sempre bom quando alguém gosta daquilo que a gente sente, expressado em forma de qualquer tipo de arte...

bom, post a toa, taí as poesias que eu mandei e o link do site, é legal para ajudar a divulgar o projeto dos caras.



Carta Suicida

Adeus minha mãe, quebra-se o laço
Por favor, depois de tudo, me perdoe
Por mais ingrato que isso lhe soe
Estou indo sem um último abraço

Adeus meu pai, não tem explicação
Por favor, não se entristeça,
Por mais triste que isso pareça
Estou partindo sem criar objeção

Adeus minha irmã, estarei contigo,
Por favor, feche os olhos e se lembre
Somente dos bons momentos que, para sempre
Onde quer que eu esteja, estarão comigo

Adeus minhas amigas, estejam sempre unidas
Para que, junto comigo, não se interre
A nossa amizade. E que se encerre
nos olhos de cada uma, nossas vidas

Adeus meu grande amor, não se culpe, não por isso
Se te amar me fez tão infeliz
A única coisa que eu sempre quis
Era ser a grande razão de seu sorriso

Adeus para esse mundo, Adeus agora!
Lágrimas amargas me envenenam tanto,
Que no veneno desse pranto
É que me entorpeço e que me vou embora...



(Sem título) ou Prólogo

Por tanto tempo procurando um sentido
Perdi os motivos que me iniciaram
Se perco as razões que me motivaram
Perco de novo o entendimento que posso ter tido

Se isso lhe parece confuso
É compreensível pela vida que tive,
Agora, se você entende os momentos em que estive
É porque você cruza os mesmos caminhos que eu cruzo

Caminhos esses que ainda não me levaram a respostas,
E, várias vezes, me machucaram, deixando feridas expostas
E dúvida se uma razão de fato existe

Mas, ainda que à vida me falte a essência,
Á tristeza ainda busco resistência:
Posso não ser feliz, mas tão pouco sou triste



(dramática ao extremo, I know)


http://www.prosaemverso.xpg.com.br/antologiavirtual.htm

Tuesday, January 30, 2007

Mimada

Não tenho muito o que falar. Estou em fim de período, fora de tempo. É como se estivesse em novembro ainda. Minha cabeça está cheia de problemas para solucionar e trabalhos para terminar. Uma revista, um vídeo, um planejamento.
Quero mais férias, queria poder fazer faculdade de produção audiovisual. Mas meus horários são incompatíveis. Apesar do tempo ser relativamente perfeito para isso. Quero o meu sax e quero quinta feira logo, para tocar. Quero dinheiro para uma câmera, uma tatuagem e um sax. Mas minhas economias estão guardadas à sete chaves para uma câmera que vem de longe em algum dia que não sei qual.
Quero transferir para a UFF e fazer produção cultural. Queria parar de reclamar um pouco também. Tou indo para o Rio em fevereiro, vou para a praia ver o pôr do sol. Jogar PS2 até enjoar e esperar pelo meu amor. Queria poder ir com ele no show do Deftones, mas tem Placebo de novo e devo acabar indo mais uma vez ao Claro Hall (dessa vez sem entrada de graça, poxa). Quero que meus amigos animem de ir para São João Del Rey no carnaval comigo.
A minha vida tá tranquila, não tenho anseios e desesperos para relatar. Não tenho tristezas profundas e frases complexas para construir um texto bonito. Tenho desejos de infante que sou. Tenho milhares de livros para ler. Terminar a "Idade da Razão" para concluir que Camus realmente é melhor que Sartre para mim. Tenho que conversar com algumas pessoas.
Eu comecei o ano me despedindo. Meu amor foi embora e agora, só nos fins de semana, mais uma vez. Eu quero um marido rico, mas não sou forte o bastante para aguentar a distância. Quero o carinho do seu colo quente e o sorriso brilhando para mim.
Mas eu preciso trabalhar, arranjar um emprego, parar de ser sustentada pelos meus pais de novo. Queria que o tempo passasse bem rápido e chegasse logo o futuro para saber o que afinal vai acontecer. Eu queria sossegar com o presente. Se não estou remoendo o passado estou roendo as unhas esperando o futuro. Queria a calma das pessoas normais.

Monday, January 22, 2007

Caralho.

It began when they come took me from my home
And put me in Dead Row,
Of which I am nearly wholly innocent, you know.
And I'll say it again
I..am..not..afraid..to..die.
I began to warm and chill
To objects and their fields,
A ragged cup, a twisted mop
The face of Jesus in my soup
Those sinister dinner meals
The meal trolley's wicked wheels
A hooked bone rising from my food
All things either good or ungood.
And the mercy seat is waiting
And I think my head is burning
And in a way I'm yearning
To be done with all this measuring of truth.
An eye for an eye
A tooth for a tooth
And anyway I told the truth
And I'm not afraid to die.
Interpret signs and catalogue
A blackened tooth, a scarlet fog.
The walls are bad. Black. Bottom kind.
They are sick breath at my hind
They are sick breath at my hind
They are sick breath at my hind
They are sick breath gathering at my hind
I hear stories from the chamber
How Christ was born into a manger
And like some ragged stranger
Died upon the cross
And might I say it seems so fitting in its way
He was a carpenter by trade
Or at least that's what I'm told
Like my good hand I
tatooed E.V.I.L. across it's brother's fist
That filthy five! They did nothing to challenge or resist.
In Heaven His throne is made of gold
The ark of his Testament is stowed
A throne from which I'm told
All history does unfold.
Down here it's made of wood and wire
And my body is on fire
And God is never far away.
Into the mercy seat I climb
My head is shaved, my head is wired
And like a moth that tries
To enter the bright eye
I go shuffling out of life
Just to hide in death awhile
And anyway I never lied.
My kill-hand is called E.V.I.L.
Wears a wedding band that's G.O.O.D.
`Tis a long-suffering shackle
Collaring all that rebel blood.
And the mercy seat is waiting
And I think my head is burning
And in a way I'm yearning
To be done with all this measuring of truth.
An eye for an eye
And a tooth for a tooth
And anyway I told the truth
And I'm not afraid to die.
And the mercy seat is burning
And I think my head is glowing
And in a way I'm hoping
To be done with all this weighing up of truth.
An eye for an eye
And a tooth for a tooth
And I've got nothing left to lose
And I'm not afraid to die.
And the mercy seat is glowing
And I think my head is smoking
And in a way I'm hoping
To be done with all this looks of disbelief.
An eye for an eye
And a tooth for a tooth
And anyway there was no proof
Nor a motive why.
And the mercy seat is smoking
And I think my head is melting
And in a way I'm helping
To be done with all this twisted of the truth.
A lie for a lie
And a truth for a truth
And I've got nothing left to lose
And I'm not afraid to die.
And the mercy seat is melting
And I think my blood is boiling
And in a way I'm spoiling
All the fun with all this truth and consequence.
An eye for an eye
And a truth for a truth
And anyway I told the truth
And I'm not afraid to die.
And the mercy seat is waiting
And I think my head is burning
And in a way I'm yearning
To be done with all this measuring of proof.
A life for a life
And a truth for a truth
And anyway there was no proof
But I'm not afraid to tell a lie.
And the mercy seat is waiting
And I think my head is burning
And in a way I'm yearning
To be done with all this measuring of truth.
An eye for an eye
And a truth for a truth
And anyway I told the truth
But I'm afraid I told a lie.



the mercy seat is waiting.

Wednesday, January 17, 2007

Poeta

Iron & Wine - Passing Afternoon


There are times that walk from you
like some passing afternoon
Summer warmed the open window of her honeymoon
And she chose a yard to burn
but the ground remembers her
Wooden spoons, her children stir
her Bougainvillea blooms

There are things that drift away
like our endless, numbered days
Autumn blew the quilt right off
the perfect bed she made
And she's chosen to believe
in the hymns her mother sings
Sunday pulls its children
from their piles of fallen leaves

There are sailing ships that
pass all our bodies in the grass
Springtime calls her children
until she lets them go at last
And she's chosen where to be,
though she's lost her wedding ring
Somewhere near her misplaced
jar of Bougainvillea seeds

There are things we can't recall,
Blind as night that finds us all
Winter tucks her children in,
her fragile china dolls
But my hands remember hers,
rolling around the shaded ferns
Naked arms, her secrets still
like songs I'd never learned

There are names across the sea,
only now I do believe
Sometimes, with the window closed,
she'll sit and think of me
But she'll mend his tattered clothes
and they'll kiss as if they know
A baby sleeps in all our bones,
so scared to be alone

Vai ser sensível assim na pqp. AMO

Sunday, January 07, 2007

Resoluções

Todo mundo que tem um blog no final acaba fazendo um post de resoluções para o ano novo. E eu não sou tão diferente como as vezes acho que pareço ser. Todo ano a gente vai dormir um dia e acorda no outro e atua como se fosse um segundo ato. É o "ano novo" que de um dia para o outro (literalmente) chegou. De dois mil e seis, agora estamos em dois mil e sete. grande mudança nesse numerozinho da direita.
- Então eu vou acreditar que tudo no mundo é a esperança, essa que nunca que morre. Como já disse antes, eu devo morrer antes. Então continuo esperando pelo melhor e que o melhor que ja existe continue, sem esperar que mude.
- Eu preciso concluir meu processo de emagrecimento, que começou há uns dois meses atrás e já surtiu efeito de uns 10 quilos na minha existência. Parece fútil, mas ser gorda é um grande saco de merda. E eu já sofri por 21 anos com isso, quero arrancar esse problema da minha vida raza.
- Escutar muita música boa, atender minhas raízes country´s que resurgem quando eu escuto coisas com Burl Ives ou Johnny Cash. Muito Bob Dylan para fazer de mim alguém melhor. e um pouco de rock para divertir a vida. Mas rock de verdade, anos 50, Chuck Berry para me fazer feliz.
- Parar com hábitos e vícios que prejudicam minha saúde, mas animam minha vida. Ou talvez não parar com eles. Aprofundar talvez (nota mental, decidir afinal o que é bom para mim).
- Nunca deixar de perder a compostura, linha, carretel, seja lá o que for. Isso é ponto final e sem três pontinhos pro resto da vida.
- Dar valor maior aos meus amigos sempre e sempre. Porque no final eles sempre merecem e são eles que me fazem sorrir fundo e de verdade. Sentir saudade do que estão longe, mas torcendo para o até logo, seja um logo bem breve, porque a falta que algumas pessoas fazem doem fundo no coração da gente.
- Amar o meu amor, como eu sempre amei e vou amando mais e tentar brigar menos, implicar menos e ter mais paciência com o mau humor e o rabugentismo dele. Afinal foi isso que me conquistou. Construir nossa vida aos poucos para o futuro.
- Aproveitar minha família, a loucura que ela tem e me proporciona. Mimar meus pais e ser mimada por eles. Cuidar das minhas avós e aceitar que uma delas é a pessoa mais doida que eu conheço e foi quem me fez ser assim.
- Eu juro que eu vou tentar estudar. Tentar manter um caderno. Saber das provas. Essas coisas que só servem pra desencargo de consciência porque no fundo eu sei que não vou fazer porra nenhuma. Vou à faculdade e, te falo, isso ja é muito para mim.
- Se possível arranjar um emprego, porque a grana tá curta e eu tenho uma gata para criar e um video game pra pagar em 6 parcelas.
- Manter meus amigos próximos e me aproximar dos meus inimigos ao máximo para minha própria proteção.
O resto é resto e a gente vai levando e tendo no coração seja lá o que for.

Monday, December 25, 2006

Post velho, sem criatividade, calor, rio de janeiro e mau humor

Eu não espero de você, mais do que educação. Esse é um bom começo para qualquer texto. Mas a verdade é que a gente sempre espera mais do que isso. De todo mundo. Eu só queria gritar (não, eu não queria gritar porque falas baixas escutadas por todos são mais significativas), só queria dizer isso para o mundo. educação e polimento são atos informais de se mostrar desprezo. Fale um "palavrão" e depois peça desculpas dizendo que ama, é bem maior do que se imagina.
Por uma vida sem graça não daremos uma moeda. Então que ao menos use o resto do dinheiro para alguma coisa. Ou então que faça por onde para não ter vontade de gastar em mais nada. São as coisas que exageramos que ficarão para sempre, às vezes como arrependimentos, às vezes como lembranças boas. Mas ficarão. Estou cansada de perder para o futuro, atropelando o presente na cegueira em relação ao passado. Vamos viver tudo ao mesmo tempo agora, mas cada coisa de cada vez para sempre. E isso é confuso, mas quem disse que não seria?
Ando querendo que as pessoas vivam mais, não sei o que tem dado em mim. Acho que me cansei de coisas insignificantes. Se for para ser, que seja muito, que seja grande, que de coisas pequenas, bastam os beagles.

Friday, December 15, 2006

no future at all

E você sente uma imensa vontade de viver, mas não vive, porque ainda tem um mínimo de orgulho. E enquanto a vida lhe espera, você perde tempo pensando, calculando e chorando. E você não liga se não tem asas, isso é coisa de criança. Você só queria ter os pés no chão, porque você sabe que pode voar.


Assumo que nunca estou completamente bem. Sempre alguma coisa me faz pensar que minha vida não é completamente como eu sempre quis que fosse. Talvez seja coisa que me veio de minha infância. Acho que eu era meio infeliz, nunca completamente, porque as coisas completas nunca aconteceram para mim, para ser mais exata.
Hoje eu pensei muito sobre como eu ando extremizando meus problemas, mas isso tudo deve ser porque eu passei a minha pouca vida inteira colocando os problemas dos outros na frente dos meus, sempre como maiores. Não que eles não fossem, alguns realmente eram, mas acho que isso me fez ser muito insegura. Eu sempre espero que alguém se importe comigo, assim como eu importo com as pessoas. Mas nem sempre é assim, até porque, o erro está comigo em ser dependente. Mas não é coisa fácil de resolver.

Eu ainda acho que não tenho futuro, não tenho talento, não tenho iniciativa. "yo soy um perdedor, i´m looser baby, so why won´t you kill me?"

Tuesday, December 12, 2006

"Polly Jean, minha favorita"

Quando eu ouvi PJ Harvey pela primeira vez, foi com a pessoa errada. Eu não sou rancorosa, mas gosto de ter só lembranças boas, de coisas boas. A PJ é uma porra-louca com uma voz do caralho. Às vezes eu lembro de coisas ruins quando ouço ela. Ou melhor, lembrava.
Eu lembro quando a minha paquera com o amor da minha vida era uma coisa meramente virtual, eu havia comentado algo sobre estar escutando PJ Harvey, não sei porque motivo e só me lembro da frase, escrita nessa linguagem de internet da qual às vezes não conseguimos fugir: "polly jean. minha favorita :D~). Eu juro que bem abri um sorriso e aquela frase ficou na minha memória por bastante tempo.
Voltando aos dias atuais, nao tem muito tempo, arranjei uma gatinha aqui para casa. Na hora de nomeá-la, eu passei um aperto danado com falta de idéias para nomes. Se fosse macho, seria Johnny Cash, não haveria dúvidas. Mas uma fêmea....
Eu pensei em Cat Power, mas ia ficar uma coisa muito clichê. E a Cat Power é muito sensivelzinha parar dar nome para minha arranhadora de braços e mordedora de dedos. Eu pensei em Polly Jean Harvey, então. Para ser sempre A minha favorita. Polly combina com ela e PJ mais ainda, quem conhece sabe. E então ficou. Um dia eu me lembrei de Yoshimi, e me arrependi com vergonha de não ter lembrado do meu grande amor, que é o Coyne. Mas anyway, ela não tem cara de gata japonesa de qualquer forma mesmo!


A Polly é um amor, é minha favorita, com certeza, na questão de gatos.

Wednesday, December 06, 2006

Existe mesmo

Eu sempre gostei de reler meus textos do blog antigo, às vezes eu acho algumas coisas legais. Sei lá, algo reaproveitável, sentimentos iguais, palavras que ficam para sempre. Significados que não mudam. Mas o melhor de tudo é encontrar o contrário. Ver que as desesperanças, os apelos, as vezes são respondidos mesmo. Que as coisas não caem do céu, que a gente se fode muito antes de ser feliz. Mas que um dia a felicidade chega, chega sim.
O Victor me deu um sentido, me completou com todos seus defeitos e qualidades opostas de mim. Me fez sorrir e chorar, é meu despertadorzinho que controla meus abusos, que me faz uma pessoa melhor. Mas acima de tudo, que me faz feliz. Eu nunca soube direito o que afinal era se apaixonar. Gostei por anos de meninos que nunca cheguei realmente a conhecer, "se eu sofria por eles, devia ser algo intenso", eu sempre pensava. Mas com ele eu percebi que não é bem assim, a gente ama quando faz parte, quando conhece, quando os olhos nos olhos estão fixos e o sorriso logo ali em baixo.

"17/07/2004 15:20
Muita coisa mudou nesse espaço de tempo. Tive momentos para pensar sobre tudo que eu sempre pensei. Tentei entender muita coisa que ainda não entendo e, para ser sincera,continuo sem tempo para isso. Gostaria que você me dissesse que foi tudo uma brincadeira da vida. Que eu vou sorrir agora, que eu tenho motivos além dos normais para isso. E não vou te pedir isso. Vou só esperar que por algum motivo divino um dia você resolva me dar o que vai me fazer feliz. Mesmo que até eu mesma não saiba o que é. Quero só seu sorriso sincero pedindo pelo meu. Quero só sua mão quentinha a esquentando meu rosto frio, molhado pelas lágrimas. Eu quero só suas palavras de conforto, quando as minhas são espinhos para a alma. Eu quero só você, mesmo que você não pareça existir no meu mundo ainda. Será que você pode fazer o favor de chegar logo na minha vida? A gente tem muita coisa para fazer para se fazer feliz ainda. Não dá mais para perder tempo nessa distância do desconhecimento.

Então vem. E vem bem rápido, que é para você me alcançar, antes que eu pegue o último trem de partida para a falta de esperança. Vem logo, enquanto eu ainda acredito que você existe. Vem vem vem. Que eu tou me cansando de te esperar. Vem logo, e se não tiver encontrando o caminho, pede informação para os passantes, algum deles já teve ter se esbarrado em mim em algum desses caminhos tortuosos que eu sigo. Porque eu tou cansada de muita gente. Quero alguém para me encher de vontade de novo. Quero bem rápido, que é para aproveitar tudo e ser feliz e te mostrar meu mundo e te fazer sorrir. E ser nós dois no mundo inteiro fazendo tudo ser mais colorido. Que é para ver se existe mesmo combinação de alma. Que é para ver se existe mesmo paz. Que é para ver se existe mesmo sorriso profundo. Que é para ver se existe mesmo a falta de motivos para chorar. Que é para ver se existe mesmo você. "


Te amo Victor. Obrigada por vir tão rápido, obrigada por demorar o tempo necessário para eu aprender o que eu já aprendi. Obrigada por vir. Obrigada por me fazer feliz e me amar. Obrigada pelo seu colo quentinho.


Sunday, November 26, 2006

anyway... (eu nunca fui boa com títulos)

Eu sempre tive inspirações maiores do que iniciativas. Desde pequena pensava em ser escritora e fazer faculdade disso, que na minha cabeça existia. Os anos foram passando, eu era uma pessoa como qualquer outra, não era bonita, não tinha uma banda. Tive meus problemas e não reclamo deles até hoje.
Um dia a gente acorda e vê que está mais velho do que aquela mocinha que era mocinha quando você ainda era uma criança. E tem que pensar em trabalhar, em se divertir, em ter amigos e alguém para amar. Eu decidi ser jornalista. Não pela curiosidade que eu sempre tive, mas para poder estar perto das palavras, elas que sempre são tão impactantes. Estou fazendo faculdade de Comunicação Social na UFJF, cidade em que me criei, porém em que não nasci. Nasci no Rio, para onde devo voltar um dia que não está longe. Comecei muita coisa na vida que deixei sem terminar, por pensar que no fundo aquilo não era eu. Eu não sou uma jornalista.mas não penso em deixar minha faculdade.
Não me encaixo perfeitamente lá, mas me encaixo da forma que não me encaixaria em mais lugar algum. Minha alma é de artista, mas eu não faço arte. Talvez eu viva na sombra de algum grande talento, no backstage, tentando fazer dele algo maior do que eu sempre quis ser. Eu nasci para estar atrás dos spots. Eu descobri isso e fiquei atrás dele por todo o tempo. Escrevo por que me faz bem, melhor que terapias. Ainda tenho meus medos, anseios e inspirações. Mas agora tenho um pouco mais de iniciativa.
Não tenho pretensões grandiosas, nem nunca tive. Não sei se tenho motivos, como nunca soube compreender na minha vida. Tenho meus sonhos e não corro atrás deles. Não ainda. Porque primeiro preciso descobrir quais são.

Tuesday, October 10, 2006

I guess it´s my turn

Eu só quero gastar algumas palavras. Só para limpar minhas gavetas e jogar fora as canetas sem tinta. O tempo cura ressaca, e a dor de estômago que o alcool ruim traz. O tempo cria oportunidades de alcool pra rir ao invés daquele para não chorar. O tempo cura as feridas e deixa o passado tão longe, que a gente esquece. Eu não tenho mais costume de me lembrar, não me fico remoendo, não preciso mais. O que é bom do passado, nunca vai embora, o que não é, não dura mais que o tempo que tem que durar. Para aprender. Para ter sido.
Eu nunca imaginei que era tão bom a vida simples. As gargalhadas fortes, os sorrisos largos mesmo. Eu sempre fiquei resmungando a falta de tudo e me veio de presente, até que enfim. Tenho uma coisa completa nessa história. Não me vem na cabeça uma falta doída, como antes.
Agora tenho uma vidinha comum, com meus amigos e minhas aventuras engraçadas. Tenho um amor, como agora sei amar, tenho um amor. Tenho o mundo e ele me escapa, mas eu vou atrás dele todos os dias enquanto eu vivo e não espero ele abraçar. Tenho meus momentos de dizer adeus, mas sempre acompanhados de um até logo. Não preciso de mais dor para dizer que SOU. Tenho meus sorrisos para sentir que sinto e nada mais.

Thursday, September 21, 2006

isso pode explicar muita coisa

Eu sempre fui insegura. Sempre tive crises idiotas puramente infantis e dependentes. Esses dias meu coração está aflito. Está pedindo por um sossego que não sou eu que posso dar. Fico achando que o mundo me odeia, que as pessoas me suportam pelo que eu signifiquei para elas durante algum tempo.
Tenho esse tipo de neurose desde que me conheço por gente, às vezes eu até estou certa. Eu não sei gritar aos quatro céus que sou livre, que sei ser feliz sozinha, que as pessoas são todas umas idiotas. Eu não sou assim.
Eu nasci com o próposito de viver pelos outros e me odeio por causa disso. Já me dei muito mal por causa disso e não foram poucas as vezes. Não vou dizer que não existem os momentos bons, porque eles existem. Há pessoas que merecem cada pedacinho desse esforço, que faz o mundo ser bom de estar. Mas aqueles poucos, que aparecem na nossa vida para dizer umas palavrinhas bonitas e depois escarrarem na nossa cara, esses nos deixam acuados.
Na mesma proporção que eu preciso das pessoas, eu tenho medo delas. Eu não preciso de muita coisa para ser feliz. Mas eu preciso de todo mundo que me rodeia e minhas expectativas são grandes. E minha insegurança maior ainda.

Tuesday, September 19, 2006

TPM

Acordei de mau humor, triste e desanimada.

No fim de semana o victor me gritou que eu estava de tpm.








acho que ele estava certo.

Friday, September 01, 2006

Cópias não, por favor

Tudo bem. Eu não posso me apropriar das palavras, elas estão soltas, viajando o mundo e a gente caça todas elas tentando formar a frase que transmite melhor a idéia que queremos que o mundo entenda.
Mas a gente sua. É dificil chamar a madame inspiração para ajudar nessa procura por letrinhas. Eu leio, releio, jogo fora, tá sempre uma merda. Mas a gente se apega. Demora tanto tempo para formar aquelas palavrinhas miúdas, que te contém no meio delas, que quando você termina o último ponto, aquele texto é um pouco de você. Você sente um carinho, como filhos que você teve que cuidar.

Tuesday, August 29, 2006

miss it all

Eu tenho saudade de pessoas que eu ainda não conheço. Sinto falta da presença que nunca tive. Me sinto bem ao pensar nos sorrisos que eu não conheço, é tant gente extraordinária que me dói pela falta. Fui obrigada a engolir muita gente que não vale o centavo que caiu no ônibus, por isso penso ainda nas pessoas que quero conhecer. Eu tenho saudade das pessoas que não conheço.
Eu tenho saudade daqueles que agora adormecem longe. Saudade que dói mesmo. Ver a vida que levam e agora, essa que não cruza mais com a minha. Distância curta, mas longe demais. Tantos sorrisos trocados, abraços apertados, que agora não são mais. Saudade disso tudo e de mais tudo aquilo que poderia ter sido além. Eu tenho saudade daqueles que agora adormecem longe.
Eu tenho saudade de quem está do meu lado. Talvez por medo de perder. Talvez por apego exacerbado que existe em mim. Talvez por amor. Talvez. Mas dói se não está segurando minhas mãos, seguindo meus sorrisos e aceitando meus conselhos. Guardaria todos em meu armário, escondido, perto o bastante para o longe não existir. Eu tenho saudade de quem está do meu lado.

[pulp fiction]

Mia : Don't you hate that?
Vincent : What?
Mia : Uncomfortable silences. Why do we feel it's necessary to yak about bullshit in order to be comfortable?
Vincent : I don't know. That's a good question.
Mia : That's when you know you've found somebody special. When you can just shut the fuck up for a minute and comfortably enjoy the silence.

Monday, August 28, 2006

expressive eyes

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Esse desenho é de um amigo meu, que manda muito bem...
Quem quiser conferir mais trabalhos dele é só ir em http://bmenon-art.blogspot.com

Thursday, August 24, 2006

Esse é bem velho, mas achei bonito.

Queria ter tido a chance de dizer adeus, antes que todos partissem. Por alguns curtos efêmeros momentos, eu os tive. Todos eles. E eles se foram. Como eu já imaginava que aconteceria. Mas eu queria mais uns segundos, que não me deram. E eu fiquei só. Contando as horas para o fim. E contei todas elas, até quando perdi a conta e parei de contar. Mas continuei sem explicação. E sem ninguém também. À beira do abismo que eu espreitava e que espreitava a mim. E eu olhando para cima, à espera de um sinal para me jogar. Sinal que não veio, é óbvio. Sinais foram embora com eles. E me deixaram sem mais nada. Talvez algumas palavras e fotos que eu guardo para não amarelar. E algumas músicas também, isso sempre sobra. Guardei vozes na minha cabeça, também de lembrança. Mas essas eu sei que irão sumir, perdidas no contínuo do descontínuo.

Tuesday, August 22, 2006

tracy chapman

Give me one reason to stay here and I’ll turn right back around
Give me one reason to stay here and I’ll turn right back around
I said, I don’t want leave you lonely
You got to make me change my mind

Baby I got your number ohh!! and I know that you got mine
You know that I called you I called too many times
You can call me baby
You can call me anytime, but you got to call me

Give me one reason to stay here and I’ll turn right back around
Give me one reason to stay here and I’ll turn right back around
I said, I don’t want leave you lonely
You got to make me change my mind

I don’t want no one to squeeze me
They might take away my life
I don’t want no one to squeeze me
They might take away my life
I just want someone to hold me
And rock me through the night

This youthful heart can love you, yes, and give what you need
I said, this youthful heart can love you, boy, and give what you
need
But I’m too old to go chasing you around wasting my precious
energy

Give me one reason to stay here, yes, and I’ll turn right back
around
Give me one reason to stay here, whow, and I’ll turn right back
around
I said, I don’t want leave you lonely
You got to make me change my mind

Baby just give me one reason
Oh! Give me just one reason why
Baby just give me one reason
Oh! Give me just one reason why I should stay
I said I told you that I loved you, and there ain't no more to
say





















ela agride.

Wednesday, August 16, 2006

E a boba aqui sou eu.

Words, they don´t mean a thing. Eu estava pensando, impressionante como as palavras, essas que a gente sempre acredita que são as mais verdadeiras, como elas mentem. Como elas iludem, enganam e cegam. Como a gente se deixa levar por meia palavrinhas de frases bonitas, ou às vezes nem tanto.
Eu lembro que eu já caí nessa armadilha. Já me deixei levar por letrinhas e busquei interpretações maiores do que as que já estavam lá. Entendi além do escancarado, do escrito e mal pago. Escutei músicas buscando um sentido que eu juro até hoje que devia ter. Que tinha.
O mundo tá caminhando para isso mesmo. Dá muito trabalho de viver ao vivo. Internet facilitou a vida de todo mundo, principalmente dos confusos ou babacas. Fica bem mais fácil enganar a menina bobinha que tá ali na espera de alguém exatamente como você pode dizer que é. Meia dúzia de palavras bonitas e ela já pensa que encontrou a pessoa perfeita, que quer passar junto pelo resto da vida.
Teve um cara que me pegou de jeito. Se fez de difícil, depois cuspiu meia dúzia de palavrinhas bonitas e já era. Demorou alguns anos para eu perceber que ele não era o homem da minha vida. Que chorar todo dia não era sinal de alguma coisa boa. Que amor de verdade é aquele sorridente que te dá um abraço quentinho e te chama de meu amor.
Ainda tem remédio, você ainda pode vive e, por sorte sua, talvez, encontrar alguém que valha um sorriso e até, porque não, umas lágrimas de vez em quando. Alguém que não tenha facilidade para dizer coisas bonitas, mas que quando diga qualquer coisa para você, que seja de verdade.



PS: Eu não acho que a culpa sejam deles, os donos das palavras, os melt-hearts. A culpa é nossa mesmo. A gente se deixa levar, querendo acreditar naquilo tudo que é tão bonito no papel ou na tela do computador. Não é que seja bom ser enganada, mas é quase isso. E bom acreditar que aquilo é só pra "MIM". Que eu sou aquela musa inspiradora ou algo assim.

You don't have to mean it
You just got to say it anyway
I just need to hear those words for me

You don't have to say too much
Babe I wouldn't even touch you anyway
I just want to hear you to say to me

Sweet lies
Baby baby dripping from your lips
Sweet sighs
Say to me come on and play
Play with me baby

You don't have to mean it
You just got to say it to me baby
Whisper whisper whisper in my ear
(I don't believe it)
(I don't believe it)

I wouldn't want to use you
Ooh I wouldn't blame you anyway
If you never ever spoke to me
(I don't believe it)

Hmm just say those little words
Sit on my shoulder like a little bird
Baby baby sing those words for me

Sweet lies
Baby baby dripping from yuor lips
Sweet sighs
Ooh you make me cry

Oh baby you know it
You know what I want to hear
Dripping from your lips
I got to tell you baby
Dripping from you lips

You don't have to say too much
Whisper whisper baby baby
I just wanna hear you say to me

(I don't believe it)

You don't have to mean it
Babe just say it anyway
I just need to hear those words from your sweet lips

You don't have to mean it
You don't have to mean it
(I don't believe you)
You don't have to shout across the room
Just whisper in my ear baby

(jagger/richards)

Thursday, August 10, 2006

Sai para lá, macumba e mal-amados

Um dia você acorda e vê que tudo mudou. E mais uma vez acredita que não existirão mais sorrisos, que o mundo inteiro conspira contra você. Você se pergunta, implorando por uma explicação, porque diabos tudo tem que mudar. Mas continua indo dormir e acordando no dia seguinte, mesmo que tenha rezado trezentas vezes na noite passada para continuar dormindo e não acordar. E em um dia seguinte de um dia seguinte qualquer, as coisas mudaram mais uma vez. Como um ciclo que continua rodando. Você está sorrindo de novo e tudo está perfeito em seu lugar. Do dia anterior você já nem se lembra e hoje é um marco temporal. Esse momento pode durar.
Já faz um bom tempo que não acordo em um dia cinzento.
Eu quero que dessa vez seja para sempre, como já é agora.
Obrigada à todos que me fazem sentir vontade de nunca mais ir dormir.

Wednesday, August 09, 2006

no sense

Será que existe alguma razão para isso tudo? Eu só vejo um túnel ao final da luz e isso é um tanto desanimador. Não existe mais certeza, não existe mais conclusão. O mundo escoou nessa insegurança pós-moderna, que fabrica consumidores de uma liberdade que, teoricamente, traria felicidade. Felicidade fugidia, da qual todos fogem ao se manter como certa. Às vezes parece que querem sofrer, mesmo. Só para poder passar a vida inteira a procurar um motivo para ser feliz e fazer dessa procura uma razão para viver.
No fundo são todos patéticos, que ao encontrar esses tais motivos, têm a necessidade de trazer à tona, tudo aquilo poderia os fazer chorar. E é essa dialética inútil que faz transcorrer o dia-a-dia da nossa sociedade atual. Fuzilando a simplicidade do momento só se consegue complicar o próprio entendimento. Quem não sabe que a vida é simples? Toda essa confusão e profusão de coisas só são méritos dos próprios méritos e desejos de não se dizer um simples mortal sem-graça.

Monday, August 07, 2006

Don´t work your stuff, because I´ve got troubles enought

Friday, August 04, 2006

Eu não queria ter que trabalhar

Se eu pudesse eu tirava férias, sem dia para acabar. Ganhva na loteria, montava uma produtora, um bar bem foda e vivia tocando um sax, só para relaxar.
Outro dia eu sonhei que havia ganhado na mega sena. Foi realmente divertido, naquele pouco tempo que durou; tantas dúvidas sobre o que fazer com todo aquele dinheiro. Sem lembrar que uns 50 contos já me faria sorrir nesse momento.
Bom, largando a mesquinharia de lado, o que eu queria mesmo era não ter compromisso com nada. E se preguiça é um pecado, é porque "Deus" não sabe o que é bom de verdade.
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A tal, das pedras.

Somos todos feitos de pedra. Ou pelo menos alguns de nós. Em mim não há pedra na estrutura, só encravaram aquelas que me atiraram. E não foram poucas. Não sei se existe força que vem dessas cicatrizes, existe decepção, futura insegurança e desconfiança, mas força? Essa simplesmente se esvai como um fluxo sanguíneo perdido em alguma transfusão.
Não quero mais que me atirem pedras. Não quero mais pedras em meu caminho. Nunca fiz questão de ser feita de pedra. Mas nunca pedi que me atrapalhasse com elas. Quero um pouco de vidro, que machuca, mas ao menos é transparente. Não viveria mais se pudesse escolher por desistir. Mas tenho coragem de menos para fazer algo tão covarde. Então prossigo. E não tiro as pedras do meu caminho. E nem devolvo aquelas que me atiraram.
Continuo meu caminho no silêncio da falta de força e coragem para gritar. Não descuto a escolha de quem me é próximo e nem faço ser escutada por minhas próprias escolhas. Culpa minha e só dela eu vivo. Culpa dos erros todos. Culpa de tudo que não é minha culpa. Culpa de me sentir culpada por aquilo que fugiria de meu alcance. Culpa das pedras.
Não peço nada a ninguém. Nunca quis nada de ninguém que não me fosse oferecido. Mas nunca pedi dor também, nem nunca pedi que me oferecessem ela. Mas me foi atirada, com o punhado de pedras que eu carrego na superfície. Mas não discuti, ao menos. Aceitei, resignada como sempre fui. Mas dou-me o direito de relatar. Queria um pouco mais de alguma coisa qualquer, mas não peço, como nunca pedi, com medo de que me dêem o que não me serve. Com medo de que me atirem mais pedras.

Thursday, August 03, 2006

Todos os bacanas da cidade

O acúmulo de informação é o que gera o aprendizado e entendimento do mundo. Você estimula seus sentidos e compreende mais facilmente o mundo a sua volta. Essa é a teoria e explicação científica, mas como a humanidade se institui cada vez mais invertendo todos os papeis que lhe foram colocados, essa descarga eletro-choque de conhecimento só funciona com um narcótico invisível que idiotifica ainda mais os seres pensantes, uma vez que uma mínima parcela absorve alguma coisa da informação que consumiu.
Saber nomes se tornou mais importante que realmente compreender a complexa rede de estímulos que cada um desses nomes nos fornece. Imagine que uma música impecável, harmônica em sua estrutura e com uma letra inteligente não agrada somente aos nossos ouvidos, como também sensibiliza nossa visão para o belo, nosso tato para o próximo e nosso olfato para o mundo, como se sugasse-nos para dentro de sua composição; assim acontece com uma leitura relevante, que não adiciona somente palavrinhas ao nosso vocabulário extenso, mas adiciona algo mais que não pode ser explicado verbalmente. Isso não importa mais. Se você souber citar nomes de autores consagrados e músicos sensíveis, você está apto a participar da elite cultural de sua cidade.
A partir desse momento, você pode dizer qualquer coisa, que a plebe ao seu redor irá aplaudir e será entusiasta de qualquer porcaria que você invente. Já existem artistas plásticos que propõem ser, sua própria merda em lata, arte e realmente fazem dinheiro com isso. Juiz de Fora não está longe desse estigma, a sociedade "fotologável" e "orkutizada" cria uma imagem endeusada de si mesmo que diz frases de “efeito” e vende seu peixe, seja ele qual for. Não sei ainda qual personagem dessa história é mais lamentável, se é o porco que vende sua lama como ouro, ou o burro, que compra satisfeito e ainda conta para os amiguinhos fazendo-os se sentirem menores e, assim, constituindo toda uma complexa hierarquia de castas bizarras.
Talvez o mais triste seja perceber que algumas dessas pessoas teriam potencial para ser melhores do que se mostram atualmente, que poderiam crescer e representar alguma coisa boa ou realmente participar de algo maior, como fazem tanta questão de fingir.

Cegos e debilitados todos nós estamos suscetíveis ainda mais a ações trogloditas e inexplicáveis.

those boys rock

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Essa Combinação agride.

Tuesday, August 01, 2006

É velho, mas ainda sou eu

Não existem mais palavras, eu não sei mais o que dizer. Só queria fugir agora. Eu só gostaria de saber fazer alguma, de saber alguma coisa. Estou cansada de ver todos à minha volta fazendo o mundo girar e o meu, ah, o meu, o meu mundo não anda, muito menos gira. Meu mundo, ele fica parado, fica esperando que eu puxe aquela manivela antiga que faz tudo rodar. Mas eu não sirvo para isso, nem para coisa alguma. Eu só sei reclamar da vida e chorar e falar.
Eu não sei. Várias vezes eu queria parar o tempo todo e mundo com essa necessidade de rodar e me pôr para fora e ficar presa naquele momento, único que me deixa feliz e nunca mais olhar, nem para frente, quanto menos para trás. Mas como em qualquer situação como se já era de se esperar, o instante passa e eu me vejo desesperada em busca de alguma coisa que eu não sei o que é e provavelmente não irei saber resolver.
Mas sabe? Deixe estar. Um dia eu vou ser muito boa em qualquer coisa que seja e o mundo vai estar com sua enorme cara redonda no chão. Se surpreendendo com minha capacidade de surpreender. Eu ainda espero isso. Ainda acho que tenho tempo de consertar e sempre me aparece alguem maldoso para me dar esperanças e acreditar que o mundo não é tão frio, como é a noite nessa cidade.


E ainda vou abrir meus braços para o destino, esperando que ele ainda um dia abra os seus para mim e me sorria.